Brutal Holiday Festival – Rio de Janeiro – 07/09/2017

Com o infeliz cancelamento do show do Suffocation aqui no Rio de Janeiro, leia a matéria sobre aqui, as bandas de abertura do evento, Forceps, Tamuya Thrash Tribe, Dark Tower, Poems Death e Gutted Souls se uniram, para manter a data no Teatro Odisséia e conseguiram, em uma verdadeira União Underground, fazer o evento acontecer, somente com as bandas cariocas e com a adição do Siriun, uma noite aonde o Underground do Rio de Janeiro esteve em festa e eu conferi essa festa(pelo menos, parte dela).

Porque digo somente parte dela, infelizmente não consegui sair maios cedo de casa e acabei perdendo o show do Siriun e Poems Death, que, pela qualidade das bandas, tenho certeza de terem feito apresentações maravilhosas, o Siriun é uma banda que está em crescente no momento, com seu Death Metal e tendo feito excursões com The Black Dahlia Murder e estar cotada para abrir o show do próprio Suffocation em  São Paulo, o Poems Death tem como base o Old School Death Metal, sendo bem reto e direto, como sou um fã do estilo, são duas bandas belíssimas e que, com certeza valem a pena vocês pararem para ouvir.

Chegando na casa, eu vejo o Gutted Souls começando o seu show e apresentando, o maravilhoso debut “The Illusion Of Freedom” e a sua nova formação em palco, que conta com o Iron de Paula(vocal) e Wellington Ferrari(guitarra), como membros fundadores, e os novos Alexandre Carrero(guitarra), Elias Oliveira(baixo) e Braulio Drummond(bateria), fizeram o Gutted Souls ir a um nível acima, o Death Metal da banda que desde sempre foi bom,  ganhou muito em brutalidade e técnica, a pegada pesada e precisa de Braulio na bateria aliada a virtuosidade e técnica no baixo do Elias deram a banda uma pressão incrível, um belíssimo show lançando o maravilhoso disco que vale a pena ser adquirido, seja ela da forma que for.

Logo depois da pedrada do Gutted Souls, veio o DarkTower, esse que, pra mim, não merece apresentações muito longas, sendo um dos pilares do Black/Death Metal Carioca, a banda que conta, hoje em dia com Flávio Gonçalves(vocais), Raphael Casoto e Rafael Morais(guitarras), Rodolfo Ferreira(baixo e vocal) e Jean Secca(bateria), veio mostrando todo o poderio de fogo e blasfêmia em seu mais recente lançamento, Eight Spears, um disco que mostra e prova ainda mais que o DarkTower está com tudo para se tornar uma das maiores do país dentro do cenário, com canções maravilhosas(Destroy the House of Ha´Shem, Blood Harvest), entre o clássico “Lord Ov The Vastlands” do início da carreira e canções do debut album “… Of Chaos And Ascension”, o DarkTower mostrou muita força e técnica, um domínio do palco incrível e nos deu ainda mais brilho pra essa maravilhosa festa.

Logo depois do DarkTower, veio aquela que seria a banda menos “bruta” do evento, mas com um peso lírico, trazendo a Brasilidade em tona em suas letras e composições, estamos falando do membro carioca do Levante do Metal Nativo, o maravilhoso Tamuya Thrash Tribe, que desde o ano passado, no lançamento do seu disco, conta com uma nova integrante na banda, a percurssionista Paula, adicionando ainda mais tons Nacionais as composições da banda, que vieram mostrando toda a sua personalidade em seu show, tocando músicas como The Voice Of Nhanderú e composições de seu disco, a banda como sempre levantou o público com uma apresentação sensacional, fechando o show com, aquela que pra mim, é o clássico do Tamuya Thrash Tribe, Senzala/Favela, perfeito.

E pra fechar a noite, o que eu diria ser o HeadLiner do evento, o Forceps veio nos mostrar as composições de seu disco, intitulado “Mastering Extinctions” e meus amigos, com a mudança de formação sofrida antes da gravação desse disco, posso falar que Doug Murdoch(vocal) e Emmanuel Iván(bateria), escolheram bem Bruno Tavares(guitarra) e Thiago Barbosa(baixo), para completarem o time, pois, fiquei assustado, a muito tempo não via uma banda do  Underground com um som tão bruto como o Forceps nos apresentou naquela noite, técnica apuradíssima nas cordas, passagens extremamente rápidas e muito bem encaixadas na bateria, o vocal fechando esse conjunto do caos está dando ao Forceps uma brutalidade monstruosa, eu fiquei, literalmente “de cara” vendo o show deles e somente pensando como eles conseguiram tal brutalidade, um encerramento impetuoso para um dia de festa no Underground Carioca. Uma foto fechará e dirá tudo que o Underground Nacional merece ver, a união trabalhando por todos e que venham mais eventos como esse para o Rio de Janeiro e para o país inteiro.

Todas as bandas no palco, no final do evento, que foi uma festa. Foto por Raphael Simon Lopes

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