Depois de anos e anos, pela primeira vez, no domingo, 11 de outubro do corrente ano, o Fear Factory, clássica banda de Metal / Industrial para no Rio de Janeiro em uma turnê que, para todos que se encontravam no Teatro Odisséia seria memorabilíssima, já que eles estavam comemorando os 25 anos de lançamento do disco mais icônico de sua carreira e, por quê não dizer que esse seria um marco dentro do cenário da música pesada mundial?? Se você pensou comigo, sim, a banda veio tocando na íntegra o clássico Demanufatcurelançado em 1995 e que esse ano completa 25 anos e se vocês querem saber, a banda não deixou nada a dever, em nenhum momento.

A banda de abertura do evento foi o Marrero, banda essa que faz um Stoner Rock / Metal muito interessante, um power trio que não conta com baixo e mesmo assim não perde o peso, infelizmente por problemas de logística e transporte, estava extremamente engarrafado o caminho até o local do show, me fazendo perder uma boa parte do show da banda, mas, o que eu consegui ver tinha muita qualidade, a banda, composta por Anderson Kratsch(vocal), Estevan Sinkovitz(guitarra) e Felipe Maia(bateria) estava tocando as últimas músicas de sua apresentação, que, o que eu vi foi de muita qualidade, peso descomunal e uma música muito bem composta.

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Marrero em ação no palco. Fotos por Allan Barata.

Show de abertura finalizado, vamos esperar o grande Fear Factory agora. E depois de quase uma meia hora, aquela conferida clássica no som da casa, que, estava “tinindo” no domingo de noite, a banda começa a entrar e Demanufacture explode nas caixas, Burton C. Bell(vocal), Dino Cazares(guitarra), Tony Campos(baixo) e Mike Heller(bateria) já entraram cumprido o prometido e a música título do disco explode em nossos ouvidos e faz o público ficar ensandecido, Demanufacture cai como uma bomba e começa todos os mosh-pits e o caos é instalado com sucesso no local, que com o passar do disco só fica mais intenso. Self Bias Resistor continua deixando o público enlouquecido, assim como Zero Signal(música usada na trilha sonora do filme Mortal Kombat de 1995) e o clássico do disco explode com Burton C. Bell dando o berro clássico, e o público responde à altura cantando junto com a banda: THERE IS NO LOOOOOOOOVE!! Replica, música que ganhou um clipe incrível que passava na MTV naqueles anos e que deve ter feito muita gente conhecer a banda.

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Fear Factory começando a demonstrar pra que veio. Fotos por Allan Barata.

Todo o disco foi tocado prefeitamente, tendo seus grandes momentos em cada música que seguia, com todos dentro da casa cantando, pulando, se emocionando e deixando a banda cada vez mais emocionada, pois isso era completamente visível em todos os membros, até mesmo o baixista Tony Campos que, em todas as apresentações que eu vi dele, é sempre um “iceman” estava realmente feliz em estar participando daquele momento. Até que chega o momento de A Therapy For Pain, última música do disco e assim acabar a primeira parte do incrível show e na hora me veio a pergunta: o que a banda estará reservando para o bis?

Para minha surpresa, eles retornaram ao palco com a primeira faixa do álbum “Obsolete”, Shock, que deu um gás no público incrível, levantando novamente o Teatro Odisséia inteiro e dando mais gás ao público que ainda respondia muito bem, agora, Burton C. Bell que, em todos os seus movimentos já dizia estar feliz em estar tocando no Rio, ele começa a conversar mais com o público e incessantemente elogia a todos presentes e agradece a produção por estar tocando por aqui. Mas voltando a música, depois de “Shock”, vem pra mim, o que seria uma surpresa, pois a banda detonou “Edgecrusher”, música também do disco “Obsolete” que é sensacional, pra mim foi algo inacreditável, pois, particularmente, sempre quis ver essa música ao vivo e consegui no domingo passado, sensacional!

Logo em seguida a banda detona uma música do disco novo “GeneXus”, Dieletric, que foi muito bem recebida pelo público, provando mais uma vez que a banda tem ainda muito o que oferecer de qualidade, logo depois “Archetype” do disco com o mesmo nome e fechando, voltamos ao primeiro disco do Fear Factory, “Souls Of A New Machine” com “Martyr”, música pesadíssima, que encerra aquela maravilhosa apresentação da banda no Rio de Janeiro.

Grande apresentação, a banda ainda ficou um tempo no palco, tirando foto, autografando o material do pessoal e atendendo a todos na casa com paciência e muita cortesia. Parabéns a todos os envolvidos na produção desse grande evento, ao Teatro Odisséia por mais uma vez receber bem demais o público do Metal Carioca e a banda por ser tão atenciosa com todos.

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Carisma e conexão com o público impecáveis. Fotos por Allan Barata.

Confira algumas fotos tiradas pelo fotógrafo Allan Barata em sua página no Flickr.

LINK: https://www.flickr.com/photos/allanghieri/albums/72157659761329855