Pra quem estava com saudade dos anúncios de bandas para o Summer Breeze Brasil 2024, neste sábado quatro novas atrações foram anunciadas: Gamma Ray, Overkill, Black Stone Cherry e Nestor.

A 2° edição do Summer Breeze Brasil acontece nos dias 26, 27 e 28 de abril de 2024 em São Paulo, no Memorial da América Latina. Os ingressos podem ser adquiridos no link https://www.clubedoingresso.com/evento/summerbreeze2024

Gamma Ray

A banda alemã Gamma Ray foi criada em 1989 pelo lendário guitarrista e vocalista Kai Hansen, um dos fundadores do Helloween, e é conhecida por sua contribuição significativa para o power metal, influenciando muitas outras bandas do gênero.

Quando deixou o Helloween, Hansen buscava independência dos empresários e gravadoras, mas logo recebeu a oportunidade de criar um álbum solo. O projeto começou com o vocalista Ralf Scheepers (atual Primal Fear), uma escolha que haviam considerado para o Helloween no passado. Gradualmente, com álbuns como “Heading For Tomorrow” (1990) e “Sigh No More” (1991), se tornou uma banda sólida, praticando um power metal e heavy tradicional, caracterizado por riffs potentes, vocais melódicos e letras frequentemente relacionadas a temas de ficção científica, fantasia e questões sociais.

Com o lançamento de “Land of the Free” (1995), Hansen, que novamente assumiu os vocais, pôde mais uma vez se sentir tão significativo e impactante quanto nos tempos de Helloween na fase dos álbuns da série “Keepers of the Seven Keys”. Por sinal, o álbum traz a presença de Michael Kiske em “Time To Break Free”. A parceria resultou em debates sobre a viabilidade de Kiske se unir ao Gamma Ray, porém rapidamente se tornou claro que suas orientações musicais eram diferentes e poderiam gerar atritos, além da intenção de preservar a integridade artística, o que levou à decisão de abandonar a proposta.

Na sequência vieram os não menos cultuados “Somewhere Out in Space” (1997), “Power Plant” (1999), “No World Order” (2001) e “Majestic” (2005). Então, “Land Of The Free” foi revisitado e teve uma sequência em 2007. A inspiração para “Land of the Free II” surgiu durante uma discussão sobre o rumo do próximo álbum que a banda estava prestes a compor após a turnê de “Majestic”.

No geral, as letras do Gamma Ray frequentemente exploram temas como o espaço sideral, viagens no tempo, lendas e mitologia, bem como questões sociais e ambientais. Porém, o tema central de ambas as partes de “Land of the Free” é a liberdade, pois a banda acredita na possibilidade de criar um ambiente onde as pessoas possam experimentar a sensação de liberdade, mesmo que seja por um breve período. Essa sensação auxilia na convivência com a sociedade e na capacidade de lidar com desafios e situações que são difíceis de suportar.

Após “Land of the Free II” vieram “To the Metal!” (2010) e “Empire of the Undead” (2014). Hoje formado por Kai Hansen, Frank Beck (vocal), Henjo Richter (guitarra e teclado), Dirk Schlächter (baixo) e Michael Ehré (bateria), o Gamma Ray conclama sua base de fãs dedicados no Brasil para a apresentação no Summer Breeze Open Air Brasil. Você está preparado para clássicos como “Heaven Can Wait”, “Land Of The Free”, “New World Order”, “Rebellion in Dreamland”, “Armageddon”, “Heading for Tomorrow”, “Send Me A Sign” ou até “Somewhere Out In Space”?

Black Stone Cherry

Originária de Edmonton, no Kentucky (EUA), a banda Black Stone Cherry faz um som inspirado no hard, southern rock e classic rock tipicamente americano e no estilo Lynyrd Skynyrd. Chris Robertson (vocal e guitarra), Ben Wells (guitarra), Steve Jewell Jr. (baixo) e John-Fred Young (bateria) atualmente divulgam “Screamin’ at the Sky”, seu oitavo disco de estúdio.

Famosa por misturar uma sonoridade pop ao hard rock, a banda possui alguns álbuns de sucesso, incluindo o debut homônimo, lançado em 2006. Músicas como “Lonely Train” e “Hell & High Water” foram sucesso imediato em rádios no mundo todo e nas plataformas digitais, sendo até hoje faixas que marcam presença nos setlists dos shows. Os álbuns seguintes – “Folklore and Superstition” (2008), “Between the Devil & the Deep Blues Sea” (2011), “Magic Mountain” (2014) e “Kentucky” (2016) – foram muito bem recebidos pela crítica e pelos fãs. “Kentucky”, que a banda chamou de “um retorno às suas raízes”, alcançou 40º lugar no Top 200 e o primeiro lugar na parada de álbuns de Hard Rock nos EUA.

Os álbuns “Family Tree” (2018) e “The Human Condition” (2020) continuaram trilhando o mesmo sucesso, trazendo um hard rock contagiante e muito bem produzido. Agora, com um novo álbum na bagagem, o Black Stone Cherry quer mostrar que é uma das maiores bandas de southern rock do mundo.

“Acho que somos mais parecidos com uma banda de southern rock. Porém, uma de minhas citações favoritas sobre nós remonta a quando o nosso primeiro álbum foi lançado. Um jornalista em algum lugar disse: ‘Se o Metallica e o Lynyrd Skynyrd se encontrassem em um beco, o Black Stone Cherry seria o resultado’. Sempre amei essa citação. Existem elementos de ambos os estilos em nossa música. Acho que nos tornamos mais uma banda de southern rock. Quanto mais velhos ficamos, apenas queremos sorrir e tocar rock’n’roll”, disse certa vez Chris Robertson à revista Roadie Crew.

“Screamin’ At The Sky” marca uma nova fase para Black Stone Cherry, que certamente trará este novo momento para o festival Summer Breeze Open Air Brasil com um setlist recheado de músicas incríveis.

Overkill

Promovendo “Scorched” (2023), 20º de estúdio da carreira, o Overkill, formado atualmente por Bobby “Blitz” Ellsworth (vocal), Dave Linsk e Derek “The Skull” Tailer (guitarras), D.D. Verni (baixo) e Jason Bittner (bateria), personifica a essência do thrash metal. Pegando seu nome no título de um álbum clássico do Motörhead, o Overkill se tornou uma das bandas mais icônicas e duradouras do cenário.

A história data do início da década de 80, quando Bobby “Blitz” Ellsworth (vocal), Robert Pisarek (guitarra), D.D. Verni (baixo) e Rat Skates (bateria) se uniram em Nova Jersey. Com essa formação, saiu o debut “Feel the Fire” (1985). “Éramos grande fãs de Motörhead, Venom, Black Sabbath, Judas Priest e Iron Maiden, e o Overkill veio da mistura destes elementos com o punk”, recordou o baixista D.D. Verni à revista Roadie Crew.

Com Blitz liderando a carga com seus vocais rasgados e distintos, na escola Udo Dirkschneider (ex-Accept) e Brian Johnson (AC/DC), e D.D. Verni comandando o baixo sempre bem timbrado com maestria, a banda rapidamente conquistou uma reputação e a base de fãs aumentou com “Taking Over” (1987) e “Under the Influence” (1988). “Fomos crescendo gradativamente, começando a tocar para cem pessoas, aumentando depois para quinhentas e aí mil, duas mil…”, declarou o baixista. “Acredito que ‘Taking Over’ nos mostrou o caminho a ser seguido”, acrescentou Bobby Blitz.

Ao longo dos anos, a banda passou por várias mudanças na formação, com Blitz e D.D. Verni sendo os únicos membros constantes. No entanto, seguiram lançando discos cultuados, como “The Years of Decay” (1989) e “Horrorscope” (1991). “‘Horroscope’ captou todos os elementos musicais que, até então, a banda tinha para oferecer. Tem a nossa agressividade natural, algumas mudanças de andamento, grooves marcantes e diferentes climas”, apontou o vocalista.

Na década de 1990, muitas bandas de thrash enfrentaram desafios, mas se o Overkill tirou um pouco o pé no pesado “I Hear Black” (1993), seguiu íntegro, experimentando aqui e acolá, adicionando mais groove e tendo uma sequência de lançamentos de respeito, começando com “W.F.O.” (1994). “O álbum deu um novo ânimo e gostamos de fazê-lo porque estávamos vindo de um que não tínhamos gostado tanto e por isso estávamos cheios de energia. É bem agressivo”, analisou D.D. Verni.

Depois vieram “The Killing Kind” (1996), “From the Underground and Below” (1997), “Necroshine” (1999), “Coverkill” (1999) e “Bloodletting” (2000). “Meu álbum preferido do Overkill é ‘From The Underground And Below’. Eu amo este disco, todas as músicas. Foi o primeiro ao lado de Colin Richardson e, do começo ao fim, eu gosto de tudo! Já ‘The Killing Kind’ acho que é um que todo mundo se esquece. Não sei o que houve com ele”, avaliou Verni.

Dali em diante, de “Killbox 13” (2003) a “Scorched” (2023), foram mais nove álbuns de estúdio. “Não fazemos um disco pensando se vai dar certo ou não, fazemos pensando em dar o nosso melhor. A música do Overkill tem uma diversidade que acumulamos ao longo dos anos, desde as influências que tínhamos quando éramos garotos, como punk rock, rock’n’roll, metal tradicional, New Wave of British Heavy Metal e muito groove”, descreveu Bobby “Blitz”.

Com uma base de fãs leais, o grupo americano faz parte da categoria seleta de bandas unânimes quando o assunto é sobre a performance ao vivo. Seus shows, que podem ser considerados como “workshops” de thrash metal, são sempre energéticos. Sobre o Brasil, onde o grupo veio pela primeira vez em 2001 e retornará em 2024 para o Summer Breeze Open Air Brasil, o vocalista concluiu: “Sempre tivemos bons momentos no Brasil! Lembro de Recife, São Paulo, Porto Alegre, Brasília e mais. Sempre nos divertimos com o público”.

Nestor

Os suecos Tobias Gustavsson (vocal), Jonny Wemmenstedt (guitarra), Marcus Âblad (baixo), Martin Johansson (teclado) e Matthias Carlsson (bateria) tiraram o nome Nestor do mordomo do Capitão Haddock na história em quadrinhos As Aventuras de Tintin. Embora tenha sido criada em 1989, quando os integrantes tinham apenas idade entre 14 e 16 anos, a banda de Falköping encerrou as atividades precocemente. No entanto, a amizade dos amigos de infância prevaleceu e, mais de 30 anos depois, o Nestor voltou e apresentou seu álbum de estreia, “Kids In A Ghost Town”, em 2022.

Músicas contempladas no debut, como “On the Run”, “Perfect 10”, “Firesign” e a faixa-título, “Kids In A Ghost Town”, possuem um contexto lírico próprio e pessoal, com um garoto com grandes ambições que mora numa pequena cidade do interior. “Tomorrow”, por exemplo, automaticamente foi vista pelo vocalista como uma música que poderia ter um dueto, pois no subconsciente ele tinha em mente os pôsteres dos anos 80. Hoje, com mais de 275 mil visualizações no YouTube, a decisão de contar com a consagrada cantora inglesa Samantha Fox se mostrou acertada.

Com uma inspiração na música dos anos 80/90, como também em filmes e revistas, a nostalgia está na moda. O single “1989”, que indica bem a fase em que o grupo foca sua musicalidade, teve 335 mil visualizações, se tornando uma grande sensação do hard rock sueco.

“Nossa missão é proteger o legado do hard rock e reinventar a iconografia do rock”, diz a banda, que já se apresentou em grandes festivais na Europa como Sweden Rock Festival, no Monsters of Rock Cruise (EUA) e hoje já até cultua um festival próprio chamado Nestorfest, onde dividiu o palco com Alphaville, Lambretta, Nik Kershaw e Electric Boys. O Nestor está pronto para contagiá-lo com sua energia retrô num dos palcos do Summer Breeze Open Air Brasil.

Mais sobre o festival: https://linktr.ee/summerbreezebrasil

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