Por: (Arte Metal)

O debut destes paulistanos foi lançado oficialmente há 7 anos e marcou território, agora ganha sua nova versão através da Cianeto Discos e merecidamente. Afinal, o trabalho chegou trazendo uma sonoridade diferenciada e complexa. Após o disco, a banda ainda lançou uma compilação, um single e o mais recente álbum, “O Sol Fulmina a Terra”, de 2016.

O trabalho, como dito anteriormente, é complexo. Engloba o Doom Metal em diversas facetas, mas traz elementos desde o Sludge, Avantgarde e até Black Metal, sem contar nuances extra-Metal, até como focos de Jazz em algumas passagens e de música ambiente.

O mais importante é que o trio K (bateria, vocal e baixo), N (vocal, guitarra, violino e sintetizadores) e Nihil (guitarra) consegue juntar esse emaranhado e soar musicalmente coeso, além de uniforme. Entre passagens sutis, reflexivas e/ou viajantes, a banda engata a quinta marcha e parte para partes mais agressivas.

Interessante que essa abrangência também atinge as linhas vocais, ora sussurradas, ora cantadas, ora rasgadas e guturais, mostrando que sabem dosar bem quando o assunto é versatilidade. Definitivamente não é algo de digestão imediata e que requer, além de atenção, dezenas de ouvidas para ser compreendido.

No entanto, fãs de música mais soturna irão se familiarizar mais rápido com o trabalho. “Abske Fides” traz também uma produção interessante, orgânica e volumosa, com timbres pesados. Méritos de K, que conseguiu tirar essa sonoridade produzindo o álbum no At Master Blaster Studio. Muito interessante.

Nota: 8,5

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.