Por (Arte Metal)

Se todas as bandas que apostassem no Metal moderno fizessem igual o Atlantis Chronicles o underground teria menos narizes torcidos. Afinal, o grupo francês investe sim em algo condizente com os tempos atuais, mas em momento algum parte para o comercial barato e se preocupa bastante com o peso.

Neste seu segundo disco – que adota mais linhas melódicas que o anterior, por sinal – a banda traz influências que vão desde o Prog Metal, passando pelo Metalcore e batendo em um Death Metal poderoso e cheio de agressividade. Tudo sem abrir mão de uma produção moderna e levadas intrincadas que se aliam a doses de ‘groove’.

Mesmo adotando algumas linhas melódicas, sem exageros a banda consegue soar potente e mantém um peso considerável em suas músicas.   Outro principal fator é a permanência de vocais guturais que não dão espaços em momento algum a choros esmiuçados, o que é mais uma qualidade da banda.

Na primeira audição, “Barton’s Odyssey” pode soar comum e passar despercebido, mas aos poucos o disco mostra seu diferencial e descobre-se qualidades, principalmente em músicas como The Odysseus, Back To Hadatopia, Upwelling – Part II, Flight Of The Manta, I, Atlas e A Modern Sailor’s Countless Stories. Muito bom!

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Nota: 8,5

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.