Por: (Arte Metal)

O Atlantis é aquele tipo de banda que respira, come e vive o Metal oitentista. Mas, para quem pensa que os garotos de Jaraguá do Sul/SC são mais uma formação que investe no retro-Thrash se engana. O que manda aqui é o Metal tradicional com influências diretas da NWOBHM.

Mas, iniciamos pegando num ponto crucial e negativo aqui. Com a facilidade de se gravar um trabalho de qualidade hoje é inaceitável produções de baixo nível. Mesmo que proposital ou que a gravação permita uma avaliação certeira do trabalho, o Atlantis pecou nisso com uma produção pobre e abafada, o que pode prejudicar no resultado final. Até porque os timbres escolhidos e a captação tiraram o peso e o brilho das composições.

Partindo para o lado positivo temos uma banda que sabe aonde pisa e com um senso de composição (mérito do guitarrista e vocalista Tino Barth) muito bom. As músicas possuem linhas interessantes, variações de ritmo que não cansam o ouvinte, além de soar tudo equilibrado.

Enquanto as guitarras apostam em bases sólidas e solos muito bem desenvolvidos, o baixo de Felipe França faz bem sua função evitando qualquer buraco. A bateria de Rubens Lamin é executada com primazia. Os vocais de Tino estão bem encaixados e casam perfeitamente com o estilo. Vale lembrar que atualmente a banda conta com Jonathan Odorizzi (baixo) e Bruno Eggert (bateria)

Flight Malaysia e Summoning the Witch são os grandes destaques, sendo que ainda há um cover fiel para Angel Witch da banda britânica homônima. Não fosse o percalço da produção com certeza teríamos um trabalho que representaria bem o estilo proposto, porém é algo que pode e deve ser consertado facilmente nos lançamentos futuros.

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Nota: 7,0

Tracklist:

01. Dracul
02. Flight Malaysia
03. Cretan Labyrinth
04. Chained
05. Summoning the Witch
06. Angel Witch (Angel Witch cover)

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.