Por: (Arte Metal)

Foram treze anos até o lançamento do primeiro debut, e agora os mineiros do BARRIL DO PÓLVORA nos apresentam sua música, que gira em torno do Metal tradicional, mas traz influências do Rock clássico e também do Blues. Tudo isso soando bem característico e com uma forte identidade.

Com uma produção acima da média, porém mantendo o feeling natural, sem modernidades exacerbadas, a banda destila sons típicos do Metal tradicional, com riffs contagiantes e uma cozinha forte e vibrante como vemos em O Som do Trovão, Muito Papel Pra Pouca Solução e Barril de Pólvora.

Em outros momentos, a banda cai para o Blues e, impressionantemente, não se perdem em sua identidade. É só ouvir Inércia e Blues da Saudade. Já Tocando no Inferno e Loucuras, Sonhos e Delírios pendem pro Rock clássico, mas em nenhum momento a banda perde sua veia metálica.

Como o leitor pôde perceber, O BARRIL DE PÓLVORA aposta em letras em português. O interessante é que abordam temáticas sociais bem sacadas, sem soar moralistas e com muito sarcasmo. Tudo interpretado com equilíbrio e clareza por Flávio Drager, que possui uma voz e tanto. Um grande disco que pode entrar fácil pro rol de álbuns marcante do Metal nacional.

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Nota: 8,5

Tracklist:

  1. O Som do Trovão
  2. Mauito Papel pra Pouca Solução
  3. Inércia
  4. Tocando no Inferno
  5. Loucuras, Sonhos e Delírios
  6. Blues da Saudade
  7. Barril de Pólvora
  8. Tempestade

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.