Por: (Arte Metal)

Mesmo que seja tachado por muitos como Hard Rock apenas, os norte-americanos do BLACK STONE CHERRY vão além desse único rótulo e mostram uma diversidade de estilos em sua sonoridade que gera uma mescla muito, mas muito interessante. Isso fica ainda mais latente neste novo álbum.

“Family Tree” é o sétimo disco da banda e o trabalho mostra o auge criativo de Chris Robertson (vocal/guitarra), Jon Lawhon (baixo), Ben Wells (guitarra) e John Fred Young (bateria/harmônica/sintetizadores). O álbum praticamente recapitula tudo o que fizeram nestes dezoito anos de carreira.

Mas a riqueza do trabalho não consiste somente nesta abrangência e sim no que o consiste musicalmente. Encontramos no álbum, além do Rock, elementos de Blues, Country, Southern, Soul e uma dose extra de ‘groove’, proporcionalmente ao que a banda tem apresentado.

Além de bases concisas de guitarras, com uma cozinha elementar, a banda adota arranjos magníficos e bem dosados, sem excessos em momento algum. O trabalho vocal é outro trufo. Robertson já canta muito, e ainda conta com ‘backings’ diferenciados, em especial na pegada Soul da faixa My Last Breath e James Brown com coro feminino ao fundo nos refrãos. Sensacional.

Falando em refrão, ainda podemos nos deleitar com fortes deles em várias das composições, que se mostram uma melhor que a outra. Ouça Bad Habit, Carry Me on Down the Road, Dancin’ In the Rain (com WARREN HAYNES do THE ALMAN BROTHERS BAND), Ain’t Nobody e a emotiva faixa título. Enfim, ouça tudo.

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Nota: 8,5

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.