Por: (Arte Metal)

Na mitologia grega Ceos é um titã símbolo do conhecimento e da inteligência, um dos filhos de Gaia e Urano. A banda paulistana, que consiste atualmente no ‘power trio’ Biel Astolfi (vocal/baixo), Alexandre Chamy (guitarra) e Gabriel Rego (bateria) – Fabio Abdala gravou o disco nas baquetas – faz jus ao nome.

Afinal, neste seu primeiro trabalho a banda, além de mostrar muito conhecimento de causa, consegue a proeza de emular o Rock clássico dos anos setenta e lhe dar uma roupagem totalmente atual, sem forçar elementos ‘vintage’, sem buscar sonoridades muito rebuscadas.

O resultado pode surpreender muita gente, pois a banda consegue manter as características do estilo, soar enérgica e ainda destila uma técnica acima da média, sem perder o feeling. Enfim, trata-se de algo de muito bom gosto, sem precedentes e que deve ser ouvido de qualquer forma.

Chamy consegue trazer suas influências de RITCHIE BLACKMORE (principalmente) e JIMMY PAGE, adicionar sua personalidade e dar uma aula de riffs de bom gosto e solos que nos leva a viagens momentâneas. Além de versátil com sua voz, Astolfi traz linhas de baixo consistentes, que supre as arestas do som e com um ‘groove’ que só acrescenta. Tudo com a bateria ditando ritmos hora quebrados, hora mais dinâmicos, sempre bem explorada.

Ainda há espaço para camas de teclados, que só enriquecem o trabalho, que possui uma produção, a cargo do próprio Astolfi, que também não se preocupa em soar empoeirada e mesmo atual, mantém a identidade clássica. Até ‘backings’ guturais você encontra no disco, que traz um repertório abrangente (leia-se Progressivo, Blues e Hard Rock) e muito equilibrado. Que trampo!

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Nota: 9,0

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.