Por: (Arte Metal)

O incansável Alexandre Rodrigues – a mente, corpo e alma por trás do Crushing Axes – chega ao seu décimo full-lenght (11º se contarmos um EP) mantendo a característica da one-man-band, porém dando um passo ao seu passado com leves toques de experimentalismo.

Never-Ending Battle Against The Human Plague pode ser considerado uma junção dos três últimos lançamentos. Ainda pendendo pro lado mais brutal e podre do Death Metal, o disco traz uma boa variação e a obscuridade característica do Crushing Axes como deve ser.

Bons riffs e vocais cavernosos dão a tônica para uma sonoridade agressiva e épica ao mesmo tempo. A temática continua andando pelos trilhos da misantropia e impressiona como o músico consegue transparecer isso através de sua música, ou seja, nem se não tivesse letras, as composições manteriam esse clima.

Outro ponto importante a ser ressaltado é como as composições conseguem serem versáteis e objetivas ao mesmo tempo, afinal em uma média de três minutos as mesmas mostram alternâncias de ritmos e bons arranjos, passando longe de serem cansativas. Com uma produção de qualidade, os destaques ficam por conta de Death Sign,Christian Slaughter e sua levada diferenciada e a ‘old Crushing Axes’ Donec Mors Non Separat. Mantendo a essência!

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Nota: 8,0

Tracklist:

01. Raping the Earth
02. Stretching Guts
03. Killing the Innocent
04. Death Sign
05. Christian Slaughter
06. Eppur si muove
07. Donec Mors Non Separat
08. Battle Cry
09. Labyrinth
10. Est Modus in Rebus
11. Divine Wrath

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.