Por: (Arte Metal)

É muito interessante o tanto de bandas de Hard Rock quem têm surgido sem se preocuparem com o visual, vestidos normalmente e dando ênfase à sonoridade. Não, não é ‘legal’ isso, mas muito menos errado, é no mínimo curioso, porém frustrante aos fãs do estilo que esperam ver músicos com laquês e roupas coloridas.

Estes ucranianos são mais um caso, e pior ainda (no bom sentido), os caras se vestem normal mesmo, lembrando até bandas de Indie Rock inglês (risos). Mas, o que se ouve aqui é um Hard Rock encorpado, que às vezes beira o Heavy Metal e também adota linhas de Rock melódico.

O trabalho de guitarras é consistente, dando o peso necessário às músicas, sendo que a cozinha cumpre seu papel muito bem e com coesão. Interessante os solos bem encaixados, a melodia imposta com belas camas de teclados e os fortes refrãos, característica essa que já causa atração pela banda desde a primeira audição do disco.

Destaque para músicas como a faixa título (que peso!), “Stranger (que no final ganhou uma bela versão acústica), a moderna “I’m Gonna Be Cool“, “Time” e “Blondie“. A produção é muito boa e a capa atrai, sendo que esses dois detalhes completam o álbum, que é muito acima da média.

Doll’s Diary

Nota: 8,5

 

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.