Por: (Arte Metal)

É, talvez o nome desses letões possa gerar piadas por aqui, mas a sonoridade da banda é levada muito a sério. Afinal, não há Black Metal que tenha senso de humor quando mesclado com o Progressivo e isso se mostra um fato devido à crescente que o misto vem tendo na música alternativa.

Este é o segundo petardo da banda, que teve seu debut Hierophanies lançado em 2013. Pode parecer pouco, mas o período de dois anos trouxe algumas mudanças na sonoridade do grupo, porém em momento algum o quinteto perde sua essência, enfim sua característica.

Fato é que as composições aqui se mostram mais densas e versáteis, sendo que a melodia soa menos intensa e dá espaço para viagens mais psicodélicas e subliminares. Claro que The Grand Noir soa mais burocrático, mas as guitarras pesadas e momentos mais ‘Black Metal’ ainda marcam uma boa presença.

Para quem não sabe, o Eschatos conta com uma vocalista à frente. Trata-se de Kristiāna que manda muito bem e encaixa suas linhas com maestria, sem perder a feminilidade e/ou soar forçada. Destaque para as faixas In Whole Alone Is Good and Elsewhere Nowhere e Feast of a Thousand Beasts.

Eschatos - The Grand Noir

Nota: 8,5

Tracklist:

  1. The Grand Noir Rising
  2. In Whole Alone Is Good and Elsewhere Nowhere
  3. The First, the Last and the Living
  4. On the Divine Names
  5. Feast of a Thousand Beasts
  6. Sterile Nails and Thunderbowels (Silencer cover)

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.