Por: (Arte Metal)

Muito legal esse projeto que, infelizmente ainda não é de grande conhecimento do público brasileiro (incluindo este que vos escreve), que é capitaneado pelo guitarrista alemão Frank ”Heino” Badenhop. Ao seu lado, neste trabalho, os músicos permanentes são Mirko Gätje (baixo) e Michael Wolpers (bateria, VICTORY, RUNNING WILD).

Este é o segundo trabalho e pode ser considerado uma Opera Metal, já que traz nosso tão apreciado Metal na parte musical e liricamente aborda uma história, na ocasião, a história do corsário Klaus Störtebeker, um dos mais famosos piratas teutônicos, que viveu entre os anos 1300 e 1400.

O disco conta, nada mais nada menos, que com as participações de músicos como: BOBBY “BLITZ” ELLSWORTH (OVERKILL), DAVID DEFEIS (VIRGIN STEELE), JOHN GALLAGHER (RAVEN), CHRIS BOLTENDAHL (GRAVE DIGGER), UDO DIRKSCHNEIDER (EX-ACCEPT), GERRE JEREMIA (TANKARD), HENNING BASSE (FIREWIND) E RONNIE ROMERO (RAINBOW); OS GUITARRISTAS GARY HOLT (SLAYER, EXODUS), JEFF LOOMIS (NEVERMORE, ARCH ENEMY), NITA STRAUSS (ALICE COOPER), JOHN NORUM (EUROPE), AXEL RUDI PELL, DAVID T. CHASTAIN (CHASTAIN) e VICTOR SMOLSKI (RAGE).

Musicalmente o trabalho é calcado no Heavy Metal tradicional germânico, com referências diretas em nomes como ACCEPT e GRAVE DIGGER. Se utilizando de ritmos não tão velozes e arranjos enriquecidos com instrumentos acústicos e violino, a música soa boa aos ouvidos e se utiliza de uma melodia bem dosada.

A banda mostra um disco dinâmico e interessante de ouvir. Após uma longa intro, Restless and Wild, tendo BOBBY “BLITZ” ELLSWORTH como protagonista, é a primeira a chamar atenção. Com uma levada interessante, pesada e semi cadenciada, a música serve pra introduzir o ouvinte à história com um forte refrão e a interpretação ‘raçuda’, típica de Bobby.

Outro destaque é Gotland, mais complexa e com arranjos mais pomposos, traz BECKY GABER (EXOTOXIS, PSYCHOPHOBIA), DAVID DEFEIS, Katie Jacoby no violino e os guitarristas IVAN “MIHA” MIHALJEVIĆ (HARD TIME) e VICTOR SMOLSKI. A música tem um ritmo pendendo pro Folk e teclados mais intensos.

A balada Mortal Symphony com o chileno Ronnie Romero (vocal) – que vem se apresentando com o RAINBOW ao vivo – é a primeira ‘acessivel’ a chamar atenção e seu clima épico é belíssimo. Falando em épico, Remember The Fallen com CHRIS BOLTENDAHL a frente, além de JEFF LOOMIS e DAVID T. CHASTAIN, e também os guitarristas BRIAN MAILLARD (DOMINICI, SOLID VISION) e Dethy Borchardt solando, é uma obra prima de onze minutos e Metal em sua essência. Nem parece que tem tal tempo.

Por fim, o último destaque é When The Last Bell Dies, que traz UDO DIRKSCHNEIDER com uma performance versátil, já que a faixa soa um tanto quanto Doom e sombria. A música ainda traz os guitarristas Yiannis Papadopoulos e Andreas Kowalzik. É bom ressaltar que essas composições são as que chamam atenção, mas não ficam muito acima do restante do ‘tracklist’.

A versão nacional ainda traz um encarte, que é um livreto na verdade, com 32 páginas com as letras contando a história, além de todas as informações de cada músico participante do trabalho, as informações técnicas e tudo o mais. Música e conceitos que com certeza atrairão o público brasileiro.

FB1964 - Störtebeker

Nota: 8,5

Tracklist:

  1. Introduction
  2. Restless and Wild
  3. Victual Brothers
  4. Gotland
  5. Escaped
  6. Mortal Symphony
  7. Hexenkessel
  8. Seven Deadly Sins
  9. Orlog
  10. Remember the Fallen
  11. When the Last Bell Dies
  12. Störtebeker

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.