Por: (Arte Metal)

São mais de 35 anos de estrada, o que faz do JAG PANZER uma das bandas mais importantes do Metal tradicional norte-americano, ainda mais se pensarmos pelo lado de que o quinteto do Colorado existe até hoje (mesmo tendo alguns hiatos em sua carreira) em terras que atualmente são hostis ao estilo.

Este décimo disco da banda é uma aula de como fazer Heavy Metal sem soar datado, mantendo as características da banda e ainda soar versátil. O disco é bem dosado em todos os aspectos e marca o retorno do vocalista Harry “The Tyrant” Conklin, cantor original do grupo que vai e volta sempre.

Com muita coesão, o disco mostra linhas de guitarras muito bem impostas, com bases sólidas e solos proporcionais. Tudo aliado a uma cozinha decente, com precisão e que ajuda na variação de andamento, principal característica do trabalho e o que o faz tão especial.

‘The Tyrant’ é um ótimo vocalista, imponente e com um ótimo equilíbrio, ele dá o tempero necessário que as composições do disco possuem. Composições com arranjos riquíssimos, fortes refrãos e uma melodia viciante que permeia equilibradamente todas as composições.

A produção do disco é mais um ponto de equilíbrio, soando atual e vanguardista ao mesmo tempo, dando mais qualidade ainda ao trabalho. O difícil é destacar algo em um ‘tracklist’ excelente como este. Talvez, se tiver com pressa, ouça Born of the Flame, Foggy Dew, Divine Intervention e Long Awaited Kiss, esta última definitivamente a melhor power-ballad de 2017.

Jag Panzer - The Deviant Chord

Nota: 9,0

Tracklist:

  1. Born of the Flame
  2. Far Beyond All Fear
  3. The Deviant Chord
  4. Blacklist
  5. Foggy Dew
  6. Divine Intervention
  7. Long Awaited Kiss
  8. Salacious Behaviour
  9. Fire of Our Spirit
  10. Dare

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.