Por: (Arte Metal)

O maior ‘blueseiro’ da atualidade retorna, após o ótimo álbum Different Shades Of Blue (2014), trazendo temáticas e características usuais do estilo e mesmo assim mantendo sua qualidade intacta. Afinal, Joe Bonamassa é um exímio músico, principalmente guitarrista e canta quase tão bem quanto toca.

Blues of Desperation, seu décimo primeiro álbum de inéditas, traz mudanças na execução e utilização de equipamentos (aqui Joe usa amplificadores Fenders ao invés dos tradicionais Marshalls), mas mantém sua fórmula de maneira impecável, inclusive soando mais versátil.

O Blues tradicional (é claro) se faz presente massiçamente, com a pegada do Blues Rock e algumas incursões de Country e Soul aqui e ali. Impressiona como essa mescla soa prazerosa de se ouvir e como Bonamassa faz isso com maestria, mostrando o que realmente é boa música, até mesmo para leigos no estilo.

Com uma produção perfeita (ou ao menos que beira essa perfeição) de Kevin Shirley, a variedade nas composições não se restringe somente a gêneros e/ou ritmos alternados, mas sim nos climas que trazem momentos mais alegres, outros mais reflexivos, alguns sombrios e outros até agressivos. Tudo tendo o guitarrista mais objetivo, se utilizando de mais riffs e não perdendo-se (nunca!) em individualidades mirabolantes.

Cantando como nunca, Bonamassa mostra faixas de destaque como This Train que abre o disco soando com um hit imediato, o Blues progressivo da longa e sensacional No Good Place For The Lonely, além da acessível The Valley Runs Low como grandes resumos desse que é um de seus melhores discos, sem dúvidas.

Nota: 9,0

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.