Por: (Arte Metal)

Ao iniciar a pesquisa para fazer a resenha da Nervosa (banda que acompanho há uns 4 anos) me assustei ao ver que o trio só tem 6 anos de fundação. Em minha mente o grupo hoje formado por Fernanda Lira (vocal/baixo), pela fundadora Prika Amaral (guitarra) e Pitchu Ferraz (bateria) já chegava a uns 10 anos de estrada.

O por quê? Bom, simplesmente pelo patamar que o grupo atingiu não só na cena, mas musicalmente e de amadurecimento. Afinal, a Nervosa é uma banda que cresceu dentro de sua própria jornada até então, tal amadurecimento foi crescendo sem a banda parar de andar pra frente, se é que o leitor me entende.

Agony prova tais fatos e já coloca a banda como uma das principais do Thrash Metal nacional na atualidade e isso sem discutir gênero masculino ou feminino, afinal, não dá pra se ter uma noção pra qual lado pende a sonoridade da banda, pois música não tem sexo. Fato é que as garotas estão tinindo e cada uma exerce sua função com maestria.

Fernanda continua segura, destilando suas linhas de baixo com simplicidade e precisão. O fato é que ela está cantando muito e encaixando seu rasgado perfeitamente às composições sem querer soar como homem, pelo contrário, mantendo sua essência e origem feminina, soando demoníaca e raivosa, como deve ser.

Enquanto Pitchu (ex-Ajna, Hellsakura) destrói seu kit, impondo pegada e velocidade com uma boa técnica, Prika realmente se mostra o destaque individual. Uma máquina de fazer riffs, a mulher consegue impor identidade às suas bases que carregam certo teor Punk e uma rispidez que mexe com os nervos do ouvinte.

O conjunto da obra mostra uma produção primorosa e no ponto, a cargo de Brendan Duffey, com mixagem e masterização de Andy Classen. Praticamente todas as músicas têm algo em especial, sendo que soam enérgicas, pesadas e com refrãos fortes, algo que faz com que destacar uma ou outra se torne torturante. Mas Arrogance, Failed System e Hostage são sensacionais, além de Guerra Santa, uma das melhores faixas em português já criadas no Metal e sua pegada quase Death Metal. Um soco na cara!

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Nota: 9,0

Tracklist:

  1. Arrogance
  2. Theory of Conspiracy
  3. Deception
  4. Intolerance Means War
  5. Guerra Santa
  6. Failed System
  7. Hostages
  8. Surrounded by Serpents
  9. Cyberwar
  10. Hypocrisy
  11. Devastation
  12. Wayfarer

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.