Por: (Arte Metal)

Estes espanhóis iniciaram sua carreira mostrando um Thrash Metal cheio de ‘groove’ e peso, como pode ser conferido no debut Escarnio (2006). Porém, em 2011, já no segundo disco Metal Selvaje a banda soou mais direta, rápida e agressiva botando um pé e meio no Death Metal.

Neste terceiro disco, El Tío Del Saco, o grupo finca os dois pés no Metal da morte e o faz com maestria. Ainda há resquícios do Thrash Metal, mas não o de outrora, afinal isso se restringe aos riffs velozes e raivosos, que se repetem na cozinha dinâmica, que tem como destaque a precisão das linhas de bateria.

Outra característica fundamental da banda é a opção por cantar em castelhano, porém se o leitor espera algo na linha de Brujeria, muito se engana. O vocal de Enrique Balsalobre é ininteligível, porém sana esse problema com um gutural poderoso e versátil, que adiciona linhas rasgadas que chamam a atenção.

A ótima produção adiciona ainda mais qualidade ao disco, soa atual, mas não se deixa levar pela tendência artificial que infesta muita coisa no Metal extremo atualmente. Destaque para faixas como La cuchilla, Desinformación, Hijo puta e Ratas. Fãs de Cannibal Corpse, Suffocation e afinas, devem conferir!

Semilla Animal

Nota: 9,0

Tracklist:

  1. Viene a buscarte
  2. La cuchilla
  3. Nacido para odiar
  4. El tío del saco
  5. Desinformación
  6. Mosquito c****n
  7. Hijo puta
  8. Nivel Superior
  9. Podrido
  10. No lo sabo
  11. Claustrofobia
  12. Reventar
  13. Ratas

Link sobre a banda:

Facebook

Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.