Por: (Arte Metal)

O conceito em abordar as raízes do Brasil já se tornou comum no Metal. Este ‘comum’ de forma alguma é pejorativo, mas sim para identificar que a temática está sendo abordada por diversas bandas e isso é muito bom. Vide VOODOOPRIEST, TAMUYA THRASH TRIBE, ARANDU ARAKUAA, entre outras bandas… todas falam de temáticas indígenas e isso é muito importante para nossa cultura de forma geral.

Com os brasilienses do TUPI NAMBHA não é diferente e o grupo, que foi formado no ano passado, investe firme na proposta. A sonoridade é uma mescla de Metal, ritmos tribais e mangue beat, o que gera um resultado interessante e com peso na medida certa. A banda também adota certo ‘groove’, que a coloca em algo próximo do Thrash Metal, mas sem tanta agressividade.

O grupo canta, na língua indígena, sobre a tribo Tupinambá, um povo indígena que, por volta do século 16, habitava duas regiões da costa brasileira: a primeira ia desde a margem direita do rio São Francisco até o Recôncavo Baiano; a segunda ia do cabo de São Tomé, no atual estado do Rio de Janeiro, até São Sebastião, hoje o estado de São Paulo. Esse segundo grupo também era denominado de Tamoio.

O álbum, produzido por Caio Cortonesi, traz sete composições bem equilibradas, que trazem uma banda com identidade e que em momento algum deixam a energia cair. Para uma estreia, o TUPI NAMBHA vem bem e marca seu território, fortalecendo não só o cenário nacional, mas também a cultura brasileira.

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Nota: 8,5

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.