Solace, EP de estreia da banda Falchi, concebida pela guitarrista brasileira de renome internacional Jéssica Falchi, nasce como um exercício de composição instrumental que recusa a lógica da exibição técnica isolada. O registro articula peso, experimentação e narrativa em quatro faixas já nas plataformas digitais. A música inédita é Sweetchasm, Pt. 1, que tem a participação do guitarrista canadense Aaron Marshall, do Intervals.

Ouça Solace aqui: http://onerpm.link/Solace.

Foto: Cesar Ovalle

O lançamento coincide com a presença de Jéssica na NANN 2026, nos Estados Unidos, a principal vitrine global da indústria musical, onde ela participa de sessões de autógrafos e ações oficiais do evento.

Além do EP, 2026 também será o ano da Falchi nos palcos. No dia 21 de março, a banda será a atração de abertura para os suecos do Katatonia em São Paulo/SP, no Cine Joia. Garanta seu ingresso clicando aqui.

Formada por Jéssica Falchi (guitarra), João Pedro Castro (baixo) e Luigi Paraventi (bateria), a Falchi se apresenta como uma banda instrumental que privilegia a construção coletiva e identidade sonora própria. O produtor do EP é nome um conhecido e respeitado da música pesada nacional: Jean Patton (ex-Project46).

Em Solace, o trio desenvolve um repertório que transita entre o rock e o metal contemporâneo, incorporando elementos progressivos, variações rítmicas e mudanças de atmosfera que afastam o EP da lógica de singles independentes.

“João Pedro é uma das pessoas mais próximas e confiáveis que tenho por perto, fora que é extremamente competente. Temos o gosto musical muito parecido o que encaixou perfeitamente no perfil do projeto. As linhas de baixo ficaram precisas, expressivas e com o protagonismo que eu gostaria que tivesse”.

“Na bateria, chamei o Luigi Paraventi, que trouxe ideias impecáveis e uma dinâmica rítmica incrível, incorporando elementos brasileiros com muita naturalidade. Ele conseguiu mesclar diferentes técnicas e dar a textura exata que as músicas precisavam”.

Vale mencionar o papel de Jean na produção. “O Jean produziu o trabalho e foi a primeira vez dele nesse papel, dando um significado ainda mais especial pra mim. Ele foi quem me encorajou e validou cada passo e me ajudou a transformar ideias em algo concreto”.

As quatro faixas do EP exploram abordagens distintas, mas compartilham uma mesma preocupação de Jéssica com forma, textura e narrativa.

A composição da guitarrista funciona como eixo central do trabalho, equilibrando precisão técnica e dinâmica emocional, com espaço para experimentação de timbres, efeitos e arranjos que ampliam o vocabulário do metal instrumental sem perder coesão.

A identidade visual do trabalho é assinada por Lauren Zatsvar, com artes que dialogam conceitualmente com a sonoridade de cada faixa.

A inédita Sweetchasm, Pt. 1, a faixa de número 3 em Solace, concentra parte significativa desse conceito. A faixa é a mais técnica e progressiva do EP, explorando diferentes moods ao longo de sua estrutura, com tempos quebrados, mudanças de andamento, camadas de efeitos e inserções sutis de ritmos brasileiros.

A música conta ainda com a participação de Aaron Marshall, guitarrista da banda canadense Intervals, em um solo que dialoga diretamente com a proposta da composição. Considerado uma das principais referências do gênero, Marshall incorpora sua identidade ao tema sem descaracterizar a linguagem da banda, ampliando a tensão e o caráter épico da faixa.

Sweetchasm, Pt. 1 se conecta diretamente a Sweetchasm, Pt. 2, lançada anteriormente, estabelecendo um diálogo estrutural entre as duas peças. O riff que abre a segunda parte foi concebido inicialmente como refrão da primeira, enquanto o início do solo da Pt. 2 reaparece na Pt. 1 sob uma nova roupagem. Juntas, as faixas funcionam como movimentos complementares, reforçando a ideia de continuidade e pensamento composicional que atravessa todo o EP.

Jéssica comenta sobre as outras faixas do EP de estreia de sua nova banda:

“Moonlace é a mais moderna e mais direta ao ponto, ela flerta muito mais com um público que gosta de bandas mais atuais com refrão melódico e um break pesado.”

“Sunflare é mais introspectiva, uma vibe mais reflexiva e contemplativa, flerta bem com músicas instrumentais de guitarristas clássicos. Praticamente, a música toda tem uma linha melódica solada, que conta uma história.”

“Sweetchasm, Pt. 2 é o tipo de música que o público mais esperava de Jéssica já que até o momento todos os seus trabalhos envolviam metal mais pesado. É uma música thrash metal com uma estrutura semelhante a músicas com vocal, com bastante riff e apenas um solo em um momento específico.”

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