Alfahanne – Pehr Skjoldhammer, Fredrik Sööberg, Niklas Åström e Jimmy Wiberg

O Alfahanne toca rock alfapocalítico, ponto final. O esquadrão sueco, vindo de Eskilstuna, que também é a cidade de Niklas Kvarforth, do Shining, desenvolveu uma mistura exclusiva de black metal, classic rock, punk e gótico. O resultado? Alfapokalyps. O álbum de estreia do Alfahanne é simplesmente único em sua profundidade e essência obscura. Os integrantes estão envolvidos com o movimento do black metal desde o começo da década de 90, tocando em bandas como Vinterland e Maze of Torment. Mas, hoje, o Alfahanne tem uma identidade sólida, que não pertence a nenhum gênero rotulado: a banda toca música boa. Com convidados importantes, como o sr. Kvarforth em pessoa, Hoest e Vgandr, do poderoso Taake, Alfapokalyps dominou as comunidades rock e metal com ferocidade, e estilo. Ao vivo, o Alfahanne é tão grande quanto soa. Os Maias estavam errados: o Alfahanne previu que 2014 será o ano do alfapocalipse… e eles sabem que estão certos… um caminho, nenhuma saída.

Recentemente, o Alfahanne foi adicionado ao line-up da segunda edição do Blastfest, um dos maiores festivais de metal extremo da Europa, que acontecerá na mágica cidade de Bergen, na Noruega, de 19 a 21 de fevereiro. Para informações sobre as bandas e vendas de ingressos, acompanhe a página do Blastfest no Facebook.

CLICK HERE TO READ THE ENGLISH VERSION

Portal do Inferno: Vamos começar falando sobre o show que vocês fizeram no Inferno Metal Festival. O Alfahanne é uma das três bandas suecas que fizeram parte do line-up deste ano do festival, junto com o Watain e Syn:drom. Como vocês se sentem em fazer parte de um evento de metal tão importante?
Pehr Skjoldhammer (vocalista/guitarrista): Na verdade, nós nunca estivemos na chamada cena de metal extremo que o Inferno representa. Para uma banda que toca, digamos, black metal, Inferno é o melhor lugar para se estar, mas nós não pensamos dessa forma, nós não nos importamos muito sobre os lugares onde tocamos, para nós, tem mais a ver com o show. Nós podemos tocar em um porão por aqui e fazer o show da mesma forma. É claro, achamos ótimos quando fomos chamados para tocar aqui, é uma exposição enorme para nós.
Fredrik Sööberg (guitarrista): Nunca tivemos uma meta de tocar em algum festival específico, mas, é claro, estamos muito felizes que nos chamaram para tocar no Inferno. Nossa meta é tocar em todos os lugares!

P.I.: Quais fatores vocês acham que fizeram os organizadores quererem o Alfahanne no line-up?
Pehr: Para começar, ontem foi a noite da Dark Essence no Blå. Dark Essence é a nossa gravadora e somos uma das bandas mais recente que assinaram com ela; Caso contrário, eu não acho que seríamos chamados para tocar. Agora, nós queremos fazer shows maiores, queremos atingir plateias maiores; mas nós temos que começar em algum lugar.
Fredrik: E não queremos, necessariamente, tocar em festivais de metal. Nós não somos uma banda de metal.
Niklas Åström (baterista): O Alfahanne vai ser como o Abba (risos!).
Pehr: Abba e Alfahanne são as duas únicas bandas que são verdadeiramente suecas! Ambos os nomes começam com A, sabe?

Alfahanne (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Na verdade, o Abba atingiu todo mundo, inclusive fãs de metal. Como vocês se sentiram quando subiram no palco do festival?
Fredrik: Tudo foi muito inspirador, de verdade.
Pehr: Para ser honesto, eu não estava pensando sobre isso quando entrei no palco. Eu pensei “ok, tem muita gente junta aqui na nossa frente e muitas estão tirando fotos”.
Fredrik: Sim, tinha muita gente para nos ver, o que foi muito emocionante, mas teria sido o mesmo se tivesse apenas uma pessoa na plateia. Nós só queríamos tocar.
Pehr: Quando tocamos no nosso estúdio de ensaio, as coisas são quebradas e amassadas o tempo todo. O meu pedestal do microfone está remendado, para você ter uma ideia. Essa é a mesma energia que trazemos para o palco. É meio infantil, sabe, quando você está rodeado dessa vibração o tempo todo você se torna tipo um desses adolescentes que só querem destruir tudo e dizer FODA-SE!
Niklas: É o mesmo quando eu entro no palco com a lata de fogo e começo a gritar. Isso simplesmente acontece.
Pehr: Nada é ensaiado, na verdade. Nós não fazemos tipo: “Oh, Niklas, entre e faça o lance com o fogo e, então, eu entro e digo oi!”… é mais do tipo… tanto faz! Vgandar, do Taake, que foi nosso convidado no show, estava todo preocupado com o tempo e antes de entrar no palco nos fez todos os tipos de perguntas para ter certeza de que nós íamos fazer tudo certo. Mas eu não tinha ideia do que dizer a ele, já que eu não tinha ideia do que nós íamos fazer.

P.I.: A participação dele na verdade pareceu perfeitamente sincronizada. Alfapokalyps, seu álbum de estreia, saiu há seis meses. Os reviews têm sido muito positivos, por unanimidade. Vocês tinham muitas expectativas?
Fredrik: Nós estávamos preparados para duas situações: ninguém ia comprar o álbum e ele seria totalmente esquecido em pouco tempo, ou, a outra situação, que é a que está acontecendo agora e nós estamos muito felizes.
Pehr: Nós achávamos que os fãs de black metal iam realmente odiá-lo, porque não é black metal o suficiente, mas nós dissemos: quem se importa, nós não somos uma banda de black metal mesmo. Muitas pessoas querem nos rotular como uma banda de black metal porque alguns de nós tocamos em bandas de black metal antes de formarmos o Alfahanne. E também por causa dos convidados especiais que tivemos no disco: Vgandr e Hoest, do Taake, e Niklas, do Shining. Nós queremos alcançar o máximo de fãs possíveis com essa mensagem clara: nós não somos uma banda de black metal, nós tocamos música boa.
Fredrik: Nós tocamos a música que todo mundo gosta, mas que ninguém ousa tocar.
Pehr: Eu acho que muitos dos caras do black metal estão ouvindo ao Alfahanne sozinhos, em seus quartos, e dizem “WOW! Essa é a melhor banda do mundo, mas eu não posso falar isso para ninguém porque é muito estiloso!”

P.I.: E falando sobre a criação do Alfapokalyps, quais são os momentos que vocês mais se lembram durante o processo de gravação? Foi um processo longo?
Pehr: Não, não foi, no sentido de que levou muito tempo para finalizá-lo, mas quando começamos, tudo aconteceu muito rápido.
Fredrik: Nós gravamos uma música por noite.
Pehr: Nós só ligávamos o computador e fazíamos o trabalho, mas havia muita coisa envolvida, nós temos essas merdas medievais no nosso “estúdio” que chamamos de “fora de moda”. Eu acho que muitas pessoas dariam risada de nós se soubessem que usamos algumas dessas peças para gravar o álbum. Nik, nosso baterista, pisava no cabo e o computador caía o tempo todo, as coisas quebraram e desapareceram.
Niklas: Eu acho que eu sou o bode expiatório de tudo o que aconteceu, sabe, é sempre o baterista que quebra as coisas…
Pehr: Sim, é sempre o baterista! E, então, eu usava um headphone que eu tinha desde que eu tinha três anos, sabe? Eu acho que se alguém visse onde e como gravamos o Alfapokalyps, eles nunca acreditariam que fizemos daquela forma, em um nível tão baixo. E é engraçado que muitas pessoas que viram nossas fotos com o Hoest e com o Niklas no nosso estúdio, elas acham que nós tínhamos um lugar bacana… é um buraco de lixo! Mas nós gostamos e trabalhar naquele local faz a criação da música ser mais interessante e divertida.

Alfahanne 3
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Mesmo assim, a produção de Alfapokalyps é notável, no sentido de que parece que vocês não passaram muito tempo revisando e mudando a versão original de cada música.
Pehr: Não mesmo. De fato, nós achamos que naqueles estúdios caros uma banda acaba perdendo muito tempo em edição. Mas, uma vez que nós não sabemos como fazer isso, nós apenas gravamos o álbum e trabalhamos para chegar nos níveis certos e, então, só gravávamos a mídia: isso se tornou o Alfapokalyps. Nós todos ouvimos muitos álbuns punks da década de 70, a maioria deles não tem uma boa produção, sabe, é apenas música.
Niklas: Tem tudo a ver com a música, a energia e a vibração.
Pehr: Eu posso ouvir Sex Pistols em uma fita e dizer que essa é a melhor coisa que eu já ouvi! Soa uma bosta, mas você tem algo lá.

P.I.: Falando sobre banda dos anos 70, como você acabou de mencionar, há muita influência delas no álbum, junto com alguns aspectos mais obscuros dos anos 80, como Joy Division.
Pehr: Eu amo Joy Division!

P.I.: Quais outras bandas você acha que mais formaram o som do Alfahanne em termos de influência, não de identidade?
Pehr: Todos na banda têm suas preferências. Minhas maiores influências vêm do Sisters of Mercy, além de Joy Division. Fredrik, Nik e Jimmy têm suas influências. É por isso que Alfapokalyps soa dessa forma, é uma mistura de tudo.
Niklas: Nós não perdemos muito tempo discutindo como uma certa música vai soar. Nós criamos boas músicas sem pensar muito sobre isso. Eu ouço muito pop…

P.I.: Tipo Abba?
Niklas: Ah, sim! Minha forma de tocar bateria não é nada metal.
Pehr: Ele não consegue nem tocar com dois bumbos… Eu também ouço pop e black metal, assim como o Jimmy.

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Jimmy, na verdade, parece que você é o único mais ligado ao black metal.
Jimmy Wiberg (baixista): Sim, mas eu também gosto de qualquer tipo de música boa.
Pehr: Isso basicamente define o Alfahanne.

P.I.: Nós mencionamos Vgandr no começo da entrevista. Ele é um dos três convidados no Alfapokalyps, junto com Hoest, do Taake, e Niklas Kvarforth, do Shining. Como aconteceu de ter os três envolvidos?
Pehr: Com o Niklas tudo foi bem natural, e ele é amigo do Hoest.
Jimmy: Ambos gostaram muito do álbum.
Pehr: Eu lembro a primeira vez que o Vgandr me ligou. Ele estava no Inferno, Niklas também estava lá. Eu vi essa ligação de um número da Noruega e pensei “que porra é essa?”. E ele começou a gritar… eu pensei “que norueguês louco!”. E, então, Hoest estava visitando Eskilstina e se ofereceu para fazer alguns vocais para nós. Ter esses convidados é uma ótima promoção, é como se tivessem nos oferecido um atalho e nós o pegamos! É mais como um truque barato, mas é isso o que o Alfahanne é. Truques baratos e sujos! Uma limosine direto para a lua.

P.I.: Vamos falar sobre a sua cidade natal, então.
Pehr: Eskilstuna é a cidade de uma grande banda sueca, Kent. A cena metal não é muito grande, existem muitas bandas de death metal por ali, mas nenhuma delas é realmente famosa. É uma cidade muito pequena onde tem muita música acontecendo.
Niklas: Cinco anos atrás, mais ou menos, a cena metal era muito maior, agora é basicamente pop. Não há mais uma “cena” na verdade, as pessoas preferem ir a clubes ao invés de ir a shows, ou a discotecas idiotas.

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Vocês considerariam tocar na sua cidade agora?
Pehr: Não, de forma alguma. Não é que a gente odeie a cidade, nós odiamos as pessoas porque eles nos odeiam, eu aposto que é porque “Alfahanne tem exposição agora”… fodam-se!

P.I.: Deveria ser o oposto, eles deveriam mostrar apoio.
Pehr: Mas essa é Eskilstuna, sabe?
Fredrik: Nós sempre dissemos: nós vamos conseguir. E agora que estamos conseguindo, eles nos odeiam!
Pehr: Nós temos uma má reputação na nossa cidade porque fizemos alguns shows que se transformaram em caos… e eles não gostaram, eles não esperavam aquele caos de uma banda de rock, com muita destruição e quebradeira, sabe? Nós quebramos coisas e nunca consertamos. E tinham policiais vindo o tempo todo. Você vê muitas bandas que sobem ao palco e, quando eles terminam, vão beber com os amigos… é isso. Mas nós estamos fora dali! E se nós queremos quebrar coisas nós não precisamos beber, podemos fazer isso sóbrios. Antes do show no Inferno, eu só bebi três cervejas o dia todo, e foi isso! Você não quer saber o que eu faço se beber muito.
Niklas: Ele se torna uma EXPLOSÃO de emoções.
Pehr: Eu moro na floresta, eu não conheço muitas pessoas, então, quando eu saio e bebo um pouco… é como O Médico e o Monstro.

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Alfahanne soa um nome incomum para uma banda de rock.
Pehr: Na Suécia todo mundo entendeu. Nós queríamos um nome que pudesse ser pronunciado em todos os lugares. Eu tenho muitos cães de trenó e sempre tem um macho alfa, na comunidade canina. Então, nós pensamos “hey, nós somos os machos alfa da comunidade do rock, vamos nos chamar Alfahanne”! Nós somos os caras liderando o bando.

P.I.: Vocês claramente se distinguem da massa.
Fredrik: Se você se chama de macho alfa, tem que viver de acordo com isso!
Pehr: Se você checar o significado da palavra na Wikipedia, diz: é o que come primeiro e tem a atenção de todas as fêmeas…
Fredrik: bem a gente…

P.I.: Definitivamente, as pessoas precisam do anúncio de uma turnê do Alfahanne.
Niklas: Eu acho que agora, depois que tocamos no Inferno e mostramos quem somos, as pessoas vão começar a pedir para nos ver, já que elas descobriram que somos bons ao vivo.
Pehr: Nós adoraríamos tocar em Londres, mas parece que é muito difícil ultimamente, e caro. Não precisa ser caro, eu acho…

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: O Inferno foi o seu trampolim, daqui vocês só podem pular cada vez mais alto. Além de Londres, há alguma outra cidade ou país que vocês gostariam de tocar e quebrar tudo?
Pehr: Eu sempre sonhei em tocar na América do Sul. Eu tenho ouvido muitas coisas loucas sobre as plateias de lá, parece ótimo.
Fredrik: China.
Niklas: Japão.
Pehr: Eu acho que queremos tocar em todos os lugares.

P.I.: Alguma mensagem final?
Pehr: O Alfahanne é a melhor banda do mundo!

English version

Alfahanne plays alfapocalyptic rock, full stop. The Swedish squad, hailing from the city of Eskilstuna which is also the hometown of Niklas Kvarforth from Shining, has developed an exclusive blend of black metal, classic rock, punk and goth. The results? Alfapokalyps. Alfahanne’s debut album is simply unique it its deepest, dark essence. The members have been into the black metal movement since the early 90´s playing in band like Vinterland and early Maze of Torment. But today Alfahanne is a sole identity, which does belong to any labelled gender: the band play damn good music. With VIP guests of the like of Mr. Kvarforth himself, Hoest and Vgandr from mighty Taake, Alfapokalyps has been taking over the rock and metal communities with vengeance, and in style. Live, Alfahanne are just as grand as they sound. The Mayans were wrong: Alfahanne predict the year 2014 to be the year of the alfapocalypse… and they know they are right… One way in, no way out.

Alfahanne have just been added to the bill of the second edition of Blastfest, one of the most extreme metal festival in Europe which will take place in the magic city of Bergen, Norway from February 19 to February 21. For information on upcoming bands and ticket sales, check Blastfest’s Facebook page.

Portal do Inferno: Let’s start by talking about show you played here at Inferno last night. Alfahanne is one of the three Swedish band in this year’s festival bill, together with Watain and Syn:drom. How do you feel about being part of such an important metal event?
Pehr Skjoldhammer: Actually, we have never been into the so-called extreme metal scene that Inferno represents. For a band playing, let’s say, black metal, Inferno is the best place to be but we do not think that way, we do not care so much about the places we play, for us it’s more about the show. We could play live in the basement over here and we would approach the show in the same way. Of course it’s great that we have been asked to perform here, it’s an enormous exposure for us.
Fredrik Sööberg: It has never been a goal for us to play at a specific festival, but of course we are very happy that they asked us to perform at Inferno. Our goal is to play everywhere!

P.I.: What do you think are the factors that made the organizers keen on having Alfahanne in the bill?
Pehr: To begin with, yesterday it was the Dark Essence’s night at the Blå. Dark Essence is our label and we are one of their latest signed band. Otherwise I do not think we would have ever been asked to play. Right now, we want to do bigger gigs, we want to reach larger crowd; but we had to start somewhere.
Fredrik: And we do not want to necessarily play at metal festivals. We are not a metal band.
Niklas Åström: Alfahanne are going to be the same as Abba (laughs!)
Pehr: Abba and Alfahanne are the only two bands that are truly Swedish! Both names starts with the letter A you know?

Alfahanne (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne (foto: Fabiola Santini)

P.I.: As a matter of fact Abba made it to reach everyone, including metal fans. How did you feel when you hit the stage last night?
Fredrik: It was all very inspiring, really.
Pehr: To be honest, I wasn’t thinking about it when I got on stage. I thought ok, there are lot of people gathered in front of us and lots of them are taking pictures.
Fredrik: Yes, there were lot of people for us which was very exhilarating, but it would have been the same if there had been just one person in the audience. We just wanted to play.
Pehr: When we rehearse in our rehearsal place, things get broken and smashed all the time. My mic-stand is taped together just to give you an idea. That is the same energy we bring on stage really. It’s kind of childish you know, when you are surrounded by that vibe all the time you become like one of those teen-ager that only want to destroy everything and say FUCK YOU!
Niklas: It’s the same when I arrive on stage with the fire can and I start screaming. It’s just happens.
Pehr: Nothing is rehearsed really. We do not go like: “ok Niklas, go in and do the thing with the fire and then I come and say hello!”… it’s more like… whatever! Vgandar from Taake, who was our guest on stage last night… he was all about timing and before joining us on stage he was asking all sort of questions to make sure we were going to get it all right. But I had no idea what to say to him as I had no idea about what we were going to do.

P.I.: His appearance actually looked perfectly timed. Alfapokalyps your debut album, has been out for over six months now. The reviews have been very positive, unanimously. Were there a lot of expectations from your side?
Fredrik: We were prepared that it could have gone two ways: nobody would get it and the album was going to be totally forgotten in no time, or the other way around which is what is happening now and we are very happy.
Pehr: We thought that black metal fans were going to really hate it, because it’s not black meal enough but we said: who fucking cares, we are not a black metal band ANYWAY. So many people do want to label us a black metal band because some of us had played in black metal bands before becoming Alfahanne. And also because of the special guests we had in the album: Vgandr and Hoest from Taake and Niklas (Kvarforth) from Shining. We want to reach out as many fans as possible with this clear message: we are not a black metal band, we just play good music.
Fredrik: We play the music that everybody like but nobody dare to play.
Pehr: I think that a lot of the black metal guys are listening to Alfahanne alone, in their bedroom and say “WOW this is the best band in the world but I cannot tell anyone because it’s too cheesy!”

P.I.: And talking about the actual making of Alfapokalyps, what are the moments you recall the most during the recording process? Was it a lengthy one?
Pehr: No, it wasn’t, in the sense that it took a long time to finalise it but when we started, it all went very fast.
Fredrik: We recorded one single song each evening.
Pehr: We just switched the computer on and then we just did it, but there was a lot of fucking up involved, we have this medieval, crappy stuff in our so called “studio” (laughs!) that we call “out of fashion”. I think there would be lot of people laughing at us if they knew that we used certain pieces of equipment to record the album. Nik, our drummer, would trample over the cable and the computer would fall all the time, things got broken and disappeared.
Niklas: I think I am just the scapegoat for all that happened, as you know, it’s always the drummer breaking stuff…
Pehr: Yes, it’s always the drummer! And then I used some headphones that I have had since I was three years old you know? I think if anybody saw where and how we recorded Alfapokalyps, they would never believe we did it that way, so low key. And it’s funny that so many people that saw pictures of us with Hoest and Niklas in our studio, they think we have this fancy place…it’s a garbage hole! But we like it and working in that place makes making music more interesting, and fun.

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Nevertheless, the production of Alfapokalyps is outstanding, in the sense that it feels you did not spend a lot of time in reviewing and changing the original version of each song.
Pehr: Not at all. As a matter of fact, we think that in those expensive studios a band ends up spending too much time in editing. But since we do not know how to do it, we just recorded the album and worked on getting the right levels and then we just burn the CD: this became Alfapokalyps. We all listen to many punk albums from the seventies, most of them don’t have a good production you know, it’s just music.
Niklas: it’s all the about the music, the energy, the vibe.
Pehr: I can listen to some Sex Pistols on a tape player and say that this is the best thing I have ever heard! It sounds like shit but you have something there.

P.I.: Talking about bands from the seventies as you just mentioned, there is lot of this influence about them on the album, together with some darker aspects from the eighties, such as Joey Division.
Pehr: I love Joy Division!

P.I.: What other bands that you think mostly shaped the sound of Alfahanne in terms of influence, not of identity?
Pehr: Everybody in the band have their own thing. My strongest influences come from Sister of Mercy, beside Joy Division. Fredrik, Nik and Jimmy all come with their influences. That’s why Alfapokalyps sounds like it sounds, it’s a mixture of everything.
Niklas: We do not spend a lot of time discussing how a certain song is going to sound. We create good music without thinking too much about it. I listen to pop music a lot…

P.I.: Like Abba?
Niklas: Oh yes! My drumming is not metal at all
Pehr: He cannot even play double bass… I listen to pop music too and to black metal like Jimmy does.

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Jimmy as a matter of fact, you look like you are the one more into it.
Jimmy Wiberg: Yes, but I also do like any kind of good music.
Pehr: this pretty much sums up Alfahanne.

P.I.: We mentioned Vgandr at the beginning of the interview. He is one of the three guests in Alfapokalyps together with Hoest from Taake and Niklas Kvarforth from Shining. How did it happen to have all three of them involved?
Pehr: With Niklas it all happened pretty natural, and he is friend with Hoest.
Jimmy: they both liked the album a lot.
Pehr: I remember when I first got a call from Vgandr. He was at Inferno, Niklas was also there. I just saw this incoming call from a Norwegian number and I thought, what the fuck? And he started screaming… I just thought what a crazy Norwegian dude! And then Hoest was visiting Eskilstuna and he just offered to do some vocals for us. Having these kind of guests is a good promotion, it’s like we were given a short cut and we took it! It’s almost like a cheap trick but this is what Alfahanne is all about. Cheap, dirty tricks! A limo straight to the moon.

P.I.: Let’s talk about your hometown then.
Pehr: Eskilstuna is the hometown of a quite a big Swedish band, Kent. The metal scene is not that big, there are many death metal band around but none of them are really famous. It’s a very small city where there “was” a lot of music going on.
Niklas: Five years ago or so the metal scene was much bigger, now it’s mainly about pop. There is no “scene” anymore really, people prefer to go to club instead of going to shows, or to some silly discos.

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Would you consider playing in your hometown now?
Pehr: No, not at all. It’s not that we hate the town, we hate the people because they hate us, I bet it’s because “Alfahanne has got exposure now”… Fuck them!

P.I.: That should be the other way around, they should show support.
Pehr: But this is Eskilstuna you know?
Fredrik: We always said: we are going to make it and now that we are making it, they hate us!
Pehr: We have a very bad reputation in our hometown because we have done a couple of gigs which turned into chaos… And they did not like it, they did not expect that chaos from a rock band, with so much destruction and smashing you know? We smash things and we never repair them. And there are always cops coming all the time. You see so many bands that go up on stage and when they are done, they go and drink liqueur with their friends… that’s it. But we are OUT THERE! And if we want to smash things we don’t have to drink, we can do it sober. Just before the show last night, I only drank three beers all day, that was it! You do not want to know what I do if I drink too much.
Niklas: He becomes an EXPLOSION of emotions.
Pehr: I live out in the forest, I do not meet many people so when I go out and drink a bit… it’s like Dr. Jekyll and Mr. Hyde.

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Alfahanne sounds an unusual name for a rock band.
Pehr: In Sweden everybody gets it. We were after a name that could be pronounced everywhere. I have many sledge dogs and there is always an alfahanne, in doggy community. So we thought “hey, we are the alfahanne of the rock community, let’s just call ourselves Alfahanne”! We are the ones leading the pack.

P.I.: You clearly distinguish yourselves from the mass.
Fredrik: If you call yourselves Alfahanne, you have to live up to it!
Pehr: If you check the meaning of the word in Wikipedia it says: it’s the one that eats first and gets all the female attention…
Fredrik: pretty much us!

P.I.: People definitely need an Alfahanne tour announced.
Niklas: I think that now, after we played at Inferno and showed who we are, people will start asking to see us, as they have figured out we are good live.
Pehr: We would love to come and play in London, but it seems to be so difficult these days, and expensive. It does not have to be expensive I think…

Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)
Alfahanne no Inferno Metal Festival 2014 (foto: Fabiola Santini)

P.I.: Inferno was your trampoline, from here you can only jump high. Besides London, is there any particular city or country you would like to play live and smash everything?
Pehr: I have always dreamed of playing in South America. I have heard lot of crazy things about the crowds there, it sounds great.
Fredrik: China.
Niklas: Japan.
Pehr: I guess we want to play everywhere.

P.I.: Any parting messages?
Pehr: Alfahanne is the best band in the world!