The Doors

É quase certo que ainda neste ano haverá um tributo ao vivo a Ray Manzarek com a presença dos dois intergrantes sobreviventes do The Doors, conta Robby Krieger à Rolling Stone. “Vamos fazer pelo menos um show para o Ray e ter um grande bota-fora”, diz Krieger. “É ou o começo de algo ou o fim, eu não sei.”

Um sério atrito com o baterista John Densmore surgiu depois que Krieger e Manzarek começaram uma turnê em 2002 com o nome Doors of the 21st Century, levando a um processo judicial a respeito do título, e um outro processo contra Densmore pela recusa dele em assinar uma licença multimilionária para o uso das músicas da banda em campanhas publicitárias. “É o que você faz – se alguém te processa, você processa ele de volta duas vezes mais forte, e espera que ele desiste do processo”, afirma Krieger. “Foi uma ideia muito estúpida. Tínhamos os piores advogados.”

Essa batalha ficou para trás, embora seja o assunto do novo livro de Densmore, The Doors Unhinged. Krieger conta que leu cerca de metade da obra, que às vezes assume um tom raivoso. “Nós provavelmente deveríamos esperar o livro do John morrer”, ele diz. “Foi ele que me colocou no The Doors. O que eu vou fazer? Não posso odiá-lo para sempre. Só gostaria que ele tivesse querido tocar comigo e com o Ray lá atrás, antes de tudo isso ter começado. Foi aí que as coisas ficaram ruins. Estamos conversando sobre isso.”

O memorial com 150 familiares e amigos de Manzarek em Napa, Califórnia, ainda é uma memória vívida, mas Krieger parece relaxado e contente em uma festa nas montanhas de Malibu, realizada para celebrar se o lançamento do livro de fotografia 108 Rock Star Guitars.

“Ele teve uma boa vida”, Krieger continua, lembrando a morte de Manzarek, aos 74 anos, em maio, devido a um câncer. “Para um cara do rock and roll, essa é uma idade bem boa.”

Manzarek e Krieger tinham agendado um show em Orange County, Estados Unidos, no dia 10 de agosto. Ele conta que só ficou sabendo da doença de Manzarek alguns meses atrás. “Eu meio que notei na última turnê que ele estava diminuindo um pouco o ritmo”, revela.

O tecladista era mais velho que o resto da banda, e teve um papel crucial de “professor” para o The Doors, acrescenta Krieger. “Eu acho que a banda precisava daquilo, porque Jim [Morrison] teria ficado maluco. Ray era o contrapeso perfeito para o Jim e o resto de nós.”

Depois que Krieger e Manzarek começaram a tocar juntos novamente há 11 anos, a dupla começou a trabalhar em novas músicas. “Nunca terminamos”, conta o guitarrista. “Trabalhamos em algumas coisas com Ian Astbury. Talvez saia algo disso em algum momento. Eram umas coisas muito boas, na verdade. Não poderíamos chamar de The Doors. Não sabíamos como chamar, e então meio que desistimos.”

Apesar do atrito entre eles, os três integrantes sobreviventes do Doors conseguiram reunir seus trabalhos em estúdio (só que não ao mesmo tempo) para a faixa Breakin’ a Sweat, do Skrillex, e fizeram o mesmo com Tech N9ne (fanático pelo Doors), para uma versão hip-hop de Strange Days, que deve sair em 30 de julho. “Ele realmente gosta do The Doors, por alguma razão. Eu sigo o ritmo. É uma coisa diferente. Mas é música, e é diferente e genuíno.”

À parte qualquer coisa que possa vir a fazer com Densmore no futuro, ele continua a tocar com o Robby Krieger no Jam Kitchen, um grupo na maior parte do tempo instrumental que toca “jazz rock com um toque diferente”.

Krieger também espera ver neste ano novos relançamentos de dois discos que o The Doors lançou logo após a morte de Jim Morrison: Other Voices (1971) e Full Circle (1972). Isso poderia marcar o capítulo final em décadas de relançamentos e de raridades do The Doors colocadas no mercado. “Estamos ficando sem coisas para lançar a essa altura”, Krieger diz, rindo. “Espero que agora que Ray se foi, não demore muito [para o lançamento]. Tem coisas legais nesses discos.”

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