Monsters of Rock – Arena Anhembi – São Paulo/SP

Após 1 ano de pausa o Monsters of Rock volta a São Paulo para comemorar 21 anos desde a sua primeira edição no Brasil. O festival ocupou toda a Arena Anhembi, com algumas das bandas mais importantes da cena musical mundial dividindo o palco entre os dias 25 e 26 de Abril.

Arena Anhembi foi especialmente preparada para receber, não somente um palco de tamanho descomunal, porém ainda assim menor do que de outras edições, mas também recebeu o Galpão do Rock by Mundo Mix. Este é um espaço com expositores de itens do mundo do rock, incluindo acessórios, moda, decoração, vinil entre outras bugigangas. Também era possível encontrar uma variedade considerável de opções para alimentação, apesar do preço um pouco salgado, em alguns casos o valor era muito bem investido.

No primeiro dia do Festival, os portões foram abertos às 10:00 como previsto, porém a fila já estava pra lá de grande. Mesmo com o máximo de empenho em liberar a entrada das pessoas pelas catracas, algumas pessoas alegaram ficar tanto tempo na fila, que perderam a apresentação das duas primeiras bandas, ou seja, mais de 4 horas na fila. Foi possível encontrar pessoas que alegaram ter conseguido passar pelos portões de entrada somente após às 17:00hrs, devido a única fila, para o único portão liberado para entrar na Arena.

Aqueles que se anteciparam, assistiram ao De La Tierra abrir o Monsters de 2015, sendo a única representante, até então, da América Latina desta edição. Andrés Giménez, nos vocais, fez questão de lembrar o público durante toda a apresentação sobre este fato.

Eles subiram ao palco às 12h00 em ponto, o público já se aglomerava próximo ao palco, porém uma legião de pessoas ainda estavam do lado de fora. De La Tierra fez uma apresentação bem coesa e com muita energia e empolgação típica da banda.

Giménez fez questão, também, de agradecer o apoio e o respeito do público, que apesar de não ser muito grande, até aquele momento, vibrou do início ao fim.

Mas o ponto forte da apresentação foi o momento em que tocaram Polícia, dos Titãs, com Andreas Kisses nos vocais. Sem dúvida nenhuma o momento de maior vibração por parte do público.

Setlist:

D.L.T. – Intro
Somos uno
Maldita historia
Polícia (Titãs cover)
San Asesino
Detonar
Chamán de Manaus
Cosmonauta quechua

Em seguida foi a vez dos alemães do Primal Fear subirem ao palco, mas não tão alemães assim, já que agora contam com a presença do sul-africano, radicado no Brasil, Aquiles Priest. O público, a esta altura, já tinha ocupado todas os lugares próximos do palco e começava a ter que se espalhar pelos cantos livres.

A vibração do público com a banda foi instantânea e durou do início ao fim. Parte por ter um “brasileiro” ao palco e parte pois o setlist foi muito bem montado, fazendo com que o público não ficasse parado por muito tempo. Mesmo sobre Sol forte, eles subiram ao palco às 13h05 em ponto, Ralf Scheepers fez uma apresentação impecável, mostrando que mesmo após tantas décadas na ativa, muitas outras ainda estão por vir. Sem dúvida o momento em que o festival começava a tomar forma.

Setlist:

Intro
Final embrace
Nuclear fire
Unbreakable Pt. 2
When death comes knocking
Angel in black
Chainbreaker
Metal is forever
Running in the dust

Após a mudança de equipamentos e ajustes de palco, o Coal Chamber sobe ao palco, sendo a primeira banda a se atrasar, porém com poucos minutos de diferença do horário marcado.

Únicos representantes do chamado New Metal, eles fizeram uma apresentação bem empolgante no palco, porém lá embaixo era possível ver um público um tanto quanto indiferente. Com músicas curtas, fizeram o maior setlist até aquele momento.

Apesar do murmurinho de que eles deveriam ter se apresentado antes do Primal Fear, a banda conseguiu realizar uma apresentação bem energética, porém sem o apoio de boa parte do público que já começava a encher a Arena. Sendo uma das poucas bandas fora da cena do Metal, o Coal Chamber não conseguiu a atenção e vibração de grande parte do público, porém conseguiu ao menos o respeito dos presentes.

Setlist:

Loco
Big truck
I.O.U nothing
Friend
Rowboat
Something told me
Clock
Drove
Not living
Dark days
I
Rivals
Oddity
Sway

Às 15:50, como previsto, sobe ao palco os norte americanos do Rival Sons. Nitidamente a primeira banda ser recebida com uma certa frieza por parte do público. Jay Buchanan, vocalista, deixou claro no inicio que eles estavam no palco para representar o velho e bom Rock & Roll. Porém bastou duas músicas para que o público se entregasse ao som dos californianos. Com um Rock muito bem tocado e um vocal invejoso, o Rival Sons fez uma apresentação muito bem vista pela maioria e que cativou o público ao longo do tempo, digna de estar ali de fato.

Setlist:

Eletric man
Play the fool
Secret
Pressure and time
Torture
Tell me something
Where I’ve been
Get what’s coming
Open my eyes
Keep on swinging

Após a pausa tradicional para o público poder comer, usar o banheiro ou apenas descansar enquanto o palco é ajustado para a próxima banda, era possível ver em alguns poucos lugares, um público ainda mais juvenil tentando se aproximar do palco. Eram os fãs da banda norte americana Black Veil Brides, que aquela altura disputavam lugares com os fãs do Motörhead (estes que sem dúvida eram a grande maioria).

Uma apreensão tomou conta da Arena, pois já havia se passado 10 minutos do horário para o Black Veil Brides subirem ao palco, mas até então nenhum sinal da banda, mesmo assim era possível ver alguns integrantes da banda nos fundos do palco. Após 15 minutos de espera, a banda sobe ao palco com o máximo de energia. Mas já era possível ouvir vaias e muitos dedos do meio apontados para o palco.

As vaias persistiam durante todas as pausas que a banda fazia entre as músicas. Era possível ver o esforço da banda em agradar, porém boa parte do público não se mostrou satisfeita.

Jake Pitts, guitarrista do grupo, foi o primeiro a se incomodar e se descontrolar com a atitude do público. Ele retribuiu os insultos a mesma altura, acompanhado de gestos em que chamava, supostamente, o público para uma briga. Sem seguida o vocalista, Andy Biersack, tentou acalmar os nervos, inclusive pedindo desculpa: “Aos que não estão felizes por estarem aqui, peço desculpas. Ainda assim, nós estamos felizes”, ele disse. Em um dos momentos, parte do público, gritava em coro pelo Motörhead, enquanto Biersack tentava mais uma vez acalmar a situação: “Também gosto de Motörhead, não sei por qual motivo vocês estão gritando comigo…”. Porém a esta altura todos já haviam se descontrolado, tanta a banda no palco, como parte do público insatisfeito seja pelo atraso, que até então nenhuma outra banda havia cometido, ou seja pelo estilo musical da banda, que nem de longe se equiparava as três próximas bandas que estariam por vir.

Em determinado momento todos os integrantes abandonaram o palco, enquanto o público continuava com as vaias, em disputa com os gritos de uma pequena parcela de fãs da banda que estavam mais próxima do palco. Após 5 minutos fora do palco, o grupo voltou, era perceptível o abatimento, tocaram mais 3 músicas, 2 delas sem nem ao menos fazerem uma pausa considerável entre elas, talvez para não dar margem a mais vaias. Mas aparentemente o Black Veil Brides haviam se dado por vencidos, Andy Biersack pediu desculpas mais uma vez e agradeceu ao público presente, porém enquanto saída do palco ainda foi possível vê-lo chutar para longe um pedestal que estava em seu caminho.

Setlist:

Heart of fire
I am bulletproof
Wretched and divine
Knives and pens
Overture
Shadows die
Fallen angels
In the end

Após este fato inusitado, todos se aglomeravam para assistir ao Motörhead, neste momento a Arena já estava lotada. Porém após 5 minutos antes da hora marcada para a apresentação da banda, que estava marcada para às 18h50, um integrante da produção do festival subiu ao palco para dar um recado nada animador e extremamente preocupante ao público. Lemmy, vocalista do Motörhead, havia passado mal e não estava em condições de se apresentar. No mesmo comunicado, o público foi informado que Phil Campbell, guitarrista e Mikkey Dee, baterista do Motörhead iriam apresentar uma jam com Andreas, Paulo Jr. e Derrick do Sepultura. Em um segundo momento, antes da jam iniciar, a mesma pessoa da produção do festival voltou ao palco e informou que devido ao ocorrido o Judas Priest iria fazer uma apresentação maior.

Talvez está jam só não tenha sido ainda mais inusitada, por conta dos eventos ocorridos na apresentação do Black Veil Brides minutos antes. Era possível ver o descontentamento do público.

Setlist:

Orgasmatron (com Sepultura)
Ace os spades (com Sepultura)
Overkill (com Sepultura)

Após a jam de 3 músicas, foi a vez do Judas Priest subir ao palco, com uma apresentação maior, como vaia sido informado pela produção, levando em consideração que eles subiram ao palco com 10 minutos de antecedência, às 20h30.

Eles fizeram uma apresentação impecável. Rob Halford, vocalista do Judas, mostrou que superou boa parte dos problemas de saúde que veio enfrentando nos últimos tempos, ou que pelo menos naquela apresentação não o estavam incomodando.

A banda fez uma passagem por álbuns clássicos e hits do mais recente, Redeemer of Souls. Aquela altura o público lotava a Arena e vibrava com cada música tocada pelos ingleses. Próximo do fim da apresentação, os público que gritava incessantemente por Painkiller, explodiu em energia quando Scott Travis, baterista da banda, deu início a inconfundível introdução de bateria da música.

Setlist:

Dragonaut
Metal gods
Devil’s child
Victim of changes
Halls of valhalla
Love bites
Turbo lover
Redeemer of souls
Jawbreaker
Breaking the law
Hell bent for leather
The hellion
Electric eye
You’re got another thing comin’
Painkiller
Living after midnight

Às 22h30, a grande atração da noite, Ozzy Osbourne, sobe ao palco. Ozzy não é mais nenhum garoto, mas sem dúvida alguma mostrou que ainda tem muito fôlego e energia para gastar. Ele fez tudo que é esperado em um show digno do seu nome, inclusive utilizando uma mangueira que soltava jatos de espuma, molhando todos que estavam mais próximos do palco.

O setlist não deixou a desejar, com hits da sua carreira solo, claro, porém com clássicos do Black Sabbath, como Iron Man, Warg Pigs e Paranoid. Como se podia esperar, Ozzy foi o ponto alto do primeiro dia do festival. A energia da banda era do tamanho da energia do público, a Arena estava lotada e praticamente todos cantavam os grandes clássicos o mais alto que podiam, tanto aqueles que estavam literalmente esmagados na grade próxima ao palco, como aqueles que preferiram se manter a distância, assistindo dos telões.

Setlist:

Bark at the moon
Mr. Crowley
I don’t know
Fairies wear boots (Black Sabbath cover)
Suicide solution
Road to nowhere
War pigs (Black Sabbath cover)
Shot in the dark
Rat Salad (Black Sabbath cover)
Iron man (Black Sabbath cover)
I don’t want to change the world
Cazy train
Paranoid (Black Sabbath cover)

O primeiro dia do festival terminou de forma gloriosa, apesar de pontos negativos, como a baixa do Lemmy do Motörhead, com as vaias para o Black Veil Brides e da enorme fila tanto para entrar no festival quanto para sair, no geral a maioria das apresentações superaram os pontos ruins.

26/04/2015

O segundo dia do festival, começou bem melhor se comparado ao primeiro dia. Por volta das 13h00 a fila era mínima, porém mesmo assim quem  ainda estivesse nela, a esta altura  já teria perdido a primeira banda.

A abertura do segundo dia ficou por conta dos veteranos do Doctor Pheabes, que pela segunda vez consecutiva participam dos festival. Como no dia anterior, a banda subiu ao palco no horário exato, 12h00, porém tocou para uma Arena ainda um pouco vazia. Eles fizeram uma apresentação bem coesa e direta. O público recebeu com um pouco de frieza a banda, mas o quarteto deu a volta por cima quando convidaram uma dançarina de pole dance para se apresentar no palco, enquanto a banda executava a música intitulada Suzy. Sem dúvida o ponto alto da apresentação da única banda brasileira no festival.

Setlist:

Where do you come from?
Godzilla
Sound
Suzy
Seventy dogs

Levando em consideração a banda que subiria ao palco em seguinda, a dançarina do pole dance foi um ótimo aquecimento. Às 13h05 o quarteto do Steel Panther subiu ao palco para transformá-lo em um verdadeiro circo. A banda mostrou que realmente é divertida ao vivo e que de fato os integrantes conseguem com muita competência, manter um nível de apresentação acima da média, seja pela qualidade sonora ou pela interação direta com o público.

A banda é de fato uma ótima paródia do que acontecia na cena Glam Metal/Hard Rock. Não faltaram adereços e atitude que demonstrasse isso. Em alguns momentos entre uma música e outra, o baixista Lexxi Foxx retocava sua maquiagem enquanto olhava em um espelho, o guitarrista Satchel tentou falar todo tipo de palavras e frases em português com teor sexual e seios, algumas garotas da platéia se empolgaram, como já é de costume na execução da música “17 Girls in a row”, e mostraram os seios com direito a subirem ao palco e continuar a diversão tanto delas, como da banda e da platéia presente.

Destaque para o engraçadíssimo solo de cabelo executado por Lexxi Foxx. Enquanto Michael Starr, vocalista, juntamente com Satchel seguram “ventiladores”, um em cada lado do baixista, enquanto ele executa um solo com os cabelos ao vento, nada mais estranho e original até o momento para o festival.

Setlist:

Pussywhipped
Party like tomorrow is the end of the world
Asian hooker
Eyes of a panther
17 girls in a row
Community property
Party all day (Fuck all night)
Death to all but metal

Mesmo após a diversão ter acabado, ainda era possível ver que boa parte do público continuava empolgada, o próximo a subir ao palco era o sueco Yngwie J. Malmsteen, porém devido a problemas técnicos no enorme paredão de Marshals que estava sendo montado no palco, a animação do público foi diminuindo, após 20 minutos de atraso os problemas foram superados e pode-se comprovar que durante os dois dias de festival ninguém sofreriam tanto quanto o roadie do Malmsteen.

O Maestro mostrou que ainda tem o mesmo fôlego que tinha desde o auge do sucesso com Rising Force. Sempre jogando palhetas para o público, fazendo inúmeros passos de dança e jogando guitarras para o ar enquanto o roadie tinha que se esticar para alcançá-las, não permitindo que se espatifassem ao chão, mesmo após o mesmo roadie ter corrido de um lado para o outro, durantes os 20 minutos de atraso, enquanto tentava corrigir problemas técnicos no paredão de amplificadores.

Como já era de se esperar, solos longos de guitarra, muita música clássica, destruição de uma guitarra ao final do show e o carisma característico do maestro, mesmo sendo perceptível sua irritação inicial com o atraso e os problemas técnicos que persistiram durante algumas músicas. De qualquer forma, uma apresentação impressionante.

Setlist:

Rising force
Speelbound
Black star
Alone in paradise
Purple haze (The Jimi Hendrix Experience cover)
Heaven tonight
Seventh sign
Razor eater
Damnation game
Far beyound the sun

Por volta das 15h50, sobem ao palco os alemães do Unisonic. Provavelmente o momento de maior empolgação por parte do público, até o aquele momento. Parte por conta da extrema qualidade sonora, um Power Metal muito bem executado, porém parte por conta da dupla que encabeça a banda, Kai Hansen na guitarra e Michael Kiske no vocal.

Eles fez uma apresentação perfeita, o carisma e a parceria de Hansen e Kiske juntos no palco continua o mesmo dos tempos de Helloween. Eles conseguiram empolgar o início ao fim, isso sem a necessidade de inúmeros covers de Helloween. Covers que na verdade foram deixados para o final da apresentação. A banda contou com a participação do baixista Tobias “Eggi” Exel, do Edguy.

Setlist:

Venite 2.0
For the kingdom
Exceptional
Star rider
Your time has come
When the deed is done
King for a day
Throne of the dawn
March of time (Hellowwen cover)
I want out (Helloween cover)
Unisonic

Em seguida foi a vez do rolo compressor, Accept subiu ao palco por volta das 17h20. Essa foi sem dúvida a apresentação mais “direta” do festival, sem muita firula e nem muito papo. Eles mostraram muito vigor e muita pegada com o típico Heavy Metal alemão. Apesar de terem tocados clássicos do passado, o setlist estava recheado de material relativamente novo, o que não foi em nada decepcionante para os fãs que se apertavam para chegar mais próximo do palco. Mark Tornillo mostrou ter muita personalidade qualidade vocal ao vivo, o que todos ali já esperavam.

Apesar de contar com dois integrantes bem recente na formação, Christopher Williams na bateria e Uwe Lulis na guitarra, o Accept fez uma apresentação digna do peso de seu nome.

Setlist:

Stampede
Stalingrad
London leatherboys
Restless and wild
Final journey
Princess of the dawn
Pandemic
Fast as a shark
Metal heart
Teutonic terror
Balls to the wall

Com dois minutos apenas de atraso, às 18h52 foi iniciada a introdução para o show do Manowar. Paredes de amplificadores já haviam sido levantadas no palco, os americanos entraram tocando com o sol altíssimo como era de se esperar. Sem dúvida um dos shows mais aguardados nos dois dias de festival.

O número de fãs do Manowar na Arena talvez só fosse superado pelo número de fãs de KISS, mesmo assim o público quase por completo vibrou e cantou a plenos pulmões os clássicos do Manowar durante toda a apresentação.

Uma apresentação típica, porém clássica do Manowar. Sem dúvida alguma, a apresentação da banda foi uma das que tiveram maior participação do público durante os dois dias de festival.

Destaques para a participação do guitarrista brasileiro Robertinho do Recife, do famoso discurso por parte do baixista Joey DeMaio na língua do país onde estão tocando e de um setlist repleto de clássicos da banda.

Setlist:

Manowar
Metal daze (Com Robertinho do Recife)
Kill with power
Sign of the hammer
The dawn of battle
Joey DeMaio solo / Sting of the bumblebee
Fallen brothers
Discurso do Joey DeMaio
Warriors of the world united
Kings of metal
Hail and kill
The power
Battle hymn
Black wind, fire and steel
The crown and the ring (lament of the kings)

No mesmo horário do dia anterior, o Judas Priest voltou para fazer uma apresentação que diga-se de passagem foi tão boa quanto a noite anterior, porém sem novidade alguma para aqueles que foram aos dois dias do festival, pois o setlist foi o mesmo. Muito bom para quem já havia visto e queria repetir a dose, melhor ainda para quem ainda não havia visto.

Setlist:

Dragonaut
Metal gods
Devil’s child
Victim of changes
Halls of valhalla
Love bites
Turbo lover
Redeemer of souls
Jawbreaker
Breaking the law
Hell bent for leather
The hellion
Electric eye
You’re got another thing comin’
Painkiller
Living after midnight

Por fim, o KISS subiu ao palco com quase 1 hora de atraso. Mesmo assim eles preparam tudo aquilo que um fã de KISS pode esperar de uma apresentação ao vivo: muitas luzes, fogo, explosões, sangue, Paul Stanley “voando” para a platéia e um setlist repleto de clássicos. Um prato cheio para os fãs da banda, que por mais que já conheçam essa forma teatral, sem se empolgam.

Apesar do perceptível desgaste da voz de Paul Stanley ao longo das músicas, a qualidade sonora não caiu tanto. Gene Simmons por sua vez mostrou que fôlego não é algo que lhe falta.

No geral a apresentação do KISS foi aquela que mais prendeu a atenção do público. Daqueles que estavam próximos ao palco, até aqueles que estavam tão distantes que só conseguir ver os integrantes pelo telão, todos pararam para ver o palco pegar fogo com o quarteto. Sem dúvida um momento de admiração, respeito e ao mesmo tempo de diversão pelo trabalho feito por eles. KISS fechou com muita dignidade os dois dias de festival e abriu a semana, pois após o atraso inicial, o show se arrastou para além de 01h00 da Segunda-Feira.

Setlist:

Detroit rock city
Creatures of the night
Psycho circus
I love it loud
War machine
Do you love me
Deuce
Hell or hallelujah
Calling Dr. Love
Lick it up
Solo do Gene Simmons
God of thunder
Parasite
Love gun
Black diamond
Shout it out loud
I was made for lovin’ you
Rock and roll all nite