Por: (Arte Metal)

Estes ucranianos, inicialmente chamados de Alter Ego, chegam ao seu terceiro full-lenght de cabeça erguida. Afinal a banda, que passou perrengues e encerrou as atividades várias vezes em curtos espaços de tempos, mostra como explorar tudo o que o Black Metal oferece.

Sabe aquele estilo que irá agradar a fãs de nomes que vão desde Darkthrone até Dimmu Borgir? Isso mesmo, a banda consegue transparecer diversos elementos de tais grupos, e ainda adicionar a isso influências de Belphegor e Behemoth, além de mostrar sua própria identidade.

Em meio à riffs intrincados e apocalípticos, além de melodiosos solos, um baixo grave destila linhas próprias, a bateria trabalha viradas incessantes e utiliza com perfeição os bumbos duplos, tudo em um clima sombrio que parece anunciar o fim do mundo. As mudanças bruscas de ritmo são o ponto chave, sendo que os vocais se destacam por seu timbre bem maléfico, além de optar por passagens limpas em alguns refrãos.

A produção atual só colabora para que a sonoridade extrema aqui contida soe atemporal, tendo como destaque faixas como Serpents of the Black Sun, a mística Unbounded Wrath of Venom e Crimson Stronghold. Sem dúvidas, um dos melhores álbuns de Black Metal de 2016.

Balfor - Black Serpent Rising

Nota: 9,0

Tracklist:

  1. Serpents of the Black Sun
  2. Dawn of Savage
  3. Unbounded Wrath of Venom
  4. Heralds of the Fall
  5. Among the Fallen Ones
  6. Wolfbreed
  7. A Vulture’s Spell
  8. Crimson Stronghold

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.