Por: (Arte Metal)

“Hexed” é um álbum aguardado por dois motivos. O primeiro é pelo fato de que há um bom tempo o CHILDREN OF BODOM não emplaca um álbum da qualidade que a banda é capaz, o outro é pelo fato de terem sido quatro anos de aguardo. O segundo motivo é consequência do primeiro motivo, afinal, quatro anos não é tanto tempo hoje em dia, porém quando não se produz tanta coisa interessante, parece que esse período é enorme.

“Hexed” é um álbum de qualidade acima da média, até porque mesmo fazendo alguns discos bem descartáveis, o CHILDREN OF BODOM nunca fez algo ruim. Porém, o novo trabalho talvez seja o que mais chame atenção entre os lançamentos dos últimos dez anos.

A fórmula continua a de sempre. Power Metal no instrumental, com boa dose de melodia, teclados fazendo camas interessantes e que dão pompa à música, dinamismo e ritmos mais frenéticos, tudo tendo os vocais rasgados de ALEXI “WILDCHILD” LAIHO à frente. Aliás, o trabalho de guitarras continua preciso, com solos excelentes, mostrando mais uma vez que o mentor da banda é um dos principais compositores do estilo.

Vale destacar que a sensação é que a banda regressou no tempo e bebeu da própria fonte quando álbuns como “Hate Crew Deathroll” (2003) e “Are You Dead Yet?” (2005) fazia a alegria da galera. Talvez “Hexed” seja ainda mais visceral e enraizado, principalmente pela crueza adotada na produção, o que passa longe de soar amador, mas sim proposital.

Mas, vamos ‘aos porém’. Mesmo com excelentes faixas como Under Grass and Clover, Platitudes and Barren Words (a mais clichê, porém a melhor do disco) e Hexed, a sensação é que logo após a audição é que nós esquecemos do que ouvimos no álbum. Um problema que assola e muito a música atual em geral. A versão nacional ainda traz duas bônus ao vivo e um remixe. Indicado aos fãs.

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Nota: 8,0

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.