Por: (Arte Metal)

Síndrome de Estocolmo é o nome dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor. A síndrome de Estocolmo parte de uma necessidade, inicialmente inconsciente.

Se a definição aí acima foi associada com o que nosso país faz com sua população, o leitor acertou na mosca. Mas, Síndrome de Estocolmo também é o segundo trabalho do Eu Acuso! e tem a difícil missão de superar o debut Liberdade Presumida (2013), que abalou as estruturas da música alternativa.

Mas, se ao menos não supera, consegue atingir a qualidade de seu antecessor e, para parar com as comparações, o novo trabalho traz a banda naturalmente mais redonda, além de uma produção mais bem lapidada. As características próprias estão mantidas, mostrando uma evolução natural.

A mescla de Metal, Hardcore e Hip Hop ainda é o maior foco, mas não dá pra dizer que a banda força isso. Enquanto destila riffs dignos do Thrash Metal, a se utilizam de levadas típicas do Hardcore nova-iorquino e com linhas vocais que parecem vir diretamente das ruas.

Falando em ruas, as temáticas continuam de protesto, indagando e refletindo sobre a nossa sociedade doente de forma muito inteligente. Destaque para as faixas Síndrome, Marcha dos Patifes (refrão poderoso!) e a mais Metal Nações. Banda experiente, som de gente grande…

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Nota: 8,5

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.