Por: (Arte Metal)

Cinco anos na cena e o RASTROS DE ÓDIO tem feito bastante barulho com sua mescla de Hardcore, Metal e Grindcore. Apesar de este ser o primeiro álbum completo, dois EP’s, uma compilação e várias participações em coletâneas têm o nome da banda estampado, sempre marcando território por sua fúria.

A brutalidade, a agressividade e o caos que emanam das músicas do grupo refletem exatamente o que é a fundo esse Brasil doente e mal cuidado. Tanto que as letras refletem exatamente isso, passando desde problemas sociais, pessoais, reflexões realistas e nefastas.

A música consegue mesclar equilibradamente o Hardcore (principalmente na dinâmica), o Death Metal (no clima fúnebre e peso), o Grind (na energia e podridão) e até o Thrash Metal em alguns momentos mais enérgicos. Tudo isso gera certa angústia no ouvinte e faz com que o mais recatado tenha vontade de estar num ‘mosh’ no exato momento em que toca a primeira composição.

A produção natural casa perfeitamente com a proposta e traz mais qualidade para o disco, que tem músicas como a faixa título, “Mundo Podre“, a em inglês “Life Ends In Pain, No Inferno de Dante, Rastros de Ódio” e “Cueste Lo Que Cueste” (em espanhol) como grandes destaques. Menção também para a bela capa, que apesar dos simples traços, é de extremo bom gosto.

Rastros de Ódio

Nota: 8,5

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.