Depois de esperar durante anos por algo que me surpreendesse no Sepultura desde Roots, eis que surge Kairos. Não falo de Roots, porque tem Max nos vocais, mas Against (1998), que foi o álbum para apresentar o novo vocalista, logo após veio Nation (2001), Roorback (2003). Apenas Dante XXI começou a esquentar um pouco a banda, que parecia ter perdido o rumo. Então vem a bomba e Iggor resolve deixar o Sepultura, mas isto não abalou a banda, que precisava mesmo de sangue novo. Jean entra na batera e mostra todo seu potencial em A-Lex, e agora em Kairos, meus amigos, depois de todo o reboliço que a mídia deu da volta do Sepultura original aos palcos, este álbum parece que veio para calar a boca de muitos que um dia ofenderam ou fizeram fofocas da banda.

Ouvi Kairos pela primeira vez e não acreditei, coloquei novamente e já estava batendo cabeça. Andreas, Paulo, Derrick e Jean parecem que colocaram não só suor e dedicação, tem algo a mais. É importante que os Sepulfãs não pensem trata-se de um novo Morbid Visions, Chaos AD ou até mesmo Roots, não é um álbum que reuniu todos em um só. Mas se você conhece Sepultura vai perceber que tem influências de todos os álbuns com solos animais, vocais assustadores, e bateria porrada como o Thrash/Death do Sepultura sempre foi.

Gosto é gosto e cada um tem sua opinião, por isso Kairos não arranca só elogio da minha parte. Com tantos anos de estrada, talvez o Sepultura não precisasse fazer três intros e correr o risco de ir para o lado progressivo, como um Pink Floyd, mas desses caras do Sepultura podemos esperar de tudo.

Kairos veio para marcar sua presença como um dos melhores discos do Sepultura.

Sepultura – Kairos
Kairos – Nuclear Blast – 2011

Tracklist: Sepultura – Kairos

  1. Spectrum
  2. Kairos
  3. Relentless
  4. 2011
  5. Just One Fix (Ministry cover)
  6. Dialog
  7. Mask
  8. 1433
  9. Seethe
  10. Born Strong
  11. Embrace the Storm
  12. 5772
  13. No One Will Stand
  14. Structure Violence (Azzes)
  15. 4648
  16. Firestater (The Prodigy cover) (Deluxe Edition)
  17. Point of No Return (Deluxe Edition)”

** O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Portal do Inferno Webzine ou de seus editores.

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