Trixter – New Audio Machine

Após experimentar o gosto do sucesso no começo da década de 1990, e sucumbir diante da perda de popularidade e espaço do Hard Rock nos anos seguintes, o Trixter está de volta. A banda originária de Paramus, Nova Jersey, que chegou a participar de turnês ao lado do Scorpions e do Kiss, reuniu sua formação clássica, em 2007, para uma série de shows. E não ficou apenas nisso, felizmente. Os caras entraram em estúdio e gravaram seu primeiro álbum de inéditas em 20 anos, New Audio Machine, lançado em abril passado, pela Frontiers Records.
O novo trabalho de Pete Loran (vocais), Steve Brown (guitarra), P. J. Farley (baixo) e Mark ‘Gus’ Scott (bateria) traz o grupo em grande forma, amadurecido e com uma pegada mais pesada que nos registros anteriores. Mas isso não quer dizer que os refrãos, backing vocals, riffs e solos envolventes tenham ficado no passado. Definitivamente, não. Drag Me Down abre o disco de forma acústica, com uma levada blueseira, e depois mergulha em um hard repleto de peso, com um refrão bem grudento.
Na sequência, a dobradinha Get on It e Dirty Love mantém o astral lá em cima, com o vocal de Pete Loran e a guitarra de Steve Brown, o principal compositor da banda, dando as cartas. A oitentista Machine prioriza, no seu início, o trabalho da azeitada cozinha composta pela bateria de ‘Gus’ Scott e o baixo de P. J. Farley, antes de os riffs e solos envolventes da guitarra de Brown, mais uma vez, ganharem destaque.
Sem perder a qualidade, o ritmo desacelera em Live for the Day, a primeira balada do álbum, que traz uma bela interpretação de Loran. Ride e Physical Attraction retomam a velocidade das faixas iniciais, com refrãos e linhas de guitarra contagiantes. Escolhida como primeiro single, Tattoos & Misery acaba se igualando às outras músicas do play, o que faz com que a mesma não tenha tanta força para se destacar entre as demais, como “música de trabalho”.
A bela e segunda balada do material, The Coolest Thing, soa muito bem aos ouvidos, com mais uma performance marcante de Loran. O quarteto volta a pisar no acelerador em Save your Soul. Apesar do refrão pra lá de clichê, trata-se de uma faixa vibrante, que está entre as melhores do disco. Em grande estilo, a tracklist regular chega ao fim com Walk with a Stranger, cover do Skid Row. Heart of Steel, a faixa bônus, é uma versão acústica da música presente no primeiro álbum do Trixter, lançado em 1990.
Eis que New Audio Machine representa um belo recomeço para o Trixter. Sem dúvida, é um dos grandes lançamentos de Hard Rock do ano até aqui. E olhem que eles não têm sido poucos. Um disco com enorme potencial para agradar não só os antigos fãs da banda, mas também para conquistar novos.

Após experimentar o gosto do sucesso no começo da década de 1990, e sucumbir diante da perda de popularidade e espaço do Hard Rock nos anos seguintes, o Trixter está de volta. A banda originária de Paramus, Nova Jersey, que chegou a participar de turnês ao lado do Scorpions e do Kiss, reuniu sua formação clássica, em 2007, para uma série de shows. E não ficou apenas nisso, felizmente. Os caras entraram em estúdio e gravaram seu primeiro álbum de inéditas em 20 anos, New Audio Machine, lançado em abril passado, pela Frontiers Records.

O novo trabalho de Pete Loran (vocais), Steve Brown (guitarra), P. J. Farley (baixo) e Mark ‘Gus’ Scott (bateria) traz o grupo em grande forma, amadurecido e com uma pegada mais pesada que nos registros anteriores. Mas isso não quer dizer que os refrãos, backing vocals, riffs e solos envolventes tenham ficado no passado. Definitivamente, não. Drag Me Down abre o disco de forma acústica, com uma levada blueseira, e depois mergulha em um hard repleto de peso, com um refrão bem grudento.

Na sequência, a dobradinha Get on It e Dirty Love mantém o astral lá em cima, com o vocal de Pete Loran e a guitarra de Steve Brown, o principal compositor da banda, dando as cartas. A oitentista Machine prioriza, no seu início, o trabalho da azeitada cozinha composta pela bateria de ‘Gus’ Scott e o baixo de P. J. Farley, antes de os riffs e solos envolventes da guitarra de Brown, mais uma vez, ganharem destaque.

Sem perder a qualidade, o ritmo desacelera em Live for the Day, a primeira balada do álbum, que traz uma bela interpretação de Loran. Ride e Physical Attraction retomam a velocidade das faixas iniciais, com refrãos e linhas de guitarra contagiantes. Escolhida como primeiro single, Tattoos & Misery acaba se igualando às outras músicas do play, o que faz com que a mesma não tenha tanta força para se destacar entre as demais, como “música de trabalho”.

A bela e segunda balada do material, The Coolest Thing, soa muito bem aos ouvidos, com mais uma performance marcante de Loran. O quarteto volta a pisar no acelerador em Save your Soul. Apesar do refrão pra lá de clichê, trata-se de uma faixa vibrante, que está entre as melhores do disco. Em grande estilo, a tracklist regular chega ao fim com Walk with a Stranger, cover do Skid Row. Heart of Steel, a faixa bônus, é uma versão acústica da música presente no primeiro álbum do Trixter, lançado em 1990.

Eis que New Audio Machine representa um belo recomeço para o Trixter. Sem dúvida, é um dos grandes lançamentos de Hard Rock do ano até aqui. E olhem que eles não têm sido poucos. Um disco com enorme potencial para agradar não só os antigos fãs da banda, mas também para conquistar novos.

Trixter - New Audio Machine

New Audio Machine – Frontiers Records – 2012

Nota: 9,5

Tracklist:

01. Drag Me Down
02. Get on It
03. Dirty Love
04. Machine
05. Live for the Day
06. Ride
07. Physical Attraction
08. Tattoos & Misery
09. The Coolest Thing
10. Save your Soul
11. Walk with a Stranger
12. Heart of Steel

Integrantes:

Pete Loran – Vocais e Guitarra
Steve Brown – Guitarra, Gaita e Backing Cocals
P.J. Farley – Baixo e Backing Vocals
Mark ‘Gus’ Scott – Bateria, Percussão e Backing Vocals

Músicos adicionais:

Glen Burtnik – Guitarra, Baixo, Percussão e Vocais
Pete Evick – Guitarra e Percussão
Eric Ragno – Teclados
Mark Sly – Backing Vocals
Bobby August – Backing Vocals
Angela Marien – Backing Vocals
John ‘J3’ Allen – Backing Vocals

** O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Portal do Inferno Webzine ou de seus editores

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