Sanctuary. Foto: Leandro Pena.

O último domingo de agosto foi reservado para a primeira e única apresentação do Sanctuary no Brasil neste giro pela América do Sul. Com 40 anos de existência, esta se tornava uma ocasião única para assistir o quinteto e sua atual formação.

O local escolhido foi a Burning House, casa que vem recebendo diversos shows recentemente, e com uma localização estratégica (a poucos metros de uma estação de trem / metrô). Logo o espaço ficou lotado, e dessa forma, os membros da formação clássica Lenny Rutledge (guitarra) e Dave Budbill (bateria), seguidos de George Hernandez (baixo), Will Wallner (guitarra) e Joseph Michael (voz), subiram ao palco com dois números do último álbum lançado, “The Year the Sun Died”Arise and Purify e Frozen, respectivamente. Na sequência, após sanar os problemas de retorno, Joseph soltou a voz em Die for my Sins, que em seus acordes iniciais já causou um furor na plateia, até por se tratar de uma canção do debut, “Refuge Denied”, de 1987. Seasons of Destruction veio a seguir, mantendo o nível de empolgação da plateia.

Outro momento que levou ao delírio a audiência foi o baixo de George Hernandez, seguido pelo solo de Lenny Rutledge (que usa duas guitarras Flyng V, uma preta e outra branca, ambas com a logo da banda) anunciando Future Tense, do segundo álbum “Into the Mirror Black”. Aqui, tivemos uma sequência deste álbum, com Taste Revenge, Long Since Dark e Epitaph, com uma performance vocal de Joseph de dar orgulho a Warrel Dane, vocalista original da banda, falecido em 2017.

A sequência seguinte foi mais introspectiva e, de certa forma, viajante, com a bela The Mirror Black e seus coros e refrão cantadas em uníssono pela plateia. Uma surpresa das apresentações aqui na América do Sul, e também neste show, foi o cover de Breathe, do Pink Floyd. Outro cover não tão surpresa, e muito esperado, foi a versão de White Rabbit, gravada originalmente pela banda Jefferson Airplane – neste momento, uma funcionária da casa sobe ao palco com uma garrafa de Jack Daniels, servindo doses de whisky para todos da banda.

Sactuary. Foto: Leandro Pena.

Em seguida, Lenny veio ao microfone, agradeceu aos fãs e dedicou o número seguinte à memória de Warrel: Battle Angels, talvez o maior clássico da banda, cantado a plenos pulmões pela plateia, com Joseph Michael uma vez mais se sobressaindo. O novo single, Not of the Living, primeira gravação de Joseph com a banda, não foi esquecido, assim como The Year the Sun Died, que encerrou a parte regular da apresentação.

Após isso, o som mecânico da casa foi acionado, mas os fãs permaneceram em frente ao palco, aguardando um provável bis. Como esperado, a banda voltou ao palco. Joseph agradeceu aos fãs e dedicou o último número também a Warrel Dane, e dessa forma Soldiers of Steel deu números ao finais ao show.

Para muitos que estavam ali, foi uma espera de quarenta anos para finalmente ver o Sanctuary, que correspondeu à altura, e além de mostrarem profissionalismo no palco, demonstraram simpatia, interagindo com os fãs, posando para fotos e dando autógrafos. Esperemos que, em breve, com um possível novo álbum, a banda retorne.

Set-list
Arise and Purify
Frozen
Die for My Sins
Seasons of Destruction
Veil of Disguise
Future Tense
Taste Revenge
Long Since Dark
Epitaph
The Mirror Black
Breathe – cover: Pink Floyd
White Rabbit – cover: Jefferson Airplane
Battle Angels
Not of the Living
The Year the Sun Died

encore
Soldiers of Steel

GALERIA DE FOTOS

Agradecimentos à Dark Dimensions, JZ Press e Burning House.