Finalizando a passagem da “Borderland Tour 2026” no Brasil (com shows anteriormente em Curitiba e Belo Horizonte), com produção do Bangers Open Air e da Honorsounds, o Amorphis se apresentou no domingo (18) em São Paulo, no Carioca Club.

Antes dos finlandeses subirem ao palco, presenciamos o show da Throw Me to the Wolves, que com sua atual formação (Diogo Nunes – voz, Guilherme Calegari e Fabricio Fernandes – guitarras, Fábio Fulini – baixo, Maycon Phantoms – bateria), divulga o seu primeiro álbum, “Days of Retribution”. Além das canções deste álbum, como a música-título, Chaos, Tartarus e a derradeira Gaia, o quinteto apresentou duas novas canções, que estarão em um futuro lançamento, e foi bem recebido pelo público que já se encontrava na casa – muitos dos presentes, inclusive, trajando camisetas da banda.

Após um intervalo, o Amorphis subiu ao palco. Tendo como base de seu setlist, a banda apresentou seu mais recente álbum, “Borderland”, lançado em 2025. Bones e Light and Shadow já foram apresentadas de cara, bem recebidas pelos presentes, cantando e vibrando desde o início.

Na sequência, Silver Bride. Uma das mais conhecidas do catálogo dos finlandeses – e uma das favoritas dos fãs, com seu solo e refrão marcantes, sendo sucedida por Wrong Direction. Nestes primeiros momentos da apresentação, presenciamos a presença de palco insana do vocalista Tomi Joutsen e do baixista Pyry Hanski (…and Oceans), diferente dos guitarristas Esa Holopainen e Tomi Koivusaari, com uma postura mais discreta no palco. Pyry, aliás, e convidado para esta etapa da turnê, já que o dono da posição, Olli-Pekka Laine não pode viajar à América Latina.

Seguiram com Death of a King, única do “Under the Red Cloud”, que retornara ao setlist da banda. Fog to Fog e The Lantern foram mais duas do mais recente álbum, e entre elas, uma volta no tempo, mais precisamente 1994, revistando “Tales from the Thousand Lakes” com a ótima The Castaway.

The Moon, Sampo e The Smoke vieram na sequência, dos respectivos “Halo”, “Skyforger” e “Eclipse”. “Tales from the Thousand Lakes” foi lembrado mais uma vez, primeiro com o clássico Black Winter Day, com os teclados de Santeri Kallio emulando os sintetizadores utilizados, trazendo uma aura progressiva neste ato. Esta canção teve como intro a parte inicial de Magic and Mayhem, do mesmo álbum, e como outro a versão acústica de My Kantele (infelizmente, o único momento que remeteu ao ótimo “Elegy”).

Dancing Shadow mencionou “Borderland” pela última vez na noite, dando passagem para o tradicional número antes do encore: House of Sleep.

Instantes depois, The Bee, do “Queen of Time”, tirou os últimos gritos da audiência, encerrando assim a grande noite no Carioca Club, e a perna latino-americana da turnê, que passou anteriormente por Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras e México.

Agradecimentos à produção (Honorsound) e Marcos Franke.