O berço do heavy metal é a Inglaterra. Durante as décadas de 70 e 80, a Grã-Bretanha dominou o cenário headbanger e várias bandas, de vários subgêneros, surgiram, fizeram história e influenciaram as gerações seguintes de fãs da música pesada.

Embora, os ingleses não tenham o mesmo protagonismo de antigamente, ainda há uma cena local forte e com grupos muito interessantes.

Da esq à dir: Kirk, James e Hayes.
            Da esq à dir: Kirk, James e Hayes.

Um que merece destaque é o Master Charger. O trio oriundo de Notthingham, faz um som que mistura várias vertentes do heavy metal. Em alguns momentos, lembram o Black Sabbath psicodélico do início da carreira, em outros momentos mostram afinidade com o thrash metal dos anos 80, com riffs que fazem o fã querer bangear. Há outros momentos, em que há um clima bem doom, como o Opeth, por exemplo.

Em agosto de 2020, o Master Charger lançou o seu novo álbum: Origin of Lugubrious. 7 músicas, que somam quase 40 minutos agradáveis de um heavy metal que perambula por várias vertentes.

Para falar sobre a carreira do grupo que existe desde 2006, o Portal do Inferno, conversou com o vocalista e guitarrista John James. Completam o trio: Dave Hayes (baixo) e Jon Kirk (bateria).

Confira:

1)Recentemente lançaram seu quinto álbum de estúdio, Origin of the Lugubrious. O que achou do resultado final e como tem sido o retorno da mídia e do público?

 

Para deixar claro, este é o nosso terceiro álbum de estúdio. O título do álbum quer dizer o início de uma miséria ou escuridão. O início de algo tenebroso que está por vir. Este é o primeiro álbum que gravamos na Stoned Rocka Recordings, que é a ‘irmã’ da Off Yer Rocka Recordings. Até o momento recebemos ótimas críticas tanto da mídia como do público.

 

Em tempo: Master Charger possui 3 álbuns oficiais de estúdio que são: Unity in Black (2011), Eronding Empires (2016) e Origin OF the Lugubrious (2020). No entanto, a banda possui dois álbuns de estúdios considerados não-oficiais: Soutbound n’ Superchargerd e Live at Unit 5 (ambos de 2009).

 

2)Desde o início, o Master Charger mostra influências de doom metal. Como é a cena britânica para bandas deste estilo?

A cena para Doom, Stoner  e Sludge Metal britânica é muito viva e saudável. A cada ano que passa surge ótimas bandas destes estilos.

 

3)Quais são as suas influências no heavy metal e quando começou a pensar em ter uma banda?

Aos 14 anos eu comecei de fato a tocar guitarra, pensar seriamente em ser um músico profissional e ter uma banda. Não foi fácil ser um autodidata, mas tocar com outras pessoas me ajudou muito. As minhas principais inspirações são: Black Sabbath, Motorhead, Saint Vitus, Trouble, Kyuss, Deep Purple, Led Zeppelin, Mountain, Cream, Jimi Hendrix e Lynyrd Skynyrd. Entretanto, eu também amo Slayer, Celtic Frost, Venom, Hellhammer e Bathory. Mais tarde eu entrei na cena doom, stoner e sludge também. Eu gosto muito também das bandas de death metal da década de 90, principalmente a cena escandinava.  Eu amo aquela ambientação e sonoridade crua. Menciono também que gosto punk rock/hardcore como Discharge, The Dead Kennedy e Stranglers.

 

4) Você conhece alguma banda brasileira? Há planos de um dia tocar no Brasil?

Do Brasil eu gosto muito de Son of a Witch. Quanto a tocar no Brasil, seria algo incrível, mas no momento não tem previsão para acontecer. Mas o destino é muito imprevisível e quem sabe no futuro possamos tocar em cidades brasileiras.

 

5) Por fim, se alguém quisesse conhecer Master Charger qual música recomendaria?

Recomendaria todo o nosso último álbum, pois, dá uma ideia geral do que é a banda.

 

Leonardo Cantarelli

Headbanger, jornalista formado, autor de 2 livros e mesatenista!

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