Com mais de uma década de estrada, a banda brasiliense FIM DO MUNDO consolidou sua identidade artística unindo irreverência, crítica social e uma sonoridade híbrida que transita entre o metal, punk e outras vertentes do rock pesado. Em meio a letras provocativas e personagens apocalípticos, o grupo vem conquistando espaço na cena underground com seu álbum “Tarja Preta” e performances marcantes por todo o país. Nesta entrevista exclusiva, a banda relembra sua origem, fala sobre o processo criativo, compartilha experiências nos palcos e comenta sobre os próximos passos — ou pausas — na trajetória do FIM DO MUNDO.
A banda FIM DO MUNDO foi formada em 2012, em meio aos rumores sobre o iminente fim do mundo. Como essa temática influenciou a criação e o direcionamento artístico da banda?
Eduardo “Edsunami”: Quando começamos a ensaiar e compor as músicas no início de 2012 ainda não tínhamos definido o nome da banda, e como na época só se falava sobre esse evento o nosso vocalista sugeriu o nome FIM DO MUNDO, e naquele momento pareceu ser bem interessante e também original, pois apesar de estar em voga não tinha ninguém que falasse sobre o assunto. A partir daí, criamos um codinome relacionado a alguma catástrofe para cada integrante e começamos a escrever letras que falavam sobre a decadência e destruição do mundo atual de forma bem-humorada. Foi assim que surgiram os personagens Johnny Terremoto, Alexaster Ecológico, Recovid Chaos, Edsunami e Renasteróide. Com o tempo, entraram Helenostradamus e, por último, o Baleia Nuclear.
Eduardo “Edsunami” – Baterista
A banda FIM DO MUNDO foi formada em 2012, em meio aos rumores sobre o iminente fim do mundo. Como essa temática influenciou a criação e o direcionamento artístico da banda?
Quando começamos a ensaiar e compor as músicas no início de 2012 ainda não tínhamos definido o nome da banda, e como na época só se falava sobre esse evento o nosso vocalista sugeriu o nome FIM DO MUNDO, e naquele momento pareceu ser bem interessante e também original, pois apesar de estar em voga não tinha ninguém que falasse sobre o assunto. A partir daí, criamos um codinome relacionado a alguma catástrofe para cada integrante e começamos a escrever letras que falavam sobre a decadência e destruição do mundo atual de forma bem-humorada. Foi assim que surgiram os personagens Johnny Terremoto, Alexaster Ecológico, Recovid Chaos, Edsunami e Renasteróide. Com o tempo, entraram Helenostradamus e, por último, o Baleia Nuclear.
O som de vocês transita por diversas tendências musicais, desde o blues até o hardcore. Quais são as principais influências que moldaram a identidade sonora da banda?
Todos nós curtíamos Heavy Metal, Thrash e Death Metal nos anos 80 e 90, mas com o tempo fomos abrindo o leque para outros estilos dentro do rock, como punk, rock clássico dos anos 70, grunge, nu metal, entre outros. Isso criou um verdadeiro caldeirão de influências que nos permitiu compor de forma natural, sem rótulos ou limitações. O resultado foi uma sonoridade original, que sentimos que estava faltando na cena.
O álbum “Tarja Preta” tem recebido destaque na cena underground. Como foi o processo de composição e gravação desse trabalho?
As 11 músicas do “Tarja Preta” foram compostas entre 2012 e 2017, com total liberdade criativa. Gravamos inicialmente em 2017 no estúdio Noise Terror, em São Paulo, mas um acidente causou a perda de todos os arquivos. Só em 2023 conseguimos reiniciar a produção no estúdio Solar Sound, em Brasília, com produção de Eduardo “Edsunami” Faria e Renato Borgatto. O álbum levou um ano e quatro meses para ser finalizado.
Capa do álbum – Tarja Preta
As letras da FIM DO MUNDO abordam críticas sociais e a decadência do mundo contemporâneo. Como vocês escolhem os temas e qual a mensagem que desejam transmitir?
Falamos sobre a decadência e destruição do mundo atual de maneira bem-humorada, abordando questões sociais, ambientais e espirituais. Tudo que afeta o planeta e a sociedade pode virar tema para uma música nossa.
Brasília possui uma cena musical rica e diversificada. Como a cidade e sua cultura influenciam o trabalho de vocês?
Brasília é extremamente diversa culturalmente, reunindo pessoas de todos os cantos do país. Isso influencia diretamente nossas composições, especialmente nas letras, ajudando a moldar essa identidade única que temos na FIM DO MUNDO.
Vocês já participaram de festivais como Brasília Moto Capital, A Rotarock, Carnarock e Crulls, além de turnês com bandas internacionais. Como essas experiências impactaram a trajetória da banda?
Tocar ao vivo é fundamental. Participar desses grandes eventos nos deu visibilidade, experiência de palco e a chance de conviver com bandas de diferentes regiões e estilos. Isso contribui diretamente para a evolução e profissionalismo da banda.
A formação atual conta com Pedro Otávio Jr (vocal), Renato Baleia (guitarra), Alexandre Pedone (baixo) e Eduardo “Edsunami” Faria (bateria). Como a química entre vocês contribui para o processo criativo?
A amizade de longa data e os gostos musicais semelhantes criam um ambiente de liberdade criativa. Não seguimos fórmulas: a música vai se construindo naturalmente, com cada um contribuindo para os arranjos conforme o que a faixa pede.
Fim Do Mundo
A banda também se envolve com a parte gráfica, como capas, flyers e merchandising. Como é esse processo e qual a importância da identidade visual para o FIM DO MUNDO?
A identidade visual é parte essencial do nosso conceito artístico. Ela complementa a mensagem das músicas e reforça nosso tema central, o fim do mundo. Sempre buscamos materiais de qualidade, explorando ao máximo a temática apocalíptica de forma criativa.
Sabemos que todo ciclo tem seus altos e baixos, e que bandas também passam por momentos de reestruturação. Recentemente, surgiram comentários sobre uma possível pausa nas atividades da FIM DO MUNDO. O que vocês podem contar sobre isso? É um hiato definitivo ou apenas um respiro necessário?
Estamos em hiato por tempo indeterminado. Cada integrante tem suas responsabilidades e precisamos resolver questões pessoais. Mas também vamos aproveitar para produzir nosso próximo álbum. Não sabemos se voltaremos aos palcos — talvez sim, talvez tenha sido o fim glorioso de uma história autêntica. O tempo dirá.
Para encerrar, deixem uma mensagem para os fãs e para aqueles que ainda não conhecem o som da FIM DO MUNDO.
Agradecemos a todos pelo apoio ao longo desses 13 anos. A FIM DO MUNDO sempre foi movida por amor à música, amizade e vontade de dizer algo relevante de forma original. Mesmo irreverentes, falamos de assuntos sérios que afetam o planeta e a humanidade. Procurem por FIM DO MUNDO FDM nas plataformas digitais, conheçam nosso som e… fiquem com Jah!