Em 2020, o Schizophrenia lançou o seu primeiro EP, intitulado ‘Voices’. Anteriormente, os belgas haviam lançado um single, em 2019, contendo uma faixa: Perpetual Perdition. Além desta música, ‘Voices’, conta com mais 4 composições e possui quase 20 minutos de Thrash/Death ‘calcado’ nas bandas dos anos 80.

Imagem: divulgação

O grupo originário da Antuérpia se mostra feliz com o retorno do público em relação ao ‘EP’, pois, afirmam, que foi além das expectativas e não imaginavam que teria tanta repercussão.

O quarteto é composto por Ricardo ‘Ricky’ Mandozzi (vocal e baixo), Romeo Promopoulos e Marty Van Kerchkoven nas guitarras e Lorenzo Vissol na bateria.

Rick Mandozzi: um dos fundadores da banda.

Para falar sobre a banda e os projetos para o futuro, o Portal do Inferno, conversou com Mandozzi. O dono das vozes e do instrumento de 4 cordas do Schizophrenia, ainda se mostrou fã do Sepultura e admirador de vários grupos brasileiros.

Confira:

1) O grupo existe desde 2016. Como foi o início do Schizophrenia?

Ricky Mandozzi: “Eu e o Romeo tocávamos juntos em uma outra band de thrash metal. Certa vez nos reunimos e tivemos a ideia de iniciar um novo projeto. Algo mais pesado. Depois, convidados o Marty VK, que já era um grande amigo nosso. Faltava apenas um baterista. O Lorenzo Vissol acabou sendo indicado, por um amigo nosso em comum e finalmente estávamos pronto para começar o Schizophrenia.”

2)Em janeiro de 2020, o Schizhophrenia lançou o primeiro EP. Como foi a recepção do público em relação ao Voices?

Mandozzi: ” Sinceramente, a reação do nosso público foi muito boa e além das nossas expectativas. Nós sabemos que o EP contem músicas pesadas e não esperávamos tantas vendas e tanto público nos nossos shows.”

3)Por conta da pandemia do coronavírus, os festivais europeus foram cancelados. Como está a agenda de shows da banda?

Mandozzi: “O Covid-19 ferrou os planos de muitas bandas. Muitos festivais e grandes shows foram adiados para 2021, com a esperança de que essa situação seja resolvida.

No momento, na Bélgica, podemos fazer shows com um público de no máximo 200 pessoas. Na próxima semana iremos tocar em um show aqui na Bélgica e estamos muito ansiosos, pois, desde março não pudemos estar nos palcos.”

4)Há um plano de lançarem um ‘full-lenght’?

Mandozzi: “Neste momento, temos bastante material e estamos trabalhando em cima disso. Ainda não posso dar detalhes, mas, ressalto que estamos trabalhando no objetivo de lançar o nosso primeiro ‘full-lenght'”.

5)Quando começou a escutar heavy metal e quais as suas influências? E quando começou a cantar e tocar baixo?

Mandozzi: “Eu creio que tinha por volta dos 12 anos quando eu escutei Iron Maiden pela primeira vez e desde então é a minha banda favorita, ao lado de, Judas Priest, Thin Lizzy, dentre outras.

O primeiro instrumento que toquei foi guitarra. Iniciei aos 9 anos. Já o baixo eu comecei quando tinha 18 e minhas principais influências são: Steve Harris (Iron Maiden), Phil Lynott (Thin Lizzy), David Eleffson (Megadeth), Steve Di Giorgio (Testament,Sadus e ex-Death).

Já os meus vocalistas preferidos são: Mille Petrozza (Kreator), Max Cavalera (ex-Sepultura e atual Soulfly), John Tardy (obituary) e claro, Chuck Schuldiner (Death).”

Obs: Ricky tem 28 anos.

6) Por fim, que bandas brasileiras você gosta?

Mandozzi: “O Brasil tem uma cena headbanger muito interessante e com várias bandas boas. Gosto de Sarcófago, Krisiun, Mutilator, Violator, dentre outras.

É necessário citar o Sepultura?”

Leonardo Cantarelli

Headbanger, jornalista formado, autor de 2 livros e mesatenista!

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