Forceps: Confira entrevista com a banda

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  • Post published:7 de abril de 2021

O Brasil é uma escola completa quando se trata de death metal. Da terra de grandes bandas não podemos deixar de citar o Forceps, que já tem sua estrada bem lapidada e inúmeras histórias pra contar. Pedro Hewitt conversou um pouco com a banda a respeito do cenário nacional, postura, música e muito mais. Confira.

Pedro Hewitt – Com 14 anos de banda, a Forceps é uma das bandas de metal em atividade mais antigas do Rio de Janeiro. Como vocês avaliam a cena carioca para o metal. Falem sobre shows, bandas, atividades no cenário.

Doug: A cena metal no Rio de Janeiro desde quando começamos a fazer show, em 2006, sempre foi de altos e baixos. Tiveram épocas muito boas, com vários shows, 4x, 5x por semana, dava pra escolher se tava afim de ouvir um Grind, um Death, um Stoner, um Hardcore, um Hard Rock, tinha de tudo e tudo acessível, bombando de gente. E teve época merda que nem essa que estamos vivendo agora. Acredito que é sempre uma mistura de vários fatores, exposição na mídia, situação social/política do país, situação econômica, etc. Agora talento e arte sempre teve, sempre terá. E as melhores bandas perduram por todos os ciclos, cito como alguns exemplos o LAC, Dark Tower, Velho, Vociferatus, Gutted Souls, Incognosci, Ágona, entre várias outras.

Vocês têm uma visão mais mórbida da natureza humana, o que pode ser visto nas letras, em um aspecto de que o homem é quem causará a própria ruína. Quem escreve as letras e quais são as principais influências no momento de composição?

Doug: Quem escreve sou eu, Doug, e me inspiro em muitas coisas, mas a base eu diria que são duas: filmes e livros de ficção científica, tema pelo qual sou apaixonado, e, o comportamento da humanidade e suas atrocidades de uma forma geral contra si e o planeta (situação que com certeza não está evoluindo), com isso o sentimento humano não evolui na mesma velocidade que a tecnologia. Essa discrepância entre capacidade e comportamento, caso não mude, infelizmente tende a levar a extinção, e isso me inspira a escrever sobre, dentro de um universo futurístico e pós-apocalíptico que eu criei.

Bruno: Desde quando entrei para a banda estudei todas as letras que o Doug compôs, e o que acredito, está em total acordo com o que foi escrito. A espécie humana está se executando na sua própria “extinction”, onde outros humanos tentam destruir uns aos outros para manter a supremacia da espécie. “You kill me, I’ll kill you“. Não acreditamos que o que vivemos hoje em tempos de Covid-19 seja um efeito da natureza. Agredimos muito o planeta e sempre existe uma resposta a uma agressão. O nosso tema é sobre o futuro que nos aguarda, mantendo esse comportamento visceral com nossa própria espécie.

Mesmo com os períodos de inatividade, pelas mudanças de formação, vocês sempre foram uma banda muito ativa com shows por todo o Brasil e tours fora do país. Falem um pouco sobre a importância dos shows para as bandas independentes e como a pandemia do Covid-19 tem afetado os trabalhos da banda.

Doug: Show é a alma da banda. Sempre que possível, fazemos um esforço para tocar e realizar turnês. Mesmo com integrantes morando em cidades e às vezes até estados diferentes. Infelizmente com a pandemia parou tudo, e de certa forma nos reinventamos e aprendemos a trabalhar melhor cada um da sua casa. Produzimos uma live com 4 músicas regravadas por completo, disponíveis no nosso canal do YouTube, e estamos concluindo uma single, que será assim como a Live, a primeira da história da banda. Mas no fundo não vemos a hora de voltar a tocar, reencontrar os amigos e dar um rolé pelo Brasil e pelo mundo com os irmãos death bangers por aí.

É nítido que boa parte dos amantes gostam de valorizar o som feito aqui no Brasil. Para vocês, quais são as principais referências de bandas nacionais?

Thiago Barbosa: Dentre as diversas bandas sensacionais que temos aqui na nossa terra, tem três bandas que nos inspiram absurdamente. O Rebaelliun (principalmente as composições de bateria), o Claustrofobia (o Bruno nosso guitarrista ama os riffs rápidos de cabeça e as notas que eles fazem) e o Krisiun, como um todo musicalmente, mas especialmente pela correria dos caras, as histórias da carreira deles no underground nos motiva a continuar indo em frente e lutando dia a dia.

Falem um pouco sobre as parcerias com a gravadora estadunidense Sevared Records e a brasileira Extreme Sound. Em que elas ajudam na divulgação e crescimento da banda?

Thiago Barbosa: A Sevared Records nos apoiou muito no lançamento do disco “Mastering Extinction” nos Estados Unidos, o Barret (dono do label) nos conhecia através do nosso EP “Humanicide“, que foi lançado pela Ossuary Industries em 2012 nos Estados Unidos, mas o que motivou ele a trabalhar com a gente e fazer a distribuição do “Mastering Extinction” foi a turnê que fizemos lá em 2017.

Essa parceria com ele foi essencial para que a turnê se realizasse, não temos como agradecer mais ao apoio que a Sevared Records nos deu. O caso com a Extreme Sound Records, do nosso amigo Caio, foi muito especial. Nós lançamos o “Mastering Extinction” aqui no Brasil em uma parceria feita por três labels, “Extreme Sound”, “Black Legion” e “Hordes of Demons”, dentre os três, o Caio foi o que mais chegou junto e trabalhou com a gente, ele virou um grande amigo e um grande fã da banda, nos ajudou com a distribuição quase que majoritariamente do disco e quando fizemos a turnê pelo estado de SP, ele nos ajudou tanto na promoção quanto nos contatos em geral para que escolhêssemos os melhores shows. A “Extreme Sound Records” sem dúvidas virou uma grande parceira aqui no BR, parceria essa que pretendemos estender para os lançamentos vindouros.

Quais são os planos da banda? Podemos aguardar um novo álbum em 2021?

Thiago Barbosa: Definitivamente, sim! Estamos trabalhando a todo vapor para concluir as composições do novo disco, em breve vamos trazer mais novidades do andamento do trabalho. Mas estamos muito empolgados com as coisas novas que estamos criando!

Obrigado pela atenção, deixem suas considerações e links para contato.

Thiago Barbosa: Primeiramente, muito obrigado pelo espaço! Estamos muito empolgados para os próximos passos da banda, doidos para compartilhar com vocês as nossas novas criações! Nos sigam nas nossas redes sociais nos links abaixo, divulgaremos todas as novidades por lá. Fiquem seguros, em breve nos vemos na estrada!

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