Madness – Alexandre Guerreiro

Após uma pausa de um ano, a Madness, banda de Death Metal de Piracicaba (SP), retornou aos palcos em 2011. O Portal do Inferno conversou com Alexandre Guerreiro (V) sobre essa pausa, os planos da banda, o Six e muito mais.

Portal do Inferno: Gostaria que você fizesse um breve histórico da banda: quando começou, a escolha do nome, as mudanças de formação, etc.

Alexandre Guerreiro: Primeiramente quero agradecer a oportunidade de estar aqui nesse espaço, divulgando o nosso trabalho a todos. A Madness nasceu em fevereiro de 2006 em Piracicaba quando Felipe Coradini entrou para a banda e começamos a compor juntos: eu – Alexandre (V), Rô Moreira (B) e Felipe Coradini (G), ainda sem batera. Estávamos à procura da formação ideal e a banda mudou de nome e componentes inúmeras vezes, entre guitarristas e bateristas. Mas a Madness nasceu desse encontro entre eu, Rô (B) e Felipe (G). Foi tudo muito elaborado e discutido e decidimos seguir uma linha agressiva com muito peso e técnica, e tudo foi acontecendo naturalmente; a Rô deu o nome à banda, pois era um nome comum, forte e era amplo o suficiente pra abranger os temas das letras. E não tinha banda de Metal no Metal Archives com Madness na época e isso foi fundamental na escolha também.

P.I.: Falando em mudança de formação, como está sendo a adaptação do novo baterista, o Wevelin Corteiro?

A adaptação está sendo positiva e tentamos passar tudo a ele da melhor maneira possível, temos de moldar e trabalhar ele.

No Death Metal a resistência e a velocidade são quesitos que temos de trabalhar forte e ele veio de cirurgia no final do ano, já recuperado com 3 pinos no ombro direito, ele está se saindo bem. O lance é treinar e ensaiar ao máximo para chegar aos resultados, para todos tem de ser assim. A Madness sempre foi uma banda de Death Metal com muita brutalidade e queremos seguir isso, brutalidade, agressividade e peso são marcas da banda.

P.I.: Quais as principais influências da Madness?

As principais influências são Morbid Angel, Cannibal Corpse, Deicide, Malevolent Creation, Korzus, Sepultura (Old), ouvimos todas as vertentes do Death Metal, acompanhamos as bandas nacionais e aprendemos com todos.

P.I.: Como têm sido as críticas em relação às demos “Limbus – The Threat of Six” (2007) e “Fury In Blood” (2008)?

A demo “Limbus – The Threat of Six”, procuram essa demo até hoje, teve grande repercussão em 2007 e alavancou muito a Madness em sua divulgação. Teve uma evolução muito grande de “Limbus – The Threat of Six” para a 2ª demo “Fury In Blood”, que foi lançada pela Sound of Charge Rek na França e simultâneamente pela Genocídio Records; essa evolução gerou muita procura pelo material, principalmente na Europa pelo seu lançamento por lá, e graças à grande divulgação da Madness em seu Myspace, que tem um grande número de visitas até hoje.

P.I.: A banda já teve seu trabalho lançado no exterior, participando de compilações e splits, certo? Como tem sido a repercussão fora do Brasil?

Então, esse é um ponto muito importante. A gente conseguiu divulgar muito a Madness por conta desses lançamentos, todos foram convites e com apenas uma gravação de ensaio conseguimos tudo isso. Foi muito prazeroso participar de compilações e splits e ver o trabalho sendo bem aceito no exterior, somos gratos a todos que acreditaram no nosso potencial. Aproveitando, deixo os lançamentos da Madness nesse período:

– “Limbus – The Threat of Six” – Vampiria Rec’s – Brasil 2007 (Demo)
– “Old Metal Massacre vol. 1” – Destroyer zine – Brasil (Compilação)
– “3-way Split”. Com Madness (BRA), Daggerspawn (SER) e Visceral Carnage (MEX) – Vampiria Rec’s (Split)
– “Slaughtering The Dead” – 1st Grind Compilation From The Grave – 18 bands – Anura Records – Filipinas. Com Madness, Lividity, Carnivore Mind, Bogrit, Ghoretuary, etc. (Compilação)
– “Demonic Onslaugth” – Vol. 01 – Demonmusick and KVLT666 Produktion – 16 bands-Malásia (Compilação)
– “Human Atrocity” – 3 Way Split K7 and CDR – Viceral Vomit – Costa Rica. Com Madness, Impaled Cunts (CR) e Miserable Absence of Harmonyc(ROM) (Split)
– “Tunnel of Death” – Guillotine Productions – 36 bands (Compilação – cd duplo)
– “Fury In Blood” – Demo-Test – Sound of Charge Rek – França 2008 (Demo)
– “Fury In Blood” – Demo-Ensaio – Genocídio Records – Brasil 2008 (Demo)
– “Coleções Extremas vol. 01” – Genocídio Records (Compilação)
– “American Infernal Devastation” – Abbath Metal Productions – 20 bands – América Sul/Central (Compilação)
– Web Split “Fecal Disorder And Gore Chaos” – 22 bands – 2009

P.I.: Qual sua opinião sobre as bandas nacionais de Death Metal? E sobre as bandas da região de Piracicaba?

Eu só tenho elogios e é uma satisfação participar de eventos com bandas de muita qualidade, tem muita banda fudida e somos amigos de todos e buscamos essa união entre todos. A cena é muito forte em todo o Brasil, acredito que é a cena que mais vem evoluindo no Death Metal. Se eu começar a citar nomes aqui vou acabar esquecendo de alguém injustamente e tem muita banda boa, só tenho a agradecer a todos pela amizade e respeito nesses anos juntos com a Madness.

P.I.: Vocês já tiveram oportunidade de tocar em Salvador/BA. Conte como foi a experiência de tocar em uma outra região do país, a receptividade do público e a interação com as bandas.

Foi uma excelente oportunidade, para a gente foi um dia inesquecível. Somos eternamente gratos pela força de Victor e da Escarnium por esses dias.

Me fez lembrar do passado, um público animal. Foi uma destruição aquele evento e ali deu pra ver o poder da divulgação, o público conhecia as músicas. “Essence of the Death” e “Fury in Blood” foram cantadas pelos bangers, isso foi muito legal, você sentir que sua música chegou a eles e que foi bem aceita por lá. Fomos muito bem recebidos por todos, quero aproveitar e enviar uma abraço a todos em nome da Madness e dizer que vamos voltar em breve.

P.I.: Cite um show marcante na carreira da Madness. (Pode citar mais de um.)

Salvador foi o evento de mais expressão. Teve grandes momentos nesses anos, abrindo show para Korzus, Gräfenstein, Torture Squad, em Jundiai com o Claustrofobia; em todos os eventos teve uma história, uma nova amizade, uma motivação para continuar nessa luta que não é fácil.

Mas Salvador foi o melhor dia, nos sentimos honrados de poder participar desse evento. Um forte abraço a todos de Salvador e todos que se deslocaram de outros Estados para esse evento, a todas as bandas, em especial a Victor Elian & Escarnium, a todos que colaboraram para esse “Evisceration Metal Fest”, nosso eterno obrigado a todos.

P.I.: Após um tempo parada, como está sendo o retorno da banda aos palcos?

Passamos um ano parados e mesmo assim continuamos divulgando a Madness em rádios, blogs, sites, não deixando a banda no esquecimento, e abrimos testes para batera. Agora Wevelin assumiu o posto e a nossa preocupação é pegar ritmo e recuperar o fôlego. Planejamos o nosso retorno com uma sequência legal de datas e está sendo muito positivo o retorno aos palcos. Queríamos voltar em nossa cidade (Piracicaba), mas não foi possível. Mas estamos amadurecendo a cada data, e é isso que queremos: voltarmos fortes e preparados para gravar e divulgar o nosso Death Metal a todos.

P.I.: Como andam os preparativos para o debut “In The Valley Of The Suicide”?

Esse período de preparação está sendo muito importante nesse aspecto, tivemos de reformular os sons antigos. Buscamos uma gravação de qualidade, pois os lançamentos que participamos foi uma gravação de ensaio. E buscamos essa qualidade e vimos que músicas como “Essence of The Death”, “Brutality – Virtue Of The Ignorance”, “Fury In Blood”, “In The Valley Of The Suicide”, músicas queridas de todos merecem uma qualidade melhor e pretendemos lançá-las com mais 5 novas faixas que estamos trabalhando forte. Assim que acabarmos esse processo de composição e todos os detalhes que faltam, vamos gravar uma promo e buscar as parcerias para esse lançamento tão esperado por todos.

P.I.: Você, Alexandre, é o responsável pelas letras das músicas. De onde vem a inspiração para as letras e como se dá a composição das músicas?

Eu descobri que adoro escrever, sempre desenhei a vida toda. Mas criei uma habilidade em criar letras e procurei um tema que abrangesse um conteúdo que não tivesse fim, um conteúdo que juntasse vários temas. Eu sempre gostei de paranormalidade e obscuridade, então tive de fazer com que as letras chegassem ao “Madness”, um lance de grande espiritualidade que envolve tentar compreender e estudar, e que levasse à loucura. Uma inspiração do começo de tudo, fora da normalidade,do tempo, dos conceitos que são impostos, que ultrapassasse as fronteiras da vida e exaltasse a “Morte”. Nas letras tudo é refletido na Morte, passando por relatos e diálogos de dupla personalidade consigo mesmo, conflitos e traumas, exorcismo, paranormalidade, pós-morte, assassinatos, vidas passadas, o mal enraizado dentro de cada um de nós.

O tema é bem abrangente e acredito que vou escrever sobre isso por muito tempo, é muito prazeroso ver a maldade, o sarcasmo, a insanidade nas músicas.

P.I.: E o “Six”, como surgiu?

O “Six” é o nome que dei ao “outro” Alexandre, digamos que todos tem um “Six”. É aquele momento que você sai fora de si, que tem vontade de matar, de cometer todos os crimes, todas as atitudes que não podem “ser feitas”. É a personalidade insana, o lado mau que todos têm. Aquela voz que fica sussurando nos ouvidos para você fazer as maldades.

P.I.: Quais os planos para o futuro da banda?

A Madness busca o crescimento, o amadurecimento, e poder divulgar seu Death Metal a todos. Passamos por muitas dificuldades, altos e baixos que nos atrapalharam nessa busca dos objetivos. Mas estamos fortes e o maior objetivo é o Full-length, e tocar muito. Divulgar nosso trabalho ao máximo, mostrar que somos uma banda que rala muito e tem um trabalho sério e promissor.

P.I.: Muito obrigada pela entrevista, sucesso para a Madness. O espaço é seu para suas considerações finais.

Eu só tenho a agradecer a essa oportunidade a você (Regina) pela força de sempre, e a todos os amigos da Madness que sempre estão com a gente. Somos uma família e curtimos estar juntos, a nossa luta é dificil mas sempre levantamos mais fortes, e agradeço a todos os headbangers que nos apoiam direta e indiretamente, agradeço a todos de coração. A Madness não é só Rô Moreira, Alexandre, Felipe, Wevelin. A Madness é Elcio (100% em todos os eventos), é Baraka, é Thiago, é Regina, é Alison, é Edson, é Victor, são todos vocês. Agradecemos a todos pela amizade, vivemos e crescemos no Metal e o respeito é tudo que levamos e aprendemos muito com todos. Estamos trabalhando forte para esse lançamento oficial e quero adiantar que o título será “In The Valley Of The Suicide”, acredito que logo entramos em estúdio.

Aproveito para fazer um apelo a todos: compareçam aos eventos, apoiem as bandas, só assim poderemos fortalecer e fazer crescer a cena.

Contatos:

– Myspace oficial: http://www.myspace.com/madness.deathmetal
– E-mail e MSN: [email protected]
– Youtube oficial: http://www.youtube.com/Madnessdeathbr
– Link para download da demo “Fury In Blood” (França):
http://www.megaupload.com/?d=CY465ITM

Hail Underground!!
Welcome to the world of Six!!

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