Entregamos para os nossos colaboradores a árdua missão de escolher, entre tantos lançamentos de todos os estilos em 2012, os melhores álbuns em suas opiniões pessoais. Confira abaixo os resultados:

Edi Fortini
Com grande ansiedade, os fãs de todos os tipos de música tiveram muitas boas surpresas durante esse ano. E algumas não tão boas também, obviamente. A escolha de cinco CDs também foi difícil, mas vamos a algumas dessas boas surpresas:

5- III, Crystal Castles
Crystal Castles - Somente neste ano parei para prestar atenção nessa dupla canadense e foi paixão à primeira audição. Passando por elementos da música eletrônica e experimental, é uma daquelas trilhas sonoras para qualquer situação. Lançado em novembro, o III foi uma surpresa agradabilíssima e mostra uma dupla mais coesa, mais estável e que ainda promete muito a nos oferecer.

 

 

 

 

 

4- Get All You Deserve, Steven Wilson

Steven Wilson - Essa menção especial se refere ao fato deste título ter sido lançado em formato audiovisual, assim sendo feito em Blu-ray, DVD e CD. Com gravação do show feito na cidade do México em abril, durante a turnê Grace For Drowning que passou alguns dias depois pelo Brasil, o registro dessa oportunidade era mais do que necessário. Quem esteve presente nos shows certamente fará questão dessa obra-prima do mestre Wilson, e quem não esteve presente, certamente estará após ver o que perdeu.

 

 

 

 

3- An Omen, How to Destroy Angels
How to Destroy Angels - Um EP que nos trouxe uma ótima experiência musical. Obviamente essa é uma frase no estilo “mais do mesmo”, pois tudo o que Trent Reznor toca vira preciosidade. How to Destroy Angels ainda é considerado uma versão do Nine Inch Nails com vocal feminino. Mas quem liga? O importante é sempre ter o Tio Trent por perto! Amém!

 

 

 

 

 

 

2- The Anatomy of Silence, Diary of Dreams

Diary of Dreams - Um CD com versões acústicas de músicas de uma das maiores bandas do estilo eletrônico darkwave. Para quem ainda considera esses dois universos opostos, está ai uma excelente oportunidade para avaliação. Na minha humilde opinião, um dos melhores lançamentos do ano.

 
 
 
 
 
 
 
1- Les Voyages de L’Âme, Alcest
Alcest - O Alcest e o seu estilo denominado por alguns como “shoegaze” tem ganhado cada dia mais adeptos no planeta. Em janeiro, Les Voyages de L’ame era um dos títulos mais esperados. Lá pela segunda ou terceira audição, já tinha a certeza de que esse seria o melhor lançamento do ano. E não mudei de opinião. Desde janeiro, esse CD está sempre presente no meu iPod.
 
 
Fernando Custódio Moreira
5- The New Elite, Master

Master - Este álbum surpreendeu! Há muito tempo não ouvia uma banda old school colocar tanta energia em um disco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4- Outside the Grave, Zombie Cookbook
Zombie Cookbook - Uma revelação do metal nacional, fazendo um som tão batido soar como algo novo, cheio de personalidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3- Te Desejo Todo o Mal do Mundo, Worst
Worst - Ah! Hardcore é Hardcore e Metal é Metal. Os caras do Worst souberam fazer um álbum brutal, insano e que joga na cara a realidade do que acontece com muitos brasileiros por aí.

 

 

 

 

 

 

 

 

2- URD, Borknagar
Borknagar - A volta de ICS Vortex fez com que a banda retomasse a magia esquecida. URD é um dos melhores álbuns do Borknagar.

 

 

 

 

 

 

 

 

1- Utilitarian, Napalm Death
Napalm Death - Grindcore de qualidade! Os caras são os pais do gênero, os pioneiros, e mesmo assim não têm medo de inovar. Utilitarian faz muitos fãs do Napalm Death torcerem o nariz em virtude da inclusão de novos elementos em suas músicas. Acho que podemos esperar da banda algo orquestral no próximo álbum…. brincadeira.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Henrique Pimentel
5- Dark AdrenalineLacuna Coil
Lacuna Coil - Considerei o melhor desde Comalies, tanto na parte musical quanto nas letras. Achei o cover de Losing My Religion, do R.E.M., desnecessário e fraco.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4- Dead End KingsKatatonia
Katatonia - Katatonia é uma outra banda que criou um estilo proprio. Esse disco, apesar de ser distante das obras-primas, não decepciona em nenhum sentido.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3- Les Voyages de l’ÂmeAlcest
Alcest - Alcest criou um estilo muito particular com sua música e esse disco marca bem isso. Fecha muito bem o peso com melodia e letras bem elaboradas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2- Prisioners, The Agonist
The Agonist - Mostra a evolução musical da banda, aprimoramento técnico e bom casamento entre as letras e a música.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1- Ariettes Oubliées…Les Discrets
Les Discrets - Um excelente e refinado trabalho dos franceses. Músicas com uma carga emocional muito grande e belissimas composições.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leonardo Melo

6- Address the Nation, H.E.A.T
H.E.A.T - Mudanças de formação sempre geram desconfiança sobre o futuro de qualquer banda. Ainda mais quando envolve a figura do vocalista, como aconteceu com o H.E.A.T, umas das maiores revelações da cena AOR/Melodic Hard Rock nos últimos anos. Mas o grupo sueco foi extremamente feliz na escolha do substituto para o frontman Kenny Leckremo. Com o novato Erik Grönwall, o grupo lançou em março o ótimo Address the Nation, que mantém a mesma qualidade e o alto astral dos primeiros dois trabalhos. Faixas como Breaking the Silence, Living on the Run (o primeiro single), Heartbreaker e Need Her já nascem como verdadeiros hinos, capazes de animar qualquer festa.

 

5- New Audio Machine, Trixter
Trixter - O quarteto norte-americano da cidade de Paramus, Nova Jersey, experimentou o sucesso no início da década de 1990, pouco antes de cair no ostracismo junto com a queda de popularidade do Hard Rock nos anos seguintes. Em 2007, o Trixter reuniu sua formação original para alguns shows, entrou em estúdio e colocou no mercado em abril o bacana New Audio Machine. O novo álbum traz o grupo em grande forma, amadurecido e com uma pegada mais pesada que nos discos anteriores. A oitentista Machine, Save Your Soul e a bela balada The Coolest Thing aparecem como destaques do play, que ainda traz um cover de Walk with a Stranger, do Skid Row.

 

4- X, The 69 Eyes
The 69 Eyes - Com o sugestivo título X (que representa o número dez em algarismo romano), o décimo álbum da banda finlandesa The 69 Eyes é uma ótima pedida para quem curte os grupos da cena gótica oitentista. Com o timbre do vocalista Jyrki 69 na linha de Andrew Eldritch, do Sisters of Mercy, o novo CD dos “Vampiros de Helsinki” tem uma pegada Hard Rock que pode agradar aos fãs do icônico grupo inglês, em especial, na fase do disco Vision Thing. Músicas como Black, If You Love Me the Morning After, I Love the Darkness in You e, principalmente, I Know What You Did Last Summer valem uma conferida sem medo.

 

 

3- A Different Kind of Truth, Van Halen
Van Halen - A capa de A Different Kind of Truth define bem o aguardadíssimo álbum de retorno do Van Halen, que chegou às lojas em fevereiro. Uma verdadeira locomotiva sonora, repleta de riffs geniais do mestre Eddie, na guitarra, acompanhados pela competente cozinha da banda, agora mais familiar do que nunca, formada pelo filho Wolfgang (baixo) e pelo irmão Alex (bateria). A volta do performático e fanfarrão David Lee Roth à frente dos microfones resgatou o clima festeiro que os fãs das antigas tanto sentiram falta, após a saída do vocalista em meados da década de 1980. You and Your Blues, She’s the Woman, As Is e China Town são alguns dos muitos destaques presentes no mais recente registro desse renovado patrimônio do Hard Rock.

2- Monster, Kiss
Kiss - Monster consolida em estúdio a azeitada formação que o Kiss já vinha apresentando nos palcos desde 2003, com Eric Singer (bateria) e Tommy Thayer (guitarra). Lançado em outubro, três anos após Sonic Boom, o novo álbum foi gravado de modo analógico, que, aliado às composições diretas, sem firulas, conferiu ao registro uma atmosfera setentista como há muito não se via no extenso catálogo da banda. Com o seu 20° disco, o grupo liderado por Gene Simmons (baixo/vocal) e Paul Stanley (vocal/guitarra) entrega aos fãs um trabalho digno, às vésperas de completar quatro décadas de estrada, no próximo ano. All for the Love of Rock & Roll, Outta This World, Wall of Sound e Last Chance são ótimos exemplos.

1- Clockwork Angels, Rush
Rush - Finalmente escolhido para integrar o Rock n’ Roll Hall of Fame, o power-trio canadense Rush é outro belo exemplo de banda que consegue surpreender mesmo após tantos anos no batente. Em Clockwork Angels, o vigésimo álbum da carreira lançado em junho, isso fica bem claro. Geddy Lee (vocal/baixo), Alex Lifeson (guitarras) e Neil Peart (bateria) não economizam seu reconhecido talento e apuro técnico em grandes faixas como The Anarchist, The Wreckers, Headlong Flight e The Garden. Mais uma verdadeira joia para fazer parte da vasta e consistente discografia do grupo, que mantém uma das formações mais longevas não apenas da história do rock, mas da música em geral.

 

 
Renata Santos
5- Bag of Bones, Europe
Europe - Eis que mesmo após três décadas, o Europe ainda consegue surpreender e fazer um álbum de hard rock com muita qualidade. Bag of Bones traz uma faceta, digamos, mais “madura” da banda sueca, mas sem deixar a energia de suas composições de lado. Músicas como Firebox, Bag of Bones, Riches to Rags e Demon Head funcionam muito bem ao vivo, fato comprovado no show que a banda fez em São Paulo, em setembro, e empolga o público tanto quanto os grandes clássicos já registrados pelo Europe.

 

 


4- Firebirth, Gotthard

Gotthard - O suíços do Gotthard deram a volta por cima. Após a morte do vocalista Steve Lee, em 2010, o futuro da banda foi amplamente discutido. O show precisou continuar e o novo vocalista Nic Maeder foi uma agradável surpresa. A banda fez um grande álbum, com seu hard rock característico, com muito ritmo, baladas e riffs poderosos. Pudemos conferir de perto algumas dessas músicas ao vivo, quando a banda passou por aqui para abrir o show do Unisonic, e não decepcionou. Nic imprimiu em cada canção a sua personalidade e, acima de tudo, não tem pretensão de superar e fazer os fãs esquecerem de Steve Lee. Nic faz parte da continuação da história do Gotthard.

 

 

3- Wrecking Ball, Bruce Springsteen
Bruce Springsteen - Springsteen sabe o que faz há mais de 40 anos. E neste álbum, “The Boss” acertou de novo e leva o ouvinte para uma verdadeira viagem musical. As faixas transmitem todos os tipos de sensações: dão vontade de dançar, de cantar como se o amanhã não existisse, levam para um momento mais introspectivo, tem passagens com uma mais pegada folk e, acredite, até música com direito a uma sensação entediante, mas que logo passa. O senhor de Nova Jersey continua mandando muito bem e eu, particularmente, estou ansiosa para ver se as canções de Wrecking Ball funcionarão tão bem ao vivo, no show do Rock in Rio, quando no CD.

 

 

2- Aftermath of the Lowdown, Richie Sambora
Richie Sambora - Os CDs solos de Richie Sambora, guitarrista do Bon Jovi, são grandes confissões particulares. Sambora sempre tira proveito de situações às vezes nem tão boas para compor ótimas músicas. No caso de Aftermath of the Lowdown, ele buscou inspirações em momentos difíceis que enfrentou nos últimos anos, como o falecimento de seu pai, o fim do longo casamento com a atriz Heather Locklear e o vício em álcool e remédios. O resultado foi um álbum extremamente intimista, no qual você percebe que Sambora está contando para cada fã o que passou. Seven Years Gone, na minha humilde opinião, é uma das mais belas composições de Sambora de todos os tempos, e não me refiro apenas a sua carreira solo. Embora os períodos fora da banda sejam necessários, o lugar de Sambora é no Bon Jovi e é pra lá que ele voltou e promete outro grande álbum em 2013 com Jon e companhia.

 

1- Live at River Plate, AC/DC
AC/DC - É uma gravação de 2009, o show foi registrado na Argentina, a capa não é das mais criativas e não tem nenhuma música inédita. Então, por que esse álbum está na lista de melhores do ano? Ora, AC/DC é sempre AC/DC e ao vivo é ainda melhor.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Renato Valença
5- Tragic Idol, Paradise Lost
Paradise Lost - Um álbum bastante competente dos ingleses, seguindo a mesma linha dos dois anteriores, onde a banda vem buscando resgatar um pouco de suas raízes mais pesadas. 

 

 

 

 

 

4- Alpha Noir/Omega White, Moonspell
Moonspell - Após quatro anos, os portugueses voltaram com um inspirado álbum duplo, contando com um mais pesado e outro com uma veia mais gótica. Mais uma vez, as grandes composições do mestre Fernando Ribeiro são o destaque.

 

 

 

 

 

 

 

3- Clockwork Angels, Rush
Rush - Mais um excelente trabalho desse entrosado trio canadense, que já possui mais de 40 anos de estrada e parece não querer parar tão cedo.

 

 

 

 

 

 

 

 

2- Dark Adrenaline, Lacuna Coil
Lacuna Coil - Mantendo a linha do álbum anterior, os italianos não decepcionaram. Dark Adrenaline consolida ainda mais o nome dessa banda que vem crescendo muito no cenário atual. Riffs pesados, refrãos grudentos e a bela voz de Cristina Scabbia são os grandes trunfos do disco.

 

 

 

 

 

 

 

1- Disclosure, The Gathering
The Gathering - Segundo trabalho com a nova vocalista Silje Wergeland, que teve a difícil missão de substituir a incrível Anneke van Giersbergen. E, dessa vez, a banda acertou em cheio. Vocais bem encaixados, músicas longas, e belas passagens instrumentais, numa viagem de muito bom gosto e bem agradável de se ouvir. Um disco espetacular do início ao fim.

 

 
 
 
 
 
 
 
Yuri Murakami 
5- Epicloud, Devin Townsend Project
Devin Towsend Project - Uma das melhores coisas que aconteceram nos últimos anos foi quando Devin Townsend ouviu Anneke Van Giersbergen fazendo uma cover da sensacional Hyperdrive e pensou em chamá-la para cantar em Addicted. E Epicloud nada mais é do que a evolução desse álbum para algo mais épico (desculpem o trocadilho). Temos Devin Townsend mostrando porque é um dos gênios do heavy metal aliado a uma das vocalistas mais carismáticas do mundo.

 

 

 

4- Unisonic, Unisonic
Unisonic - Houve um dia em que Michael Kiske disse que nunca mais tocaria metal. Então houve um dia em que ele cantou em um belo álbum de AOR chamado Place Vendome com os membros do Pink Cream 69. Então eles resolveram montrar outro projeto AOR chamado Unisonic e com Kai Hansen na guitarra. Ou seja, uma das duplas que definiu o heavy metal na década de 80 iria se unir a membros do Pink Cream 69 para lançar um álbum AOR. E então lançaram só um dos melhores álbuns do ano.

 

 

 

3- Les Voyages de L’ÂmeAlcest
Alcest - O terceiro lançamento do Alcest foi, para mim, um daqueles álbuns que te 
pegam de jeito. Quando você vê, está lá rolando em loop eterno. Neige é um excelente compositor (já que aqui ele fez praticamente tudo sozinho), apesar de que para mim, até o momento, nada supera o que ele fez no Amesouers. Mas é capaz de manter alto o nível de suas composições em seus outros projetos facilmente. E aqui ele fez isso.

 

 

 

 

2- The Electric AgeOverkill
Overkill - Se tem uma banda que possui uma discografia sólida é o Overkill. Além de um show extremamente intenso que vale a pena assistir. Mas mesmo tendo uma discografia bacana, em The Electric Age os americanos conseguiram  lançar um dos melhores álbuns de thrash metal dos últimos anos. São 50 minutos de riffs na sua orelha sem frescuras, um petardo de thrash metal atrás do outro como não se vê há tempos nas bandas antigas do estilo.

 

 

 

 

1- Weather SystemsAnathema

Anathema - Anathema é amor e ódio. A mudança de som faz com que muitos fãs antigos virem a cara para a banda (e dois shows cancelados aqui não ajudam em nada). O último lançamento, We’re Here Because We’re Here, fez muita gente bufar de ódio, mas foi um dos álbuns que mais ouvi naquele ano. Só que Weather Systems supera tudo isso. Admito que esse CD são nove tapas na cara, um para cada faixa, desde Untouchable Part I até Internal Landscapes não há um único momento ruim, algo a falar que não gostou ou que não agradou. Mas isso vai gerar uma discórdia que eu sei. Como disse, Anathema é amor e ódio. E mesmo que seja odiado, não há como negar que essa é uma das mais belas capas do ano.

 

 

 

 

 

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