Krisiun: Rockhard comenta sobre novo álbum

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O novo LP do Krisiun, The Great Execution, será lançado em 31 de outubro. E, dessa vez, é realmente um long play com a duração total de mais de 60 minutos (a versão limitada inclui uma faixa bônus e o disco chega a 67 minutos). O álbum, que foi produzido por Andy Classen, traz uma quantidade incomum de metal para o seu dinheiro. E para completar, uma dose extra de diversidade.

Desde o começo de sua carreira, 20 anos atrás, os três irmãos brasileiros têm nos contado que a intenção é misturar seu death metal super rápido e técnico com seções mais cadenciadas, fazendo o estilo ainda mais interessante e diverso. Em seus álbuns anteriores, isso era alcançado com alguns riffs, enquanto o resto do disco batia recordes de velocidade. Claro que isso tudo era executado com um nível técnico altíssimo, alternado com partes cativantes capazes de agradar a quase todos os fãs de death metal (e outros também). Mas isso era um tanto previsível e não muito excitante.

The Great Execution agora realmente eleva o nível, mostrando um número surpreendentemente alto de seções cadenciadas que fazem as erupções de velocidade (obviamente ainda dominante) parecerem ainda mais extremas e brutais. Tem muito mais diversidade, caso contrário, o álbum seria muito extenso e monótono. Mas dessa maneira parece que os músicos finalmente encontraram a mistura ideal: o tempo voou quando a banda recentemente apresentou seu novo trabalho a um grupo seleto de jornalistas em Dortmund, no bar metal Die Burg, com a presença de Andy Classen. Cada rosto ficou coberto com entusiasmo sincero, os três irmãos de aparência sinistra, mas completamente afetuosos, estavam visivelmente orgulhosos de seu trabalho.

“Tivemos a preocupação de que, dessa vez, a composição fosse mais variada – tanto no que diz respeito ao andamento como os arranjos”, Max responde sobre qual a maior diferença entre o novo trabalho e os anteriores. “Ainda somos uma banda que toca rápido, mas alternar a velocidade com cadência definitivamente funcionou nesse disco. Todos os que ouviram dizem o mesmo”.

Mas essa modificação no som não aconteceu por conta de pressão, como Max reforça: “Tudo o que fazemos vem do coração. Essa é a forma como a banda trabalha”.

E é possível ouvir isso imediatamente! Todas as marcas registradas do Krisiun – os riffs característicos de Moyses, o estilo Lombardo/Sandoval de Max e os vocais únicos de Alex – estão onipresentes em The Great Execution. O tremendo senso musical e os altos padrões técnicos do trabalho da banda em geral não influencia a brutalidade de suas músicas. Para ilustrar isso, o trio regravou seu clássico Black Force Domain, que facilmente supera a gravação original.

“Essa é a música que todos querem ouvir sempre. A nova versão prova que ganhamos peso na nossa carreira e nunca perdemos a ligação com nossas raizes“.

Alguém ainda duvida disso, Max? Acho que não”.

 

Redação

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