Por: (Arte Metal)

Sem fazer questão nenhuma de soar atual nos transportando para os anos 80, a banda ÁLCOOL traz todos os clichês daquele tempo. E mais, visual com couro, tarraxas, tênis cano alto e cinto de balas. E o que isso importa? Só tem um lado positivo. O resgate da essência do estilo.

E mais, tudo isso feito por jovens com média de 22 anos, com exceção do baterista Lucas Alcoholic Forces, que foi efetivado depois do lançamento do EP, portanto não o gravou. A importância disso para a cena é enorme, pois mantém uma história. E também, não é regra nenhuma que música tem que ser original, mas sim bem feita.

E o que encontramos aqui é um Speed Metal matador, que não soa forçado e ganha resquícios até do Metal tradicional. Principalmente pelos solos dobrados, lembrando muito a NWOBHM. Porém, a banda prima pela agressividade e velocidade, com vocais vomitados que nos remetem ao Thrash.

Riffs rápidos, bem concisos, com aquele timbre magro típico do estilo dão à tônica do trabalho, que segue com uma cozinha reta, com um baixo de linhas intensas e bateria que dita o ritmo frenético. Impressiona o conhecimento de causa de integrantes que não viveram a época em que o estilo foi moldado, o que prova que a música, que é eterna, serve muito bem de escola.

Nas letras a banda também segue temas comuns e típicos do estilo. Cantando em português, o ÁLCOOL faz ode ao Metal, fala de álcool, provoca as religiões e prega a liberdade. Um trabalho de fácil assimilação pra quem ama Metal e que proporciona um resgate de um som que nunca deve morrer.

Nota: 8,5

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.