Por: (Arte Metal)

Quando NICK HOLMES (PARADISE LOST) entrou na banda sueca BLOODBATH, muitos ficaram eufóricos. Afinal, se tratava de um retorno do músico ao extremismo do Death Metal. E a estreia de ‘Old Nick’ (como ele é creditado na banda) em “Grand Morbid Funeral” (2014) provou que se trata de um dos melhores vocais do estilo.

Em “The Arrow of Satan Is Drawn” não é diferente e a banda segue com seu Death Metal diferenciado, obscuro e com uma leve pegada Death ‘n’ Roll. Peso na medida certa, andamentos não tão velozes e uma leve dose de melodia dão as caras em músicas que carregam o nível da maldade lá em cima.

Blakkheim e Joakim destilam riffs intensos, com a distorção no talo e afinação baixa das guitarras suecas, enquanto as linhas de baixo de Lord Seth dão um auxílio no peso com linhas simples e Axe esmurra sua bateria com viradas diretas, alternando os ritmos entre semi cadenciados e mais dinâmicos.

Old Nick tem um gutural portentoso e diferente. Inteligível, suas linhas nos remetem a algo mais ‘old school’, como se um velhote resolvesse urrar em nossos ouvidos (sem ser pejorativo), impondo respeito às composições. Tudo com arranjos ricos, solos de guitarra esporádicos e uma veia mais direta.

O problema de “The Arrow of Satan Is Drawn” é que ele passa a impressão de as composições terem sido feitas nas coxas. Não, não é ruim, mas passa aquela impressão de bom e nada mais. Pelo nome BLOODBATH e o time que o compõe, é natural que a exigência seja maior. Porém, o disco pode ser ouvido pelos fãs do estilo tranquilamente.

Bloodbath - The Arrow of Satan Is Drawn

Nota: 8,0

Tracklist: 

  1. Fleischmann
  2. Bloodicide
  3. Wayward Samaritan
  4. Levitator
  5. Deader
  6. March of the Crucifiers
  7. Morbid Antichrist
  8. Warhead Ritual
  9. Only the Dead Survive
  10. Chainsaw Lullaby

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.