Por: (Arte Metal)

Poucas bandas chilenas, quase nenhuma, talvez nenhuma mesmo tenha algum destaque dentro do cenário metálico brasileiro. Azar do nosso público, já que da terra dos Andes vêm bandas de diversos estilos (principalmente de Metal extremo) que primam por qualidade dentro do Rock/Metal. Necrosis e Nuclear são grandes exemplos.

Fazendo jus à fama de sua terra, mas fugindo um pouco do lado agressivo, a banda Egregor chega a este seu primeiro disco, Karma, e trilha pelos lados do Prog Metal. Mas, o grupo comandado pela cantora Magdalena Opazo não se restringe somente a isso e mantém seu leque aberto a outras influências.

Falando em Magdalena, como é bom ouvir vocalistas que investem em seu timbre natural, não forçam e encaixam suas linhas com perfeição. Sem exageros, a moça é um dos grandes destaques, sendo que ainda conta com apoio de ‘backings’ masculinos (não mencionados) que ajudam a destacar a cantoria no álbum.

O instrumental traz guitarras corretas que equilibram o peso com a técnica e que não exageram na melodia, dando certa agressividade às músicas. A cozinha dá o ritmo variado das composições, tornando a audição de “Karma” algo prazeroso pelo fato de não soar cansativo.

Incluindo elementos acústicos e típicos dos Andes em seu som, a banda opta por cantar em sua língua pátria (espanhol) e consegue ser ainda mais criativa, além de abrangente. A produção do disco atende a média dos dias de hoje, deixa o som atual, mas não tão pasteurizado como muitos por aí. Disco pra ouvir inteiro, mas se quiser começar por Infexion, Ritual ou Metamorfosis irá ‘gamar’ antes.

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Nota: 8,5

Tracklist:

  1. Shunyata
  2. Inflexion
  3. Karma
  4. Ilumina
  5. Awen
  6. Ritual
  7. Metamorfosis
  8. Mascara
  9. Sideral
  10. La Luz de Oscuros Recuerdos

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.