Amon Amarth – Carioca Club – São Paulo/SP

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  • Post published:24 de março de 2012

Para sorte dos brasileiros, o Amon Amarth incluiu o País na turnê de divulgação do álbum Surtur Rising, lançado em 2011, e, após três anos, eis que os vikings suecos retornaram a estas terras para uma grandiosa celebração musical. Filas dobravam quarteirões e pessoas vindas de várias partes do Brasil não paravam de chegar ao Carioca Club, em São Paulo/SP, no primeiro sábado de outono deste ano.

Às 18h30, com a casa parcialmente cheia, o grupo Ordo Draconis Belli deu início ao espetáculo, no qual guerreiros medievais vestidos à caráter e munidos de escudos e espadas duelavam no palco, com direito até a torcida. Foi uma ótima performance deste grupo que vem ganhando espaço e reconhecimento em eventos e shows temáticos.

Passados uns minutinhos das 19h30, e com o Carioca Club lotado, a intro vinda dos PAs foi a deixa para o que todos estavam aguardando ansiosamente: Fredrik Andersson (bateria), Olavi Mikkonen e Johan Söderberg (guitarras), Ted Lundström (baixo) e o gigante Johan Hegg (vocal) tomaram seus lugares no palco e War of the Gods seguida por Runes to My Memory foram uma bela demonstração do que seria esse show.

Saudando o público e explicando que a demora em começar o show foi para que todos pudessem entrar no local, o vocalista deu continuidade à apresentação com Destroyer of the Universe que, assim como todas as outras músicas, foi cantada e entoada por todos. Infelizmente, o som durante as primeiras canções estava um tanto “embolado”, mas isso não foi capaz de diminuir a empolgação tanto da banda quanto da plateia, que agitava, gritava e pulava sem parar. Johan Hegg mostrou-se bastante simpático e comunicativo, reverenciando o público e agradecendo num português-sueco com “Obrigado, São Paulo!” ou “Obrigado, Brasil!” entre uma música e outra, além de constantemente erguer a mão fazendo “chifrinho”.

Não importou se eram músicas mais antigas, como Death in Fire e Thousand Years of Oppression, do álbum Versus the World, de 2002, ou ainda Victorious March, do primeiro full-lenght da banda, Once Sent From the Golden Hall, de 1998, ou músicas do mais recente trabalho de 2011, todas foram muito bem recebidas pelo público. Várias rodas foram abertas e houve até crowd surfing! Nem mesmo o calor excessivo conseguiu diminuir a energia das pessoas; quem estava nos camarotes podia ver aquela massa humana se movimentando praticamente em sincronia pelo salão. Para recuperar um pouco o fôlego, Under the Northern Star, uma música um pouco mais lenta foi tocada com uma bela luz azulada no palco. Mas o forte da banda são músicas vigorosas e que fazem bangear, como Victorious March, que fechou o show antes do bis.

Após uma pausa, palco escuro com flashes de luzes azuis davam indícios de que Twilight of the Thunder God seria a primeira do bis. Ao término dessa canção, Johan Hegg agradeceu novamente a presença e a participação de todos e falou que como todas as boas coisas, uma hora chega o final e que se o público gritasse bem alto, eles tocariam mais uma música, encerrando essa maravilhosa apresentação com Guardians of Asgaard, tendo dois sentinelas medievais com lanças à frente do palco, junto aos seguranças. Os suecos foram muito aplaudidos e ovacionados e pareciam não querer deixar o palco, mas o fizeram com um enorme sorriso no rosto. Banda e público saíram cansados, suados e muito satisfeitos dessa noite memorável.

Tirando certa desorganização na entrada, o som “embolado” nas primeiras músicas, uma iluminação meio deficiente no palco – algo que pode ter atrapalhado o trabalho dos fotógrafos – e o calor infernal, o show foi excelente. O Amon Amarth demonstrou ser uma banda muito bem entrosada, inclusive nas “coreografias”, com ótimos músicos e um grande frontman (em todos os sentidos), que além de se movimentar bastante pelo palco também possui uma voz potente. A plateia também esteve em perfeita sintonia com a banda, respondendo prontamente a cada “Hey! Hey!” de Hegg, acompanhando as músicas com palmas ou “ôôô” ou mesmo com um inglês macarrônico, pois, como disse o vocalista, “não importa se vocês não sabem a letra, isso é heavy metal”. Resumindo: foi fuckin’ kick ass!

Setlist:

Intro
War of the Gods
Runes to My Memory
Destroyer of the Universe
Live Without Regrets
Thousand Years of Oppression
Pursuit of Vikings
For Victory or Death
The Hero
Valhall Awaits Me
Slaves of Fear
Fate of Norns
Bleed for Ancient Gods
Under the Northern Star
Free Will Sacrifice
Cry of the Black Birds
Death in Fire
Victorious March

Bis

Twilight of the Thunder God
Guardians of Asgaard

Clique aqui para ver todas as fotos deste show!

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