Dois anos após se apresentar no festival SWU, o Linkin Park retornou ao Brasil para quatro shows de divulgação do seu recente álbum, Living Things. A primeira data foi em São Paulo, na Arena Anhembi, e nela os norte-americanos mesclaram o setlist com faixas do último CD e boa parte dos clássicos de seus dois primeiros álbuns, Hybrid Theory (2000) e Meteora (2003). Os álbuns Minutes to Midnight (2007) e A Thousand Suns, embora com menos músicas (e menos sucessos), também foram representados no show.

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Antes deles, o Charlie Brown Jr. foi responsável pela abertura da noite, em um show de uma hora que fez bem o seu papel de aquecer o público, que respondia ao vocalista Chorão aos pedidos de pular, acenar ou gritar o nome da banda. Se referindo aos fãs como a “familia Charlie Brown”, o vocalista agradeceu ao público presente, à produtora que lhes ofereceu a produção completa e ao Linkin Park. Bem recebidos até por vendedores e trabalhadores do evento, os brasileiros deixaram o palco aplaudidos e com a tarefa cumprida.

Pontualmente às 21h, o Linkin Park subiu ao palco, decorado com uma bandeira brasileira, com uma sequência de músicas de seus primeiros álbuns que culminaram em Somewhere I Belong, um dos clássicos que foi cantado com todas as forças pelo público. Das faixas novas, Victimized se destacou pelo peso extra ao vivo que ganhou, e In My Remains, primeira entre as novas músicas a surgir também foi bem recebida. Outro destaque foi o medley com Leave Out All the Rest / Shadow of the Day / Iridescent, inicialmente, apenas com voz e piano de Chester Bennington e finalizado com a banda toda.

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Em alguns momentos da noite, era fácil perceber que Chester estava mais contido, mas não chegou a atrapalhar o show. What I’ve Done e One Step Closer encerraram a primeira parte da apresentação. Após uma pequena pausa, a banda voltou para o bis, que se iniciou com a nova Burn It Down. Apesar de excelente ao vivo, as primeiras notas da música seguinte ofuscaram a canção novata. Com In The End, todas as vozes da arena se levantaram para acompanhar o dueto entre Chester e Mike Shinoda que, como de costume, durante a execução da música, desceu até a plateia e percorreu o corredor entre eles, parando na grade para guiar o coro de fãs.

Após esse grande clássico, Mike voltou correndo ao palco para acompanhar o inicio de Bleed It Out, que viria com outra surpresa, pois, no meio da canção, o Linkin Park emendou com um trecho de Sabotage dos Beastie Boys, fato que vem acontecendo nos shows, em homenagem a Adam Yauch, que faleceu neste ano após muito tempo de luta contra o câncer. Voltando ao show, foi com essa música que a banda encerrou a apresentação.

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Sem arriscar muito e entregando aos fãs os clássicos desejados de forma bem equilibrada com as músicas novas, o Linkin Park fez um show competente. A banda demonstrou o porquê de ainda ser relevante entre as bandas de New Metal que surgiram no início dos anos 2000 e que ainda tem fôlego, e entusiasmados fãs, para se manter assim por um bom tempo.

Setlist Linkin Park:

Tinfoil
Faint
Papercut
Given Up
With You
Somewhere I Belong
In My Remains
New Divide
Victimized
Points of Authority
Lies Greed Misery
Waiting for the End
Breaking the Habit
Leave Out All the Rest / Shadow of the Day / Iridescent
The Catalyst
Lost in the Echo
Numb
What I’ve Done
One Step Closer

Bis:

Burn It Down
In the End
Bleed It Out (com parte de Sabotage do Beastie Boys)

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