Por: (Arte Metal)

Quando uma banda se propõe a investir em tal gênero musical, não basta apenas seguir a cartilha à risca, é sempre bom ousar e impor sua marca. Isso pode não soar como inovador, mas manterá a banda mais longe de comparações o que já são pontos garantidos no placar.

Estes australianos investem na fórmula garantida do Death/Doom Metal e a executam com maestria. Não, a banda não equilibra os dois estilos até porque soam mais extremos, porém quando pende para o lado mais soturno soam autênticos e não perdem a essência.

Ouvindo a primeira faixa, Tenebrae, por exemplo, parece-se estar diante da mais nova sensação do Doom Metal mundial (afinal este é o primeiro disco e a banda foi fundada em 2013) de tão magnífica que é a música que abre o disco. Logo em seguida, Fast Unto the End é uma verdadeira aula de Death Metal mesclando técnica na medida certa e brutalidade.

Dread se mantém assim durante toda sua execução e ainda desfruta de uma produção de primeira que deixa o som atual e gostoso de ouvir. Ainda pode-se destacar composições como A Muse In Requiem (que arranjos!) e Deadened Eyes to the Horizon, duas longas faixas, mas longe de serem cansativas, sendo que a última resume perfeitamente o que é o The Maledict. Muito bom!

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Nota: 9,0

Tracklist:

  1. Tenebrae
  2. Fast unto the End
  3. Frozen
  4. Column of Voracious Souls
  5. A Muse in Requiem
  6. Carrion Art
  7. In the Lips and Hearts
  8. Deadened Eyes to the Horizon

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.