Escarnnia – Ismael Santana

Por: Aline Pavan

Vindo de Palmas/TO, o Escarnnia é, sem dúvida nenhuma, a banda de maior expressão do estado nos últimos anos. Tendo esta ótima visibilidade e receptividade, hoje conversamos um pouco mais com o guitarrista e vocalista Ismael Santana para sabermos um pouco mais sobre os atuais e futuros projetos deste grupo que vem chamando mais atenção a cada dia.

Escarnnia

Primeiramente, muito obrigado pela entrevista. Conte-nos, como surgiu a banda?
Ismael: O grupo surgiu de um desejo já antigo. Desde jovem eu montava uma banda ou outra mas nunca vingava, ai em 2012 conseguimos finalmente a primeira formação, nesse mesmo ano fizemos a nossa primeira apresentação e foi insano superou nossas expectativas, nosso primeiro baterista não pode continuar e somente em 2013 a banda firmou a formação que dura ate hoje, nesse meio tempo fizemos grandes shows ao lado de bandas com Test, Disgrace and Terror, Heia, Megaherts e Worst onde o guitarrista Tiago Hospede nos deu a oportunidade de gravarmos primeiro álbum.

Todos os integrantes são os mesmos desde o início da banda?
Ismael:
Somente o baterista Samuel dos Santos entrou um ano após a formação e continua firme com os mesmos integrantes ate hoje.

Qual foi o momento mais difícil que tiveram que enfrentar com a banda até hoje?
Ismael: Na saída do primeiro baterista tivemos uma grande dificuldade em encontrar o sucessor, após muitas tentativas o próprio irmão do nosso baixista, começou a aprender do zero, ensinei o pouco que sei pra ele e em pouco tempo já estava dominando as baquetas.

Qual foi o show mais marcante?
Ismael: Foi com certeza o que abrimos pra banda Worst, os membros da banda gostaram tanto do nosso som após assistir nosso show que rolou o convite do Tiago Hospede (guitarrista) pra gravarmos em São Paulo no estúdio Lamparina, no mês seguinte gravamos as 10 faixas que preenchem nosso álbum.

Vamos falar um pouco sobre o full length Humanity Isolated. Como de deu o processo de criação do álbum?
Ismael: Os temas sempre retratam assuntos do cotidiano, guerra e os rumos que a religião tomou.

Quem produziu este trabalho? E como foi seu lançamento?
Ismael: Tiago Hospede foi quem gravou e produziu no estúdio Lamparina em São Paulo, tivemos grandes parceiros que contribuíram para a finalização do álbum como a Informusic Express e Classic Metal Records que atribuiu o selo a nosso álbum.

Como vem sendo a receptividade do público e mídia especializada para o mesmo?
Ismael: Está sendo bem satisfatório, recebemos grandes resenhas e uma veio da revista Roadie Crew que nos deu uma nota bem satisfatória, 8,5.

Qual a música deste álbum que a banda sente que o público mais gosta?
Ismael: Com certeza a música Total Death, por ter um clipe e por ser a primeira faixa divulgada como amostra do álbum.

Falando sobre o clipe da música Total Death. Como foi gravar este material e como foi a receptividade do público?
Ismael: Teve uma ótima receptividade, grande trabalho do nosso amigo Adriano Lima da FilmMaker.

Fale um pouco sobre as influências do grupo?
Ismael: A gente sempre busca nas raízes do metal, bandas dos 90 como Obituary, Death, Morbid Angel, Sarcófago, dentre outras.

Como funciona o processo de composição das músicas? Todos participam? Ou um dos integrantes cria tudo e depois repassa aos outros membros?
Ismael: Eu geralmente construo as músicas e já crio a demo, ai mostro pra banda e passando pela aprovação de todos já colocamos em trabalho.

Fale um pouco sobre a cena tocantinense?
Ismael: É uma cena bastante forte sempre vem surgindo bandas novas, em questão de espaço pras bandas tocarem nos últimos tempos teve uma grande diminuída, mas sempre as bandas fazem a união e organizam seus próprios eventos.

E os projetos futuros? O que podemos esperar para este segundo semestre de 2017?
Ismael: Estamos em busca do nosso espaço na cena nacional e mundial, nossa meta é divulgar mais ainda nosso primeiro álbum e organizar nossa primeira turnê.

Muito obrigado novamente pela entrevista. Uma mensagem para pessoas que acompanham o trabalho de vocês?
Ismael: A gente que agradece pela entrevista, e agradecemos também a toda galera que sempre dá aquela força tanto indo aos nossos shows e comprando nossos materiais como também quem sempre acompanha o que rola nas mídias virtuais, obrigadão mesmo.

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