Na última semana, esta coluna publicou uma matéria com os angolanos do Kishi. Visando seguir abordando o heavy metal na África, falaremos agora sobre o Adorned in Ash, da África do Sul. O quarteto oriundo de Pretória, pratica um thrash/death com uma mulher no vocal (Robyn Ferguson, que também é guitarrista). As letras, em geral, abordam problemas sociais, entretanto, a banda assume uma postura deísta e voltada ao cristianismo.

Da esq à dir: Terblanche, Ferguson, Ivey e van Resburg.

Para falar mais sobre o grupo, o Portal do Inferno, conversou com o baterista Mark Ivey. Os outros integrantes são: Marinus Terblanche (baixo e backing vocal) e Leon Van Rensburg (guitarra e backing vocal).

Confira:

1) A banda tem 2 álbuns lançados, The Dead Walk Among Us (2014) e Appocalyptic Violence (2019).Qual o significado deles para a banda e qual é o seu preferido?

Os dois possuem vários significados para a banda e ambos têm a dedicação e perseverança de todos. Entretanto, acredito que o Appocalyptic Violence mostra um amadurecimento nosso, pois seguimos com a mesma formação e nos entendendo cada vez melhor. O primeiro possui um estilo de música que agrada mais aos fãs, enquanto o segundo tem uma produção melhor e um ritmo mais melódico, mas mantendo as nossas raízes extremas.  Entretanto, ambos refletem o nosso pensamento: fé em Deus e a decadência do ser humano.

2) O grupo foi formado em 2008. De lá para cá, já fizeram shows aonde? 

Nós já fizemos mais de 150 shows na África do Sul e tocamos em vários festivais em outras nações da África, como Moçambique e Botsuana, por exemplo. Nós tivemos a benção de poder dividir o palco com grupos renomados como Cannibal Corpse, Belphegor, Kataklysm, Decapited, dentre outras.

3) Como analisa a cena headbanger da África?

De todo o continente, penso que a cena na África do Sul é a maior. Entretanto, a nossa cena aqui ainda é muito pequena. Os melhores lugares para tocar são em Johanesburgo, Pretória (onde vivemos) e Cidade do Cabo.

Na África do Sul temos bons festivais e frequentemente temos grupos internacionais fazendo shows aqui. Infelizmente, a maioria da população não apoia as bandas locais e só vão a shows internacionais. Muitos não querem pagar para ver shows de bandas locais, mas pagam caro para verem bandas estrangeiras quando vem tocar aqui.

Quando estivemos em Moçambique e Botsuana, gostamos muito da cena desses países. Pessoas amigáveis, que conhecem e amam muito o heavy metal.

4) Quais os planos do Adorned in Ash para o futuro?

No momento demos uma pausa nas atividades. Nós tocamos direto durante 12 anos, mas por conta de trabalho, família, mudanças de cidade e questões pessoais, tivemos que dar um tempo na banda. Espero em breve podermos nos reunir novamente e voltar a compor músicas e tocar em festivais.

5)Quando começou a gostar de heavy metal e quando começou a tocar bateria?

Eu cresci ouvindo as bandas de Glam Metal dos anos 80. Eu amo hard rock desde criança. Depois que eu cresci, eu me apeguei mais ao metal extremo (doom, death, black e etc.). Eu também tenho uma ‘queda’ por música gótica e darkwave, que possuem emoções e elementos etéreos.

6) Por fim, você gosta de alguma banda brasileira? Qual?

A resposta mais óbvia é o Sepultura. Eu tenho quase todos os CD’s da época do Max Cavalera. Outra que eu gosto muito é o Antidemon. Confiram!

Outro ponto positivo para mim, é que eu como cristão, adoro o fato do Brasil ter várias bandas cristãs. Isto é maravilhoso.

 

 

Leonardo Cantarelli

Headbanger, jornalista formado, autor de 2 livros e mesatenista!

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