ESPECIAL! 12 bandas de thrash metal underground que você precisa conhecer!

Por: Leonardo Cantarelli e Guilherme Santos

O Thrash Metal foi um dos grandes destaques do Heavy Metal na década de 80. Várias bandas surgiram, fizeram (e fazem) história, influenciando até hoje as novas gerações de headbangers.  Vários grupos surgiram posteriormente, mas a influência musical e o jeito de se vestir seguiram igual aos criadores do estilo. Costumeiramente chamados de ‘old school’.

Entretanto, existiram bandas muito boas, que deixaram um legado, mas que por diferentes motivos, tiveram pouca duração e não lançaram tantos álbuns.

Como existem vários grupos bem qualificados e que merecem ser apreciados, o Portal do Inferno, resolveu fazer uma lista com 12 bandas de thrash. Que não são nem lado A e nem lado B. Lado C e até o Z, caso possível.

Então, aqui não falaremos dos lendários da Bay-Area como Metallica, Megadeth, Slayer e Testament, por exemplo. Esses já são merecidamente cultuados e conhecidos mundialmente.  Nem citaremos Floots and Jetsam, nem Iron Angels, já bastante enaltecidas como grupos alternativos.

Falaremos de Gothic Slam, Defiance, Deathrow e muito mais!

Confira:

Gothic Slam:

Leonardo Cantarelli

O Gothic Slam foi formado em 1984 com o nome de Stryker. Com essa nomenclatura, foi lançado uma demo que levava o nome do grupo, em 1986.  Houve troca de nome, por já haver uma banda homônima existente. Embora fosse um quinteto que praticasse um som que remetia ao thrash da Bay-Area (Los Angeles-San Francisco), a terra-natal é o estado de New Jersey.  Já com o nome em que ficaram conhecidos na cena, foram lançados 2 álbuns.

Daniel Gomez (vocal), Bill Genese e Klaude Ryker  (guitarra), J.T. (baixo) e Dave Chavarri (bateria) gravaram os álbuns: Killer Instinct (1988) e Just a face in the crowd (1989).

Ambos full-lenght contém ótimas músicas, com vocais rasgados, riffs paletados ao estilo ‘old school’, solos de guitarra (distorcidos), baixo e bateria.  A faixa instrumental Stryker, do álbum de estreia, explora bem todo o talento dos músicos, com solos e riffs.

O quinteto estadunidense encerrou as atividades em 1993. As alegações foram que faltou uma gestão empresarial profissional para alavancar o grupo, principalmente em uma época em que existiam muitas bandas de thrash e de outros movimentos como hard e grunge.

A música destaque fica para ‘Who Died and Made you God’, do segundo disco. Uma composição que explica bem o que foi a banda!

Deathrow:

Leonardo Cantarelli

A banda durou entre 1984/94, com algumas idas e vindas. Inicialmente, o nome era Samhain e foram lançadas 3 demos. Em 1986 veio a mudança para Deathrow e até 1992 foram lançados 4 álbuns. São eles: Satan’ s Gift (1986), Riders of Doom (1986), Raging of Steel (1987),Deception Ignored (1989) e Life Beyond (1992).

O grupo é mais um que surgiu na Alemanha e pratica um thrash metal muito similar a seus conterrâneos dos anos 80. É possível notar similaridades em bandas como Kreator e Destruction (no início de suas carreiras) e até umas pitadas de Iron Angel, em músicas que se veem influências do speed metal.

O destaque para o quinteto composto por Milo (vocal e baixo), Sven Flugge (guitarra), Markus Hahn (bateria), Thomas Priebe (1986/87) e posteriormente Uwe Osterlehner (guitarra), fica com a música Behind Closed Eyes, do último disco. Disco este, que mostrava um Deathrow mais maduro e mais agressivo.

Toxik:

Leonardo Cantarelli

O Toxik é mais uma banda que mostrou qualidade no som, mas deixou poucos registros (além da troca várias vezes de integrantes). Entre 1985 e 92, o grupo nova-iorquino, lançou dois álbuns: World Circus (1987) e Think This (1989). A banda fazia um som thrash, mas um vocal bem ao estilo speed e que em algumas ocasiões calcava em um melódico.  O primeiro full-lenght foi cantado por Mike Sanders, enquanto que no segundo quem cedeu a voz foi Charles Sabin. 

Após idas e vindas, a banda retornou às atividades em 2013 e desde então tem lançados demos e EP’s. Atualmente, Ron Iglesias é o vocalista.

A música escolhida foi Social Overload, que pertence ao primeiro disco dos estadunidenses.

Atrophy:

Guilherme Santos

Formada no início de 1986 no Arizona (USA), o Atrophy trazia uma sonoridade extremamente técnica e agressiva, com a temática totalmente voltada para o protesto social, sem perder o lado divertido no estilo Tankard. A banda em seu início tinha o nome Heresy e rapidamente mudou para o nome que a consagrou entre os grandes no meio underground. Após o lançamento de duas fitas demo, a gravadora Roadrunner se interessou e contratou a banda de imediato para a gravação de dois LPs. Socialized Hate foi o primeiro registro oficial lançado em 1988 e contou com a produção do já experiente Bill Metoyer (Slayer, D.R.I., Sacred Reich, Corrosion of Conformity). O Atrophy era formado por Brian Zimmermann (vocais), Rick Skowron (guitarra), Chris Lykins (guitarra), James Gulotta (baixo) e Tim Kelly (bateria).

Dois anos depois eles lançaram o álbum Violent By Nature, que soa como uma continuidade do primeiro disco e isso não é algo negativo. Muito pelo contrário. São dois discos incríveis. Porém, na virada dos anos 80 para o início da década seguinte, o Thrash Metal começaria a viver um período de decadência e isso fez com a Roadrunner não renovasse o contrato com a banda. O Atrophy acabou no final de 1992 e retornou em 2015 para alguns shows esporádicos.

Destaque para a faixa Matter of Attitude do álbum Socialized Hate de 1988:

Defiance:

Guilherme Santos

A Bay Area foi um grande celeiro de bandas de Thrash Metal e isso não é novidade. Porém, a quantidade de bandas era extremamente extensa e isso fez com que algumas não tivessem tanto êxito e prestígio na cena. O Defiance se encaixa nesse caso. Formada em 1985 em Oakland na Califórnia, o Defiance trazia uma sonoridade totalmente calcada na forma clássica de fazer Thrash Metal, com riffs marcantes, palhetadas e vocais super agressivos. A banda trazia uma sonoridade bastante similar ao Testament no começo de carreira.

A primeira fase da banda ficou fechada entre o final da década de 80 ao início da década de 90 com três álbuns lançados. Product of Society (1989), Void Terra Firma (1990) e Beyond Recognition (1992) são ótimos álbuns e precisam ser revisitados. O álbum Void Terra Firma foi lançado em vinil no Brasil pelo selo Eldorado e contém uma versão matadora para a música Killers do Iron Maiden. O Defiance é formado por Steev Esquivel (vocais), Jim Adams (guitarra), Doug Harrington (guitarra), Mike Kaugmann (baixo) e Matt Vander Ende (bateria). A banda retornou as atividades no final de 2005 e em 2009 lançaram o álbum The Prophecy, que apesar de ser muito interessante, não traz o mesmo brilhantismo dos três primeiros álbuns.

Destaque para a faixa Deception of Pain, do álbum Void Terra Firma de 1990:

Paradox:

Guilherme Santos

Embora originários da Alemanha, o som do Paradox era totalmente calcado nos moldes americanos de fazer Thrash Metal. A pegada da banda é bem similar ao som do Metallica, Anthrax, Heathen e Megadeth do começo de carreira. Formada em 1985 em Wüsburgo, a banda começou a compor com bastante intensidade e no ano seguinte gravaram a primeira demo intitulada “Mistery”. Essa demo fez um grande barulho na cena underground mundial e adivinhem que gravadora se interessou pela banda? Claro que foi a Roadrunner!

Product of  Imagination foi um grande álbum de estreia e até hoje é considerado um grande disco entre os bangers do mundo inteiro. Em 1989 a banda lança o disco que a consagraria de fato. Heresy é um disco de Thrash feito na medida certa e todos que gostam de som pesado tem que ter contato com essa obra-prima. A formação da banda nessa época contava com Charly Steinhauer (guitarra/vocal), Dieter Roth (guitarra), Matthias Schmitt (baixo) e Axel Blaha (bateria). O álbum contou com a produção de Harris John’s (Pestilence, Voivod, Helloween, Tankard, Ratos De Porão) e foi gravado no estúdio Music Lab em Berlin. Em seguida a banda encerrou suas atividades e só retornou aos palcos no final da década de 90. O Paradox lançou três bons discos nos anos 2000. Collision Course (2000), Electrify (2008) e Riot Squad (2009) o que deixou a banda bem ativa, porém, o Paradox ainda é uma banda bem underground e precisa ser redescoberta por muitos bangers mundo a fora.

 Destaque para a faixa “Search for Perfection” do álbum Heresy de 1989:

Gostou? Espere semana que vem que terá a parte 2!