Por: (Arte Metal)

Finalmente chega à luz o debut dos portugueses da Destroyer of All, banda fundada em 2011 e que provou ser promissora em seu ótimo EP Into The Fire (2013). O debut, portanto, cumpre a promessa do lançamento anterior e vai além da oferta.

É claro que o primeiro quesito é a evolução natural da banda, tanto em execução quanto na produção. Mas, além disso, e mesmo mantendo a proposta sonora, o grupo se mostra mais versátil, apostando na maior variação de ritmos, além de incrementar ainda mais novos elementos à sua música.

Com foco no Death Metal e no Progressivo, o quinteto de Coimbra não se faz de rogado e injeta desde doses de ‘groove’ nas composições até elementos orquestrados, bem de leve, mas que deixam a sonoridade do disco grandiosa. Tudo com uma produção caprichada, que captou e deu cara a todos os instrumentos.

O Destroyers of All até arrisca incorporar elementos de estilos nada a ver com o Metal e se sai bem nessa empreitada. Ouça a faixa Unexistence e note o flerte com o samba e veja como a banda se saiu bem, além do fado imposto em Tormento que conta com partes cantadas em português.

Falando em cantar, o vocalista João Mateus é um show a parte, passando por vocalizações que vão do gutural, passando pelo rasgado, grunhidos e limpos com interpretações de tirar o chapéu. O mesmo no destaque individual vai para o baixista Bruno Silva que executa linhas sólidas e nada tímidas como é de costume no instrumento. Destaque ainda para Day of Reckoning e o flerte com o Blues/Jazz que ficou encantador em meio à porradaria. Trabalho de tirar o chapéu e que fica melhor a cada audição.

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Nota: 8,5

Tracklist:

1. From Ashes Reborn
2. Hollow Words
3. Hate Through Violence
4. Bleak Fragments
5. Death Healer
6. Unexistence
7. The Pain that Feeds
8. Speed of Mind
9. Tormento
10. Day of Reckoning

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Vitor Franceschini

Jornalista graduado, editor do Blog Arte Metal.