A última vez que o Stratovarius esteve no Brasil, em 2011, foi para uma apresentação conjunta (e também reduzida) com o Helloween. Dois anos depois, no dia 18 de maio, dessa vez em show completo, um dos maiores nomes do metal melódico finlandês retornou para uma única aparição no País, no Carioca Club, promovendo o novo álbum, Nemesis, e protagonizou uma noite inesquecível para os fãs do gênero, com música boa e diversão garantidas.

Stratovarius

Com uma pontualidade britânica finlandesa, às 19h, um palco decorado com a arte do novo CD no telão e em dois backdrops nas laterais, foi revelado enquanto uma introdução dava a deixa para Rolf Pilve (bateria), Lauri Porra (baixo), Matias Kupiainen (guitarra), Jens Johanson (teclado) e Timo Kotipelto (vocal) tomarem seus lugares.

A primeira metade do set list intercalou músicas do álbum mais recente com as clássicas músicas do Stratovarius e, assim, a noite começou com a nova Abandon, faixa que abre Nemesis, seguida de Speed of Light, do álbum Episode (1996). Timo Kotipelto continua um ótimo vocalista, apesar de não ter mais a voz de antigamente, mas continua cativando o público. Antes da terceira música, Halcyon Days, o frontman apresentou Rolf Pilve, o baterista que assumiu, no ano passado, a difícil tarefa de substituir Jörg Michael. Mesmo sendo muito novo – Rolf tem apenas 25 anos – o músico tem muita técnica, mas falta um pouco do carisma que Jörg deixou todos os fãs acostumados a ver.

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O show continuou com mais uma música das antigas, Eternity e, após sua execução, com um português meio desajeitado, Timo agradeceu a plateia dizendo “vocês são foda!”. Em seguida, o vocalista anunciou que tocariam Dragons, composta por Jens Johanson – e que obviamente possui passagens de teclado muito marcantes e refrãos poderosos –, e os fãs curtiram muito e saudaram o tecladista.

Durante todo o show, os integrantes interagiram muito com o público, especialmente Matias e Lauri que apontavam, sorriam, faziam pose para fotos e até deram algumas garrafas d’água para os fãs que estavam na grade. Timo pediu para que o público desse boas-vindas ao novo integrante. Rolf ficou sozinho no palco para executar um solo com bastante ritmo e que deu espaço para emendar com outra música querida dos fãs: Eagleheart. Na sequência, veio Fantasy, composição de Lauri Porra para o novo álbum e, depois, a banda saiu do palco novamente para as primeiras notas da longa e intensa Destiny, com seus mais de dez minutos de duração.

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Vale destacar a performance de Lauri Porra. Nem parece o mesmo cara de 20 e poucos anos, meio tímido, que fez seu primeiro show no Brasil em 2005, logo que Jari Kainulainen saiu. Com quase dez anos de banda, Lauri mostrou que evoluiu muito no Stratovarius e, mais do que isso, conseguiu conquistar cada fã presente durante seu solo, como poucos músicos conseguem. Sabendo bem o significado de seu sobrenome em português, ele se apresentou: “Meu nome é senhor Porra! Esta é a minha porra música, canta comigo”. O baixista, então, dedilhava algumas notas e puxava o coro “Que Porra!” diversas vezes com a plateia. Coube a Lauri também levar o público à loucura com a introdução de uma das músicas de maior sucesso do Stratovarius, The Kiss of Judas. A primeira parte do show chegou ao fim com um breve solo de Jens Johanson e mais um grande clássico, Black Diamond, cantada por todos com muita empolgação.

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Quando a banda voltou para o palco, Kotipelto disse que naquela noite havia preparado um set muito especial para o público brasileiro. Assim, o primeiro bis contou com a nova e belíssima balada If the Story Is Over, além de Will the Sun Rise? e a empolgante Paradise. Mais um breve intervalo, e Unbreakable foi a última música executada do álbum Nemesis.

Antes de encerrar a noite, e o público já sabia o que estava por vir, o vocalista perguntou primeiro se os presentes conseguiriam cantar mais alto que os fãs paraguaios. Com a resposta positiva da plateia, ele desafiou: “vamos tocar em Buenos Aires. Vocês conseguem cantar mais alto que eles?”. É claro que o público brasileiro consegue! E a noite foi finalizada de forma épica, com todos os fãs ensandecidos com Hunting, High and Low. Claramente contentes com o show, os músicos agradeceram e saíram do palco. Ainda havia uma pontinha de esperança em cada fã de que a banda voltaria, já que ninguém ousou deixar o Carioca Club até que as cortinas do palco foram fechadas.

Stratovarius

O metal melódico já teve o seu ápice e são poucas as bandas que ainda conseguem empolgar o público do começo ao fim do show como o Stratovarius. Com um line up praticamente renovado, restando apenas Kotipelto e Johanson de sua formação clássica (não original), a sonoridade da banda também se reinventou e, pelo que foi visto nesse show, ainda terá seu espaço garantido na preferência do público brasileiro por muito tempo.

 

Set list:

Intro
Abandon
Speed of Light
Halcyon Days
Eternity
Dragons
Solo – Rolf Pilve
Eagleheart
Fantasy
Destiny
Solo – Lauri Porra
The Kiss of Judas
Solo – Jens Johanson
Black Diamond

Bis 1:
If the Story Is Over
Will the Sun Rise?
Paradise

Bis 2:
Unbreakable
Hunting High and Low

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Renata Santos

Sou formada em jornalismo e colaboro com sites de música há quase dez anos. Integro a equipe do Portal do Inferno desde 2011.