Nos últimos anos, o Brasil tem visto shows dos grandes nomes do folk metal, alguns até com mais de uma passagem por aqui e outras localidades da América do Sul. Mas dentre esses nomes, um deles ainda não havia aparecido por aqui, o Arkona. O show em São Paulo, na Clash Club foi o terceiro show da parte brasileira que contou também com Cataguases, Belo Horizonte e Curitiba no roteiro da primeira tour, e atendeu todas as expectativas da espera do público.

Antes da apresentação dos russos do Arkona, houve uma breve demonstração de dança e lutas medievais bem recebida pelos presentes, com alguns totalmente no clima fosse usando algum traje típico ou tomando suas cervejas em chifres. Após isso, a banda brasileira Skaldic Soul fez seu show e agradou muito o público, com o qual já é familiar, pois outros eventos do estilo contaram com a apresentação deles. Uma apresentação competente, sem estrelismos que às vezes são vistos em bandas de abertura, de um grupo que vem fazendo um excelente trabalho.

Skaldic Soul

Pontualmente às 21h, o Arkona sobe ao palco para uma casa já bem cheia. Para aqueles que viram a vocalista Maria “Masha Scream” Arkhipova passando pelo fundo da casa ou pelo camarote na lateral e viram aquela moça loira e quieta, a forma com a qual ela adentra o palco é uma mudança impressionante. Batendo furiosamente em um tambor e vestindo peles por cima da roupa, alternando entre vocais limpos e guturais de fazer inveja a muitos, a presença dela contagia o público que responde a cada vez que pede palmas ou se dirige próximo aos fãs. Mesmo ela admitindo que o seu inglês não é tão bom, além do seu forte sotaque, o esforço para se comunicar e agradecer aos fãs, chamando-os de amigos, merece um destaque.

Arkona

Toda a banda demonstrava empolgação para os fãs e já com a quarta música, Goi, Rode, Goi! tinham o público ganho. Talvez pelas letras todas serem em russo, não haviam tantas pessoas cantando em coro as músicas como é visto muitas vezes em shows aqui, o que não impediu a plateia de participar à sua maneira fosse com palmas ou cantarolando melodias de guitarra e outros instrumentos típicos que eram tocados alternadamente por Vladimir “Volk”. Além disso, algumas pessoas ao fundo e nas laterais dançavam sozinhas, em duplas ou grupos, deixando-se levar pelas melodias folclóricas da banda.

Stenka Na Stenku foi outro ponto alto, já perto do fim do show. Nela já era visível os sorrisos da banda, tanto que Masha pediu a um fã na grade a câmera e com ela filmou brevemente a casa que a essa altura já estava mais do que extasiada com a apresentação e a energia dos russos, principalmente a de Masha, que parecia ser inesgotável. Em alguns momentos, de tanto que ela se movimentava pelo palco, chegou a encostar e acertar de leve o guitarrista.

Arkona

Com Yarilo o show se dirigiu para o final, com muitos agradecimentos e promessas de retorno em breve por parte da banda, que talvez não esperasse tamanha recepção dos brasileiros pelo seu trabalho. E, pela cara de felicidade, tanto deles quanto do público, esse retorno será muito bem-vindo por todos. Gostaria de deixar um agradecimento ao casal de fãs que me permitiu uma foto do setlist e às pessoas que ajudaram em sua tradução/compreensão pois ele estava em russo.

Setlist:

Az
Arkaim
Ot Serdtsa K Nebu
Goi, Rode, Goi!
Leshiy
Slovo
Pamyat
Slavsia Rus
Zaklyatye
Katitsya Kolo
Kolomiyka
Marena
Po Syroi Zemle
Kupalets
Stenka Na Stenku
Solntsevorot
Maslenitsa
Yarilo
Kupala I Kostroma

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