O dia 4 de dezembro de 2011 foi marcado em todo o País pela final do Campeonato Brasileiro de futebol. Mas, naquela noite, corinthianos, palmeirenses, são-paulinos, santistas e aqueles que não dão a mínima para futebol foram ao Carioca Club para a única apresentação do Children of Bodom no Brasil. A The Ugly World Tour 2011 passou por aqui para promover o álbum Relentless Reckless Forever.

Faltando cinco minutos para o horário marcado, o público já gritava pela banda. Bastou uma introdução para o CoB se posicionar e Alexi Laiho abrir os braços ao entrar no palco para os fãs enlouquecerem – e este clima permaneceu até o fim da apresentação. A noite começou com Shovel Knockout, do álbum novo. Um banho de água no público e cuspe nos fotógrafos marcou a entrada do CoB, que já foi emendada com Are You Dead Yet?, sucesso do CD homônimo, de 2005. Essas duas músicas já mostraram que a banda não precisa de muito esforço para conduzir seus fãs, a insanidade dura o tempo todo.

Children of Bodom - Carioca Club

Apenas no intervalo para a terceira música, Not My Funeral, que Laiho se dirigiu aos fãs, dizendo que a banda estava feliz por voltar. A música seguinte, Kissing the Shadows, mostrou toda a virtuosidade, embora com pouca empolgação pessoal, do tecladista Janne Wirman, que trocava solos com a guitarra de Laiho. O show seguiu com Living Dead Beat, Roundtrip to Hell and Back – outra música nova – e Laiho perguntou quem gostaria de ouvir um CoB “old school” e apresentaram Children of Bodom, a oportunidade para as tão famosas rodas na plateia. Dizer que os ânimos se acalmaram com Deadnight Warrior e Hate Me! seria mentira, mas mais rodas se abriram em Sixpounder, do álbum Hate Crew Deathroll. Sobre a participação do baixista Henkka Seppälä e do guitarrista Roope Latvala, podemos dizer que são bons músicos, mas sem surpresas. Ficam em seus microfones, tocam suas notas, uma vez ou outra trocam de lugar no palco, mas nada muito além.

Blooddrunk, Angels Don’t Kill e In Your face deram continuidade à apresentação. E, como todos sabem, o Children of Bodom é uma banda original que faz ótimos covers e nesta noite não poderia faltar. Laiho citou Journey e foi a deixa para Wirman começar a introdução de Don’t Stop Believin’. Depois da brincadeira, que acabou antes mesmo do refrão da música, mais uma vez o público enlouqueceu com Hate Crew Deathroll, que encerrou a primeira parte do show. Mas antes, Wirman foi até a frente do palco para filmar a galera.

Children of Bodom - Carioca Club

Apenas na volta para o bis que o baterista Jaska Raatikainen se levantou do seu posto posicionado à esquerda do palco, não ao centro, para cumprimentar os fãs. O show recomeçou com Bodom After Midnight e o público conseguiu ultrapassar o volume da banda no refrão. Em Bodom Beach Terror, vale à pena destacar os backing vocals de Seppälä. A noite chegava ao fim, mas antes da saideira, Wirman pediu para que todos cantassem Parabéns, em português, para comemorar o aniversário o técnico de som que acompanha a banda. E o show foi oficialmente encerrado com Downfall e um wall of death na pista do Carioca Club.

Não é um erro concluir que o show do Children of Bodom não foi histórico, nem inesquecível, como alguns que passaram pelo Brasil em 2011. Em uma hora e meia, Laiho mostrou que, hoje, se ocupa muito mais com a sua pose no palco do que com a preocupação de executar um bom espetáculo. Vimos um show bacana, linear, mas a forma que o frontman conduz seus fãs mostra a razão desta ser uma banda do grupo de elite da Finlândia.

Setlist:

Shovel Knockout
Are You Dead Yet?
Not My Funeral
Kissing the Shadows
Living Dead Beat
Roundtrip to Hell and Back
Children of Bodom
Deadnight Warrior
Hate Me!
Sixpounder
Blooddrunk
Angels Don’t Kill
In Your Face
Don’t Stop Believin’ (Journey cover)
Hate Crew Deathroll

Bis 1

Bodom After Midnight
Bodom Beach Terror

Bis 2

Downfall

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Renata Santos

Sou formada em jornalismo e colaboro com sites de música há quase dez anos. Integro a equipe do Portal do Inferno desde 2011.

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